Prólogo
Eu nem sei porque estou publicando isso, talvez seja meu estado mental em crise de novo, mas aqui está meu livro. tentei publicar todo aqui, mas não garanto nada.
— Alguém pode dizer o que é farmacologia?— O professor perguntou, apontando o nome escrito na lousa.
— É a área que estuda os efeitos das drogas nos seres vivos. — Uma aluna de cabelos loiros ondulados e pele clara respondeu.
— Ela estuda também as origens dessas drogas, as modificações que podem fazer nos tecidos e órgãos. — Uma outra aluna de pele mais escura e cabelos curtos cacheados completou. — Ângela esqueceu essa parte.
— Obrigada, Camila. — Ângela voltou para a colega com um sorriso forçado.
— Acalmem-se, moças. Se quiserem brigar, façam isso em outra aula. — O professor estalava os dedos, chamando atenção. — Vocês terão de fazer um trabalho sobre farmacologia. Façam como bem entenderem, desde que não me encham o saco. — Ele sentou em sua cadeira.
— É só isso? — Um rapaz de cabelos castanhos e pele clara parecia não crer no professor.
— Não, Rafael. — O professor parecia cansado. — Vocês vão colocar seus nomes em um pedaço de papel e eu irei sorteá-los para saber quais serão as duplas. — O professor colocou uma caixa sobre a mesa.
Um por um, os vinte alunos colocaram seus nomes na lista. Camila foi a última a colocar seu nome. Fazer trabalhos em dupla nunca fora seu forte devido ao seu temperamento um tanto irritadiço. Após os alunos estarem todos sentados, o professor pegou a caixa e a mexeu para que os nomes ficassem embaralhados e então anunciou a primeira dupla. Uma após a outra, ele anunciou quem iria com quem.
— Ângela. — Anunciou ao ver o pedaço de papel. — E Camila. — Ambas as mulheres arregalaram os olhos ao perceberem que faziam dupla uma com a outra.
— Mexa novamente, eu não vou fazer dupla com essa sapatão. Ela pode querer me agarrar. — Ângela levantou-se indignada.
— Ei! — O professor cortou a aluna. — Você não pode falar esse tipo de coisa, preconceito na minha sala não é permitido. — Levantou a voz, irritado.
— Não que eu queira fazer dupla com você, muito longe disso, mas eu nunca tentaria nada com você, nós homossexuais não somos criminosos. — Camila permanecia sentada em seu lugar. — Além do mais, você nem faz meu tipo. — Debochou e todos da turma riram, menos Rafael.
— Chega. Nenhuma dupla será trocada. Quem não gostou das escolhas, pode tratar de fazer das tripas o coração e fazer o trabalho. —
— Que merda. — Camila sussurrou, frustrada.