A um Carneiro Morto Eu · Capítulo 4 de 56
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A um Carneiro Morto

Misericordiosissimo carneiro

Esquartejado, a maldição de Pio

Decimo caia em teu algoz sombrio

E em todo aquelle que fôr seu herdeiro!

Maldito seja o mercador vadio

Que te vender as carnes por dinheiro,

Pois, tua lã aquece o mundo inteiro

E guarda as carnes dos que estão com frio!

Quando a faca rangeu no teu pescoço,

Ao monstro que espremeu teu sangue grosso

Teus olhos — fontes de perdão — perdoaram!

Oh! tu que no Perdão eu symboliso,

Si fosses Deus, no Dia de Juizo,

Talvez perdoasses os que te mataram!

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