Sob os cabelos
a nuca desnuda
onde dedos finos
alisam e escorrem
a malícia felina
uma unha afiada
entre os montes
percorre o vale
e da serra
entre pelos
atinge o planalto
até a foz da carne
cachoeira e sino
não há pecado
sob os cabelos
negros
badala o sino
do sorriso
e do gozo
@eduliguori
EDU LIGUORI
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Poesia, amor e vida entre a metrópole e o mar.
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RAFAEL ARAUJO
Sou muito comum
vulgar no sentido
da palavra
adotei a simplicidade
minimizei tudo que pude
minha riqueza
são minhas memórias
muitas histórias
com clareza
escolhi a felicidade
da palavra
contar o vivido
não ser só mais um
maximizei tudo que pude
Edu Liguori
vulgar no sentido
da palavra
adotei a simplicidade
minimizei tudo que pude
minha riqueza
são minhas memórias
muitas histórias
com clareza
escolhi a felicidade
da palavra
contar o vivido
não ser só mais um
maximizei tudo que pude
Edu Liguori
Um dia
a língua que falo
será compreendida
um dia
os gestos
serão transparentes
um dia
as dúvidas
serão se chove ou faz sol
Edu Liguori
a língua que falo
será compreendida
um dia
os gestos
serão transparentes
um dia
as dúvidas
serão se chove ou faz sol
Edu Liguori
Chorei já tantas vezes
senti tanto o que quis
e o que nunca desejei
mas neste dia deste sol
declarei solene que chega
não tenho mais a carne
nem a correnteza para ver
o que não irá acontecer
Edu Liguori
senti tanto o que quis
e o que nunca desejei
mas neste dia deste sol
declarei solene que chega
não tenho mais a carne
nem a correnteza para ver
o que não irá acontecer
Edu Liguori
Agosto tenho que ir pra rua
é na rua que vou trombar com a cabocla
que me reservou o bem querer
a gosto que cada um tem sua fração
e até esse humilde poeta merece uma paixão
sem pressa e sem temer
vem sorrir a cabocla
sob o sol ou sob a lua
nós dois a receber
Edu Liguori
é na rua que vou trombar com a cabocla
que me reservou o bem querer
a gosto que cada um tem sua fração
e até esse humilde poeta merece uma paixão
sem pressa e sem temer
vem sorrir a cabocla
sob o sol ou sob a lua
nós dois a receber
Edu Liguori
Não quero um átomo a mais do que eu mereço
Se não sou digno, não venha
Meu mundo
é o planeta dos justos
não há paz na terra da mentira
escolho todos os dias
a verdade
crua, nua e simples
Edu Liguori
Se não sou digno, não venha
Meu mundo
é o planeta dos justos
não há paz na terra da mentira
escolho todos os dias
a verdade
crua, nua e simples
Edu Liguori
Chega o dia em que a lua
de sua fantasia se despe
e você enfim só enxerga
cinza, areia e pedras
nesse mesmo momento
largue as suas chinelas
os sonhos e toda a poeira
Edu Liguori
de sua fantasia se despe
e você enfim só enxerga
cinza, areia e pedras
nesse mesmo momento
largue as suas chinelas
os sonhos e toda a poeira
Edu Liguori
Poesia se lê devagar
várias vezes
Como uma sopa quente
pelas beiradas
Edu Liguori
várias vezes
Como uma sopa quente
pelas beiradas
Edu Liguori
Me permito gostar
me deixo perder
me faço livre
pra sentir
num tem poste
que amarre
num tem corda
que sufoque
na minha língua
só existe um caminho
o trajeto do amor
Edu Liguori
me deixo perder
me faço livre
pra sentir
num tem poste
que amarre
num tem corda
que sufoque
na minha língua
só existe um caminho
o trajeto do amor
Edu Liguori
Quando quero entorpecer
entorpeço
quando quero chorar
choro
quando quero rir
rio
quando quero você
vou
Edu Liguori
entorpeço
quando quero chorar
choro
quando quero rir
rio
quando quero você
vou
Edu Liguori