O Caixão Phantastico Eu · Capítulo 28 de 56
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O Caixão Phantastico

Célere ia o caixão, e, nelle, inclusas,

Cinzas, caixas craneanas, cartilagens

Oriundas, como os sonhos dos selvagens,

De aberratorias abstracções abstrusas!

Nesse caixão íam talvez as Musas,

Talvez meu Pae! Hoffmannicas visagens

Enchiam meu encéphalo de imagens

As mais contradictorias e confusas!

A energia monistica do Mundo,

A’ meia noite, penetrava fundo

No meu phenomenal cerebro cheio.

Era tarde! Fazia muito frio.

Na rua apenas o caixão sombrio

Ia continuando o seu passeio!

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