Eterna Magua Eu · Capítulo 17 de 56
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Eterna Magua

Pau d’Arco — 1904

O homem por sobre quem cahiu a praga

Da tristeza do Mundo, o homem que é triste

Para todos os seculos existe

E nunca mais o seu pezar se apaga!

Não crê em nada, pois, nada ha que traga

Consolo á Magua, a que só elle assiste.

Quer resistir, e quanto mais resiste

Mais se lhe augmenta e se lhe afunda a chaga.

Sabe que soffre, mas o que não sabe

É que essa magua infinda assim, não cabe

Na sua vida, é que essa magua infinda

Transpõe a vida do seu corpo inerme;

E quando esse homem se transforma em verme

É essa magua que o acompanha ainda!

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