Ato 2 - Cena XV O Primo da Califórnia · Capítulo 30 de 31
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Ato 2 - Cena XV

CENA XVFelisberto e os ditos

Felisberto – Oh!

Que me rebenta o nariz!

Adriano

(Submisso) – Eu lhe fiz mal... ofendi-o?...

Felisberto – Não

foi nada... trago o dinheiro a Vossa Senhoria.

Adriano – A

minha senhoria... a minha senhoria acaba de receber a sua demissão.

Felisberto – Não

o compreendo, meu prezado amigo.

Adriano – Digo,

que agora aparecem suas dúvidas a respeito do negócio.

Felisberto –

Que, senhor Adriano! Vossa Senhoria quereria faltar a palavra!... (À parte)

Diabo! E eu que já tratei a cessão da casa com vinte por cento de lucro!

Adriano – Não é

isso, mas devo dizer...

Felisberto –

Nada quero ouvir: tenho a sua palavra, e um homem honrado, senhor, não tem

senão uma palavra: eis aqui o contrato de venda para assinar.

Adriano –

Todavia...

Felisberto – Ah!

senhor Adriano! É possível que tenha em tão pouco a sua palavra?...

Adriano – Senhor

Felisberto!...

Felisberto –

Esta hesitação me dá o direito de dizer o que disse.

Adriano – E o

senhor não se arrependerá deste contrato?...

Felisberto – De

modo nenhum.– E aconteça o que

acontecer não se queixará de mim?...

Felisberto – Eu

queixar-me?... e de quê?... assine, tenha Vossa Senhoria a bondade de assinar.

Adriano (À

parte) – Com efeito... posso bem fazer este negócio... a casa é minha, e eu

ganho nesta venda quatro contos de réis; (Assinando) vamos, pois que o senhor o

exige, eu assino.

Felisberto –

Para lhe provar que o negócio me convém, ajuntei ao dinheiro, que lhe entrego,

um recibo de conta que me devia, e portanto estamos quites.

Adriano (Recebe

e conta o dinheiro) – Como?... minha conta também?... ah!

Celestina, eis aqui um remorso de adversidade!

Felisberto – O que quer dizer com isso?...

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