Ato 1 - Cena VII
CENA VIIAdriano e Beatriz Beatriz – Aqui estou, senhor; mas por quem é, não me mande procurá-lo em parte nenhuma.
Adriano – Esta noite reuno aqui os meus amigos; vá ao hotel de França e receba lá um bolo inglês, e algumas garrafas de vinho, que lhe entregarão, e durante a minha ausência disponha tudo o que é necessário para esta
solenidade um pouco extraordinária em minha casa.
Beatriz – O que
é isto pois?... bolo inglês e vinho?... então o senhor tirou a sorte grande no
vigésimo, que comprou no outro dia?
Adriano
– Sim, modelo das criadas!... (Canta)
O diabo atrás da portaNão devia sempre estar. Beatriz – Mas
que fortuna foi essa?...
Adriano – Minha
sorte vai mudar.
Sinto já por tal venturaO juízo a me voltar;E a prova de que estou doidoÉ que chego a te abraçar!
Beatriz (Sem recusar) – Senhor Adriano, não comece com essas graças.
Adriano – Não tenha receio... Oh! Certamente deve confiar em si mesma... adeus... não esqueça nada. (Vai-se)