Solitario Eu · Capítulo 42 de 56
Obra Menu

Solitario

Como um fantasma que se refugia

Na solidão da natureza morta,

Por traz dos ermos tumulos, um dia,

Eu fui refugiar-me á tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia

Não era esse que a carne nos conforta.

Cortava assim como em carniçaria

O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha Desgraça!

E eu sahi, como quem tudo repelle,

— Velho caixão a carregar destroços —

Levando apenas na tumbal carcassa

O pergaminho singular da pelle

E o chocalho fatidico dos ossos!

1/1
Menu

Fazer anotação