O Lázaro da Patria Eu · Capítulo 32 de 56
Obra Menu

O Lázaro da Patria

Filho pôdre de antigos Goytacazes,

Em qualquer parte onde a cabeça ponha,

Deixa circumferencias de peçonha,

Marcas oriundas de úlceras e anthrazes.

Todos os cynocéphalos vorazes

Cheiram seu corpo. A’ noite, quando sonha,

Sente no thorax a pressão medonha

Do bruto embate ferreo das tenazes.

Mostra aos montes e aos rigidos rochedos

A hedionda elephantiasis dos dedos.

Ha um cansaço no Cosmos. Anoitece.

Riem as meretrizes no Casino,

E o Lázaro caminha em seu destino

Para um fim que elle mesmo desconhece!

1/1
Menu

Fazer anotação