Solilóquio de um Visionario Eu · Capítulo 41 de 56
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Solilóquio de um Visionario

Para desvirginar o labyrintho

Do velho e metaphysico Mysterio,

Comi meus olhos crús no cemiterio,

Numa anthropophagia de faminto

A digestão desse manjar funereo

Tornado sangue transformou-me o instincto

De humanas impressões visuaes que eu sinto,

Nas divinas visões do incola ethereo!

Vestido de hydrogenio incandescente,

Vaguei um seculo, improficuamente,

Pelas monotonias sideraes.

Subi talvez ás maximas alturas,

Mas, si hoje volto assim, com a alma ás escuras,

É necessario que inda eu suba mais!

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