Vencedor Eu · Capítulo 50 de 56
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Vencedor

Pau d’Arco — 1902

Toma as espadas rutilas, guerreiro,

E á rutilancia das espadas, toma

A adaga de aço, o gladio de aço, e doma

Meu coração — extranho carniceiro!

Não pódes?! Chama então presto o primeiro

E o mais possante gládiador de Roma.

E qual mais prompto, e qual mais presto assoma,

Nenhum poude domar o prisioneiro.

Meu coração triumphava nas arenas.

Veio depois um domador de hyenas

E outro mais, e, por fim, veio um athleta,

Vieram todos, por fim; ao todo, uns cem...

E não poude domal-o emfim ninguem,

Que ninguem doma um coração de poeta!

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