Soneto Eu · Capítulo 43 de 56
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Soneto

Aggregado infeliz de sangue e cal,

Fructo rubro de carne agonisante,

Filho da grande força fecundante

De minha bronzea trama neuronial,

Que poder embryológico fatal

Destruiu, com a synergia de um gigante,

Em tua morphogénese de infante

A minha morphogénese ancestral?!

Porção de minha plásmica substancia,

Em que logar irás passar a infancia,

Tragicamente anonymo, a feder?!

Ah! Possas tu dormir, féto esquecido,

Pantheisticamente dissolvido

Na noumenalidade do não ser!

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