D. Alda
(Lied moderno)
Hoje D. Alda madrugou. Ás costas
Solta a opulenta cabelleira de ouro,
Nos lábios um sorriso de alegria,
Vae passear ao jardim; as flores, postas
Em longa tila, alegremente, em coro,
Saúdam-n'a : "Bom dia ! "
D. Alda segue... Segue-a uma andorinha ;
Com seus raios de luz o sol a banha ;
E D. Alda caminha .. .
Uma porção de folhas a acompanha...
Caminha... Como um fulgido brilhante,
0 seu olhar fulgura.
Mas — que cruel! — ao dar um passo adeante,
Emquanto a barra do roupão sofralda,
Pisa um cravo gentil de láctea alvura !
E este, sob os seus pés, inda murmura:
"Obrigado, D. Alda."