Ato 2 - Cena IV O Primo da Califórnia · Capítulo 19 de 31
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Ato 2 - Cena IV

CENA IVBeatriz , Adriano e Celestina, trazendo manuscritos de música e chapas de cobre.

Celestina – Bom

dia, Adriano; trago-te as minhas chapas de música, para que admires os meus

progressos.

Beatriz – Oh!

Que calamidade! Mãos tão delicadas carregando semelhante peso!

Dê-me isso, senhora, dê-me... ande... sente-se... eis aqui

uma caixa... descanse...

Celestina

(Admirada) – Obrigada... agradecida... senhora Beatriz; (A ADRIANO)

Adriano, como se explica isto?...

Adriano (A CELESTINA) – Celestina, isto como se

explica?...

Celestina –

Senhora Beatriz, olhe bem para mim: a senhora está bem certa de quem eu sou?

Beatriz – Oh! Se

estou! A senhora é a moça mais bela, mais modesta e mais perfeita das vinte

províncias do Império do Brasil, e isto é o que eu tenho sempre dito e

sustentado.

Adriano –

Senhora Beatriz, pois que enfim a senhora acaba de fazer ponto, concluindo a

oração com um sentido perfeito; aproveito o ensejo para pedir-lhe que vá lá

para baixo procurar por mim, e ver se me descobre escondido em algum canto.

Beatriz – Pois não, meu senhor, eu

deixo Vossa Senhora em liberdade; (À parte) vou em um pulo dar a notícia ao

senhor Pantaleão.

Celestina (À

parte, pondo uma caixa de relógio na gaveta) – Ele não me está olhando...

aproveitemos o momento.

Beatriz – Se

Vossa Senhoria tiver necessidade de mim, basta um simples aceno; estou e

estarei sempre pronta a servi-lo com gosto; (A CELESTINA) sua serva... (A ADRIANO)

senhor... (A CELESTINA) senhora... (A ADRIANO) senhor... (Vai-se fazendo mil

cumprimentos, e sem jamais dar as costas)

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