XXXIII - Não se pede nada à mesa Contos Infantis em Verso e Prosa · Capítulo 33 de 60
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XXXIII - Não se pede nada à mesa

Não se pede nada à mesa

De Luiz Ratisbonne

AO MEU AMIGUINHO HUGO WERNECK

— Mamãe, tu podes dar-me um bom bocado

de cozido, pois não?

— Meu filho, sabes bem,

que quem pedir à mesa nada tem.

— Oh! não peço mais nada, estou calado.

— Pois sim, mas tira a mão

do saleiro, não posso adivinhar

para que queres sal, meu Luizinho!

— Mamãe, é para a carne com toucinho,

que eu não pedi, mas sei que me vais dar.

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