L - Chuva e Sol Contos Infantis em Verso e Prosa · Capítulo 50 de 60
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L - Chuva e Sol

Chuva e Sol

A MINHA AMIGUINHA MARIA JOSÉ C. DE SOUSA DANTAS

Estar no pendor do abismo e suster-se sozinha,

quase a tombar no mal, lutar vencendo o mal,

é difícil, é belo! Eu vi exemplo igual

na ingênua candidez de linda criancinha.

Disse a mamãe, um dia, à loira Georgiana:

— Se até anoitecer, eu não te ouvir chorar,

nem dar gritos, prometo, amor, ir-te comprar

uma nenê gentil, de olhos de porcelana.

Apenas isto ouviu, a bela pequenita

dança e salta a cantar com tal sofreguidão,

que entontecendo, cai, ao comprido, no chão.

Esqueceu-lhe a promessa. Ei-la que chora e grita.

— Prantos? adeus boneca. Ouvindo esta ameaça,

ergue-se Georgiana e diz, muito ligeira,

mudando o choro em riso e com imensa graça.

— Chorei... por brincadeira.

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