Ato 1 - Cena XII O Primo da Califórnia · Capítulo 13 de 31
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Ato 1 - Cena XII

CENA XII

Adriano e Beatriz que acompanha Celestina até a portaBeatriz (pondo

no piano copos, pratos, etc.) – Creio, que esta sirigaitazinha olhoume assim

com um ar de desprezo... isto já me vai passando os limites da familiaridade!

Adriano (Voltando) – Senhora Beatriz, a senhora é

uma velha Prosérpina!

Beatriz –

Prosérpina! Prosérpina!... e o senhor é um... é um... é um Prosérpino! (À parte) Entendo isto perfeitamente... a

menina untou-lhe mel pelos beiços, e ele caiu como um patinho... como é

crédulo, coitado!...

Adriano – Então

tudo está pronto?... mas faltam duas facas...

Beatriz – Foram

essas as únicas que encontrei na gaveta da mesa: e note que uma já está

desconjuntada.

Adriano – Não

importa: os meus amigos são ricos, e estão acostumados ao luxo; é bom que vejam

um dia e bem de perto como se passa na pobreza: divertir-se-ão ainda mais com

isso.

Beatriz – Devo,

porém, dizer, que o meu defunto Pancrácio era bem pobre, mas quando queria dar

o seu banquete, mandava-me pedir louça emprestada à mulher do sargento

Luizinho...

Adriano –

Silêncio! Sinto que sobrem os meus amigos: limite-se às suas funções; e que se

não perceba, que eu discuto com os meus criados.

Beatriz (À

parte) – Criados! Vejam como é insolente este farroupilha.

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