Vandalismo Eu · Capítulo 49 de 56
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Vandalismo

Pau d’Arco — 1904

Meu coração tem cathedraes immensas

Templos de priscas e longinquas datas,

Onde um nume de amor, em serenatas,

Canta a alleluia virginal das crenças.

Na ogiva fulgida e nas columnatas

Vertem lustraes irradiações intensas

Scintillações de lampadas suspensas

E as amethystas e os florões e as pratas.

Como os velhos Templarios medievaes

Entrei um dia nessas cathedraes

E nesses templos cláros e risonhos...

E erguendo os gládios e brandindo as hástas,

No desespero dos iconoclastas

Quebrei a imagem dos meus proprios sonhos!

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