XVIII - Amor Supremo Contos Infantis em Verso e Prosa · Capítulo 18 de 60
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XVIII - Amor Supremo

Amor supremo

De Luiz de Ratisbonne

À MINHA AMIGUINHA NOÊMIA C. FERREIRA

Todas três me adorais, mas por que me adorais?

— Eu, porque ninguém mais

do que tu me acarinha,

realiza os meus desejos,

com bonecas e beijos.

Muito bem. É um amor, querida Luizinha,

como há muitos, bem sei, feito de gratidão

e de interesse. Assim, provas não ser ingrata

e ter bom coração.

E tu, minha formosa e travessa Renata,

por que dizes amar-me?

— Porque ninguém é bom como tu neste mundo.

— Firma-se na virtude esse afeto profundo.

Admirável! Agora é tua vez, Leonor.

— Eu amo-te, porque... eu amo-te... talvez...

Sinto que te amo, sim, mas... não posso explicar-me;

é mais forte do que eu, não sei por que, bem vês.

Dá-me um beijo, anjo lindo. Eis o supremo amor!

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