Passionarias IV Romanceiro · Capítulo 4 de 62
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Passionarias IV

Os astros claros moram no ceu remóto, a luz, entanto, desce a alumiar-nos e segue-nos a toda a parte : tão longe assiste o sol e o dia de curo explende ; tão distante apparece o plenilunio e o luar prateia e suavisa a noite ; as estrellas alem e brilham em todas as aguas da terra. O amor é como a luz dos astros.

Longe de mim pensas, talvez, que a luz dos teus olhos não me acompanha ? segue-me e, ai ! de mim se me desamparasse. Ceu é teu rosto e astros são teus olhos. Dá-mee não te peço mais - dá-me a bemaventurança do teu coração, que é o Paraiso, para que minha alma nelle viva.

Se á crença é mistér a prece, teu nome não me sahe dos labios, nelle resumo toda a minha fé, a minha anciosa esperança nelle se concentra. D'elle somente faço a minha oração de amor ... d'elle somente e é muito.

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