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Hoje eu vou beber
até morrer da saudade de amar
lá na baixa da ladeira tem o jardim
mas não é o fim
é só um lugar para parar
e depois recomeçar
Edu Liguori
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Gosto muito de quem me gosta
sou recíproco
amo o reflexo da alma
quem ri é rico
quem abraça acolhe
quem beija é amor
essa é minha religião
e não vai mudar
mesmo que decidam
que o mundo não é lugar para o amor
Edu Liguori
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O tédio é oco
o oco do coco
o coco vazio
um velho navio
encalhado num toco
o tédio é o pouco
que sobrou do roto
do fio do pavio
do artefato
morto
Edu Liguori
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Em uma linda tarde
a ébria nudez
se revela amarela
sob os cabelos
e ondas macias
só havia ela
a beleza da luz
de uma aquarela
Edu Liguori
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Eu digo as mesmas coisas
sóbrio ou bêbado
porque sou um homem sem segredos
quem tem segredo tem medo
quem tem medo perde a curva
quem se curva vira lombo
de tombo em tombo
eu beijo eu vivo eu tropeço
mais não peço
o que é meu eu traço
o resto? Um abraço
Edu Liguori
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Não tenho medo do escuro
me aqueço no silêncio
de mais um sábado
despeço-me da mente
mas ela é insistente
os olhos abertos
pouco enxergam
os ouvidos procuram
os dentes mordem a boca
vêm mais um pensamento
outro sábado triste
depois vem o domingo
Edu Liguori
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Por trás da restinga a vila da esperança
me vou agora para lá criar um novo lar
não chego pelo mar, mas desço do céu
perto da margem do rio dos siris
junto ao cajueiro dos papagaios
faço morada e simples estadia
decisão poética, profética e sábia
tudo novo, fresco e perfumado
eu homem que sabia que o risco
era a covardia e a inércia comum
acordei um dia e fiz minha escolha
para sempre, só me resta viver!
Edu Liguori
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Eu sou uma pessoa triste
não porque eu quis
mas porque ela me adotou
no meio de todos ela me escolheu
olhou em meus olhos e disse
você será meu
sim você que sente demais
você que quer mais
você que decidiu sonhar
eu quero você pra mim
e me adotou
até meu fim
Edu Liguori
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Não vou dizer que sei o que digo
nem irei afirmar que tenho ritmo
ensaio muito mas não sei se rimo
uvas passas não são feitas de figos
as vezes sem razão perdido desafino
outras me ergo incólume não afino
não sei onde andam meus amigos
nem pergunto dos seus desatinos
mas estou certo quando aqui afirmo
teu amor é couro é um grande perigo
sem agouro contigo eu sim me firmo
daqui não saio nem insano desdigo
porque meu amor é teu e confirmo
Edu Liguori
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Tenho por prática
a derrota
poetas sao perdedores
perdem versos
pelos ralos
perdem amores
pelos cabelos
tenho por prática
sobreviver
poetas são imortais
perdem vidas
pelos corredores
perdem seivas
pelas veias
tenho por prática
rir de mim mesmo
Edu Liguori
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