Aza de Côrvo Eu · Capítulo 9 de 56
Obra Menu

Aza de Côrvo

Aza de côrvos carniceiros, aza

De mau agouro que, nos doze mezes,

Cobre ás vezes o espaço e cobre ás vezes

O telhado de nossa propria casa...

Perseguido por todos os revezes,

É meu destino viver junto a essa aza,

Como a cinza que vive junto á braza,

Como os Goncourts, como os irmãos siamezes!

É com essa aza que eu faço este soneto

E a industria humana faz o panno preto

Que as familias de luto martyrisa.

É ainda com essa aza extraordinaria

Que a Morte — a costureira funeraria —

Coze para o homem a ultima camisa!

1/1
Menu

Fazer anotação