VIII O Cacaulista · Capítulo 10 de 27
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VIII

A casa de d. Ana, coberta de telha, por exceção, nada tinha, além desta particularidade, que a diferençasse das outras casas de vivenda nos sítios dos arredores, e até de todo o distrito; grande varanda na frente, onde estão os potes de água fresca, a maqueira da senhora, e a mesa de jantar de que a dona só se serve nos grandes dias; nenhuma cadeira, nenhum outro móvel além de dois bancos de pau que ladeam a mesa, e de um ou outro tamborete, forrado de couro: grande sala com um esteio no meio, donde se armam redes para todos os cantos; é aqui que dormem a senhora e as suas mulatas favoritas; tem por único móvel um grande oratório de madeira, móvel de família: um quarto para baús e depósito de comestiveis, um ou dois quartos para escravos e a cozinha: com a porta abrindo para o exterior, e à esquerda da sala da senhora estava um pequeno gabinete ocupado pela rede de Miguel, suas armas de caça e pesca, e por alguns sacos de cacau seco. As paredes da casa de barro negro batido não são rebocadas, o chão não é ladrilhado e as cabas ou moribondos esvoaçam por toda a parte. De noite os morcegos chamados pela vizinhança do gado rendiam as cabas na tarefa de cruzar o ar em todas as direções.

Alguns dias depois dos acontecimentos que narramos no capítulo precedente, o padre José Fernandes achava-se na fazenda da irmã, e preparava-se a casa para a missa que tinha o padre de dizer no dia seguinte (dia de reis).

As mulatas iam e vinham com uns ares de ocupadas, os moleques corriam pelo cacaual à procura de ramos secos que deviam alimentar a fogueira que se tinha de fazer à noite no terreiro, onde os escravos haviam obtido permissão de dançar. O Tomás queimava os ninhos de cabas da varanda com um grande facho de palhas de milho, e os bois choravam ruidosamente a morte de um companheiro imolado ao apetite do padre que, sentado na tranqueira do curral, parecia indiferente àquela algazarra, e conversava tranquilamente com o sobrinho.

O padre José Fernandes era um homemzinho magro, de olhos pequenos e vivos e de rosto comido de sinais de bexigas. Tinha uma voz admirável, e ufanava-se de ser o primeiro cantor e o melhor tocador de violão de toda a comarca; por isso se uma pessoa queria agradar-lhe dava-lhe notícia das cantigas em voga no Pará ou em Manaus. Era o sacerdote bastante comodista, e não se afadigava muito no seu ministério, e ainda que com as crianças confiadas à sua guarda se mostrasse severo até o despotismo, tornava-se franco e expansivo quando se via cercado de pessoas que não lhe levariam em conta a severidade. Não primava por interessar-se pelos negócios alheios, nem mesmo pelos da irmã ou do sobrinho, de sorte que ainda que não fosse destituído de inteligência e de certo bom senso, o seu auxílio em qualquer contenda era sempre um fraco auxílio.

José Fernandes custara a perdoar ao sobrinho a deserção da sua casa, deserção que reputava um gravíssimo insulto feito ao latim e às cerimônias religiosas, mas quando depois de alguns meses de amúo recíproco o padre conheceu que Miguel nunca seria um discípulo obediente, e que era de natureza independente e altiva, tornou-se às boas ou para não perder completamente o império que havia adquirido sobre o ânimo do moço, ou porque o seu bom coração não lhe consentisse mostrar por mais tempo cara feia ao filho da sua irmã.

Miguel não deixava de querer bem ao tio, mas soubera estabelecer nas suas relações uma franqueza e sem-cerimônia, que o padre aceitava mordendo o beiço, principalmente quando se achavam diante de gente.

Eram cinco horas da tarde, uma dessas tardes magníficas em que o céu é límpido e sereno, o ar fresco e agradável.

O padre conversava com o sobrinho e dava-lhe parte do estado da questão do Uricurizal.

— Tudo vai bem — dizia — o dr. Abreu tem mostrado a atividade que eu lhe supunha. O tenente recusou conciliar-se, mas em breve há de arrepender-se de ter querido apoderar-se do que não lhe pertence. Fur! E tu estás seguro das testemunhas?

— Estou seguro do Capucho e do Inácio Antunes, como lhe mandei dizer; o Martinho ficou justo comigo pelos quarenta mil réis, mas tenho medo que na ocasião faça alguma das suas.

— Não há perigo. Ele deve andar furioso com o tenente, e contanto que lhe tenhas sempre a vista em cima, para que não ponha o pé em ramo verde, tudo irá bem. O Abreu é um moço inteligente, e além disso amigo do juiz, como sabes. Não há portanto nada a recear.

— Sim, creio que desta vez o Ribeiro não poderá fazer o que tem feito com os outros...

— Tudo por não ter encontrado quem o impeça; sabes que é uma influência política, e que no momento em que quiser tem cem ou duzentos caboclos à sua disposição; aqui no Amazonas, tudo é ter um bocadinho de dinheiro no fundo do baú... pois se a maior parte da gente morre de fome, como não há de ser assim! Depois, ou porque o governo não se importa conosco ou porque não há quem queira vir para cá, o que é verdade é que esta falta de juízes letrados, que nós sentimos, é um grande mal.

— Ora qual, tio José, pois nós lá precisamos de estrangeiros...

— Precisamos, sim, precisamos de gente de fora! Os filhos da terra todos de grosseira educação, têm além disso os laços de família que os prendem, e o interesse de suas propriedades e dos negócios que todos têm, prejudica à justiça.

— E os filhos de fora não são também interesseiros?

— Podem ser, não digo que não, mas é certo que como vêm por pouco tempo, a maioria procura bem desempenhar os seus deveres, porque o seu interesse é fazer carreira... São além disso moços mais bem educados do que aqueles que nunca saíram destes matos... e até sabem latim!

Miguel não gostava de ouvir o padre falar daquela maneira; parecia-lhe que o tio entusiasmava-se demais pelos estrangeiros, como ele dizia.

O padre prosseguiu:

— Ora vejam lá se fazem do Ribeiro Juiz Municipal... havia de ser bonito...

— Mas há outros melhores do que ele.

— Hum, hum! Quod probandum... creio que não há muitos.

Desta vez Miguel zangou-se seriamente.

— Ora, tio José, o que está vossa mercê aí dizendo? tem coisas... pois agora dizer que não há muitos homens em Óbidos melhores do que o Ribeiro... um patife! um ladrão! um preguiçoso...

— Será lá o que quiseres, tornou José Fernandes sem abalar-se muito com a cólera do sobrinho — será lá o que quiseres, mas não me mostras...

— Era só o que faltava! Era que vossa mercê fosse tomar o partido do tenente contra nós...

— Que demônio estás tu aí a dizer, menino? Pois então eu tomei o partido do Ribeiro contra vocês? Agora se por não se gostar de um homem, não se lhe há de reconhecer as qualidades... isso é outra coisa.

— Não quero dizer isso. Eu é que não posso ver elogiar um homem como aquele e dizer que não há muitos melhores no Paraná-miri.

Nisto entrava o gado para o curral; três vaqueiros a cavalo seguiam-no acoroçoando-o, tangendo-o, com o gesto e com a voz; um deles que exercia as funções de capataz apeou-se e veio ter com Miguel.

— Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo; disse e pediu a bênção ao padre, que respondeu:

— Deus te abençoe.

— Antonio, acrescentou Miguel — prende dez bezerros, que nós queremos ter muito leite amanhã.

— Já, sim, senhor — respondeu o negro e foi ajudar a recolher o gado e a executar as ordens do senhor-moço.

O padre e o sobrinho dirigiram-se para a casa, onde encontraram toda a escravaria alinhada rezando a salve-rainha defronte de d. Ana, que a ouvia gravemente, sentada na maqueira.

A chegada dos dois brancos não interrompeu a reza, mas apenas a última palavra fora pronunciada, debandaram-se os escravos e foram pedir a bênção aos senhores. Os velhos diziam a frase do costume:

— Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo.

A que o saudado respondia invariavelmente:

— Para sempre.

Naquela noite fez-se uma grande fogueira e os negros e negras dançaram em torno dela até a meia-noite; as mulatas porém chamadas de casa não tomaram parte no folguedo; estavam de longe assistindo por trás da senhora; um africano velho e cego tocava uma gaita acompanhando-se com um pequeno tambor, e um crioulo dos mais sabidos botava os versos que os outros repetiam em coro.

Tinham os bailadores duas cantigas prediletas o Tamburú-pará e o Cururú, cuja melodia era monótona e pouco distinta.

O crioulo cantava:

Esta vila já foi vila

Tamburú-pará

A que o coro respondia:

Tamburú-pará.

E o crioulo:

Agora já é cidade

O coro:

Tamburú-pará.

O crioulo:

Como não queres que eu chore

Se de ti tenho saudade?

O coro:

Tamburú-pará.

Ou então:

Vamos dar a despedida

Cururú............

O coro:

Cu-rú-rú—

O crioulo:

Como deu o pássaro carão

O coro:

Cu-rú-rú.

O crioulo:

Bateu asas, foi se embora,

Ai que dor de coração!

E o coro:

Cu-rú-rú.

E tomavam variadas posições, formando figuras estranhas.

A cachaça, que a liberalidade do padre pusera à disposição dos negros, passava de mão em mão, e os escravos tomados de um ardor inextinguível cada vez mais berravam e mais pulavam.

No dia seguinte pela manhã às seis horas, na sala em que dormia a senhora de ordinário e agora transformada em capela, já estavam o padre José, o sobrinho servindo de acólito e alguns moradores vizinhos entre os quais Capucho, que não perdiam ocasião de ouvir missa, visto ser coisa rara por aquelas paragens.

Diante do oratório aberto tinham posto uma mesa coberta com uma rica toalha de renda e sobre ela estavam o cálice e os mais utensílios do sacrifício, que se ia celebrar, que tudo tinha d. Ana do melhor ouro. No chão haviam estendido algumas esteiras, onde se deviam sentar as mulheres; os homens ficariam de pé, como é costume nas nossas igrejas, encostando-se os mais preguiçosos aos umbrais da porta.

Apareceu um moleque batendo com um ferro num tacho velho, e logo d. Ana, que tinha consentido que naquele dia lhe abotoassem o vestido, pôs-se à frente das mulatas e mais escravas, de vestidos novos e grandes colares de contas e de ouro falso, e dirigiu-se o cortejo para a sala do oratório.

A missa foi dita com rapidez e ouvida com atenção por todos exceto por d. Ana, que ainda que os lábios se mexessem, estava entretida a seguir todos os movimentos do filho, que, segundo ela, ficava lindo de opa. Quando terminou procedeu o padre à benzedura de vinte e quatro registros de santos que a irmã havia trocado na véspera com um regatão por algum dinheiro.

Finda esta segunda cerimônia José Fernandes foi o primeiro a lembrar que o almoço tardava. Foi-se para a mesa da varanda, onde estava toda a prata que possuia a viúva de João Faria, daquela boa prata velha, que antes era comum no Amazonas, e que hoje vai se tornando rara.

Depois do almoço o padre, d. Ana, Miguel, Capucho e mais um vizinho sentaram-se nas redes, preparadas para aquele fim, e todos à exceção de Miguel acenderam cachimbos.

Tirando uma fumaça gostosa, o Capucho contava uma porção de histórias.

— Foi em 1828 — dizia — que o capitão começou esta casa, mas naquele tempo ainda não era coberta de telha, que é negócio de ontem; tudo isto aqui — continuou indicando com a mão o campo e o cacaual — tudo isto era mato brabo... não havia nem um só pé de cacau para remédio. O capitão tinha vindo da Capital por causa dos barulhos em que se meteu, pelo que quase vai preso, e pôs uma taberninha em Óbidos, que nesse tempo ainda não era o que é. Quando ele quis fazer o sítio me disse: Capucho, você há de ajudar-me, conto com você? e eu não pus a menor dúvida. Em Camutá é assim, a gente ajuda-se. A d. Ana ainda sujava os coeiros... o padre-mestre era um pequeno travesso com quem ninguém podia... mas muita terra carregou ele para fazer esta casa.

E o velhote desatou a rir.

— O tio Capucho lembra-se disso tudo?

— Ora, ora, menino, como se fosse ontem... por sinal que o capitão dizia sempre que queria fazer deste sítio a melhor fazenda do Amazonas... aquele era um homem às direitas... como aquele poucos ha, é verdade que teve um bom genro, um genro que não envergonhava o sogro... é pena que fosse marinheiro... se o Faria não fosse marinheiro era perfeito.

— Esta é boa... então um homem não pode ser português e ser bom homem...

— Quais! Menino, olhe, em Camutá não há um marinheiro que preste. O único homem desses que prestava aqui no distrito era seu pai. O mais é história dos letrados que querem comer dinheiro.

E o velho Capucho parecia seguro do que avançava.

A conversa ou antes as histórias do vizinho continuavam por muito tempo; afinal o padre levantou-se e pôs-se a passear pelo terreiro, provavelmente para não continuar a ouvir o desencadeamento das reminiscencias do Capucho; subito parou e gritou para dentro:

— Oh! Miguel, vem cá.

O rapaz foi.

— Olha, disse-lhe o tio — lá vão o Ribeiro e o Moreira; vão com certeza para Óbidos!

Com efeito numa montaria de dois remos iam os dois homens descendo o Paraná-miri em busca da cidade.

— E o que irão fazer? indagou Miguel do padre.

— Ora essa é boa! O tenente vai provavelmente constituir o outro seu procurador na questão do Uricurizal; isso não admira... faz até muito bem em escolher o genro.

— O genro...?!

— E então?

— Como, o genro?!

— De certo. Pois o que fazes, que sendo vizinho ignoras uma coisa que todo o mundo sabe em Óbidos!

— Mas o que? o que é que se sabe?

— E que tal? Sabe-se que o Moreira há de casar com a Rita, e que é por isso que o tenente o tem em casa.

— Ora, não acredito.

— Pois fazes mal, é uma coisa que não pode deixar de acontecer. Mas — continuou o padre reparando na palidez do sobrinho — que diabo tens tu que estás tão amarelo?

— Ora o que hei de eu ter, pois se eu até estimo muito.

— O que?

— O que... o que... que eles se casem, que o Moreira seja genro do tenente.

— Ora isto! E então não estás fingindo comigo!

— Eu não finjo.

— Finges; pois não vejo que estás muito namorado pela Rita, e que não podes aturar o oficial...

— É mentira!

— Qual, mentira, e depois mentira não se diz.

— Não é verdade.

— É; pois há lá quem ignore os teus passeios pelo cacaual nos arredores da casa do tenente? Pois há lá quem não saiba que confessaste tudo à Benedita? Queres dizer que não davas à pequena todos os pássaros que pegavas nos gapós e nos aningais...

Miguel conheceu que o tio estava bem informado, quis balbuciar uma negativa, mas não teve forças.

O padre continuou:

— Pois se tudo isto é verdade, se gostas da Rita, para que fazes guerra ao pai!

— O pai é um patife...

— Bem sei, mas por amor da rapariga devias poupá-lo. Foste uma criança, o outro que é mais esperto há de vencer-te.

— Vencer, vencer — murmurou o filho de João Faria — estes moços de fora prestam lá para nada... Aposto que a Rita não gosta dele.

— Eu não aposto... sabes lá o que é isso de mulheres... vem um rapaz da cidade...

— Isso é bom para as filhas do José Lopes!

— Está bom, está bom, eu não te quero tirar a esperança, embora pense que é uma asneira tua gostar da pequena... pode ser que a rapariga realmente te tenha afeição. No teu caso tratava de averiguar isso. Digo-te isto só para teres certeza, para conheceres que tenho razão.

— Mas se ela me tem dito tantas vezes...

— Antes de ver o Moreira? não basta, é preciso que diga depois, e assim mesmo...

Decididamente o padre não acreditava nas mulheres.

Os dois separaram-se. Miguel encaminhou-se para o porto, desamarrou uma canoa, empurrou-a para o largo e saltou dentro com o projeto de ir inspecionar o serviço feito durante a semana nos cacauais da outra banda. Quando chegou ao meio do rio, deixou a montaria descer com a correnteza, e descansando o remo, não pôde ter que não repetisse as palavras do padre:

— Pois se tu gostas da Rita para que fazes guerra ao pai?

Ao rapaz parecia impossível que a afilhada do tenente lhe preferisse o oficial; tudo o que ele a vira fazer ao Moreira e que tanto ciúme lhe havia causado, explicava agora como um capricho, uma vaidade, ou puro desejo de se mostrar desembaraçada e nada matuta com um moço que viera da Capital, onde há de haver muita moça desembaraçada.

É que Miguel tinha lá as suas razões para pensar assim; como ele próprio dissera ao tio a moça tinha-lhe repetido tantas vezes que gostava dele, e até por duas vezes o chamara de noivo à vista da Benedita, tinha-lhe mostrado sempre tanto agrado e feito tanta festa, que era impossível ter mudado tanto em tão pouco tempo.

Agora passavam-lhe pela mente alguns episódios da sua vida depois que conhecera a Rita; vira-a pela primeira vez em casa do José Lopes, alguns meses antes da sua ida para Óbidos: a menina tinha ido colher umas frutas, e na volta distribuía-as pelas pessoas presentes sem querer dar a última e a melhor, que conservava no seio; perguntaram-lhe para quem a guardava, e ela oferecendo-a ao Miguel dissera: «É para o meu noivo». O filho de d. Ana ficara envergonhado e recusara o mimo que lhe fazia a pequena.

Continuara Miguel a encontrar-se com a filha do tenente, em diversos lugares quase todos os dias e nem sempre se mostrara tão acanhado, como da primeira vez; já vimos em que ponto estavam as relações dos dois meninos.

Cônscio pois de que a moça o amava, o nosso rapaz hesitava entre os dois sentimentos, o amor, e o ódio que votava ao tenente Ribeiro; parecia-lhe duro o ter de renunciar à Rita, mas mais duro ainda o ter de humilhar-se diante do orgulhoso mulato.

E então só isto... mulato!

A menina era filha do tenente, ao menos a voz pública o dizia, e ele um rapaz de boa família... um filho de português, um branco legítimo... como era possível conciliar tantas coisas de si inconciliáveis?

Estava neste ponto das suas reflexões, quando reparou que passara havia muito tempo o porto em que tinha de desembarcar; tomou do remo e começou a remar contra a corrente; era forte e excelente remador, em pouco tempo tocou em terra e saltou, amarrando a canoa num tronco de cedro derribado; correu pela terra a dentro. Depois de uma visita breve aos cacauais, dirigiu-se de novo para o porto, e no caminho encontrou-o Martinho Mendes que caçava papagaios. Quando chegou à canoa pareceu-lhe ouvir ainda a voz do padre que lhe dizia:

— Se gostas da Rita para que fazes guerra ao pai?

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