Cega! Esphinges · Capítulo 7 de 52
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Cega!

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"Tropega,. os braços nus, a fronte pensa, varias

Vezes, quando no céo o louro sol desponta,

Vejo-a, no seu andar de' somnambula tonta,

Despertando, a mudez das viellas solitárias.

Arrimada ao bordão, lá vae...

Imaginárias

Çous,as pensa...

Verões e invernos máos affronta ,

Dores - que tem soffrido a todo o mundo conta

Na linguagem senil das suas velhas árias.

Cega ! que negra mão, entre os negros escolhos

Do cahos, foi procurar a treva, que ennegrece,

Para cegar-te a vista e escurecer-te os olhos ?

Cega ! quanta poesia existe, amargurada,

Nesses olhos que estão sempre, abertos e nesse

Olhar, que se abre para o céo, e não vê nada!.

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