Capitulo 5 DINHEIRO É UM BOM PERSUAVISO Dificuldades De Um Amor · Capítulo 6 de 25
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Capitulo 5 DINHEIRO É UM BOM PERSUAVISO

CAPÍTULO CINCO: DINHEIRO É UM BOM PERSUASIVO.

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O fim de semana chegou e Ângela estava na casa de seus pais, na verdade, estava mais para uma mansão do que uma casa. O casal estava em volta da piscina quando a filha chegou usando um biquíni vermelho e com um óculos escuro para proteger os olhos azuis da luz.

— Vem dar um mergulho, filha. — Michelle levantou uma taça de champanhe sentada à beira da piscina. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— Obrigada, mãe, mas não estou afim. — Ela sentou um pouco distante. — Só quero pegar um pouco de sol.

— Pena. Nadar é um ótimo exercício e você está precisando perder uns quilinhos na barriga. — Apontou para a filha. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— Eu vou me exercitar mais, mãe. — Ângela ficou envergonhada e colocou os braços por cima da barriga. — Desculpe, mãe. —

— Tudo bem, querida. —Michelle sorriu. — Não está ruim assim, mas tome cuidado para não engordar. — Voltou seu olhar para o marido que nadava como um atleta. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— Que tal? Eu poderia até competir no mundial, hein? — O homem saiu da água mostrando seu corpo magro e alto. Seus cabelos grisalhos indicavam a idade acima dos cinquenta, mas ainda era um homem bonito.

— Claro, pai. — Ela sorriu quando ele se sentou na cadeira a seu lado. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— Como está indo a faculdade? — Pegou uma taça e encheu de champanhe.

— Muito bem. Como sempre, sou a melhor da turma. — Ângela omitiu que havia outra aluna quase tão boa quanto ela e que não tinha a mesma condição financeira que ela. Seria bem constrangedor dizer que alguém que provavelmente vive em uma favela é tão boa quanto ela que sempre teve os melhores professores. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— Ótimo. — O homem deu um tapinha no ombro da filha. — Quando estiver formada, irá trabalhar comigo no nosso hospital. — Bebeu o líquido cheio de orgulho. — Será uma das melhores cirurgiãs do Brasil. —

— A melhor, amor! — Michelle olhou os dois. — Estamos dando todo o suporte para você ser a melhor cirurgiã do país, nunca se contente com pouco ou acabara com nada. — ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

Ângela deu um sorriso amarelo, cheio de ansiedade e culpa. As altas expectativas de seus pais não eram simples de se alcançar, mas tudo que ela tem foi dado por eles, então era seu dever e obrigação ter todo o sucesso possível, pelo menos era isso que acreditava. A família desfrutou de mais alguns minutos juntos, não era sempre que Daniel conseguia folga no hospital. Apesar de ser o dono, ele sempre deu o exemplo de profissionalismo. Depois do almoço, Daniel foi trabalhar, deixando a esposa e a filha com expectativas para conversar, o que, segundo ele, eram “coisas de mulher”.

— E quanto a Rafael? Ele já fez o pedido? — Michelle já estava quase planejando o casamento da filha, só esperava o pedido acontecer. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— Mãe, e se não quipaímos casar? — Tentou ficar confortável, mas qualquer lugar do sofá lhe causava algum incômodo. — Não acho que eu e Rafael possamos ser felizes juntos. Nós não combinamos em nada. —

— Como não combinam?! Vocês são perfeitos juntos. — Michelle estava sentada confortavelmente. Sua maquiagem leve, os lábios rosados, o vestido rosa e o cabelo muito bem arrumado a faziam parecer mais jovem, quase da idade da filha que estava no auge de seus vinte e dois anos. — Ele é filho de um grande psicólogo e escritor, tem um futuro brilhante e você é a herdeira da família Viviera, praticamente o destino quer vocês juntos. — A mulher sorriu. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— E se nós não quisermos? — Sua voz saiu fraca, tímida, receosa de como sua mãe reagiria.

— Filha, é normal ter dúvidas sobre esse tipo de coisa. — Sentou ao lado de Ângela. — Mas com o tempo essas dúvidas vão sumir, elas não perduram para sempre e com o tempo você verá que casar com Rafael é a melhor coisa que poderia fazer. — Ela segurava as mãos da filha tentando convencê-la pelos argumentos, mas quando percebeu que não estava funcionando, ela fechou a cara. — Mas se você não se sente bem com isso, não podemos forçá-la. — Soltou a mão da filha e virou o rosto. — É uma pena, já que nós sempre cuidamos de você e planejamos cada passo da sua vida. Você nunca precisou se preocupar com nada em relação ao seu futuro desde o momento em que foi adotada. Tudo que eu queria era o casamento perfeito, mas tudo bem, você não precisa fazer isso apenas para agradar pessoas que nem são seus pais de verdade. — Tocou a parte inferior do olho com o dedo para enxugar uma lágrima. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— Não foi isso que quis dizer, mãe! — Ângela tentou segurar as mãos da mãe, mas a mulher recusou.

— Você não precisa mentir só para agradar uma estranha. — Era quase palpável a decepção de Michelle ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— Eu não estava falando de mim. — Mentiu Ângela sem ver outra alternativa para se redimir.

— Não? — A mais velha virou com o rosto franzido. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— Eu estava falando do Rafael, às vezes ele fica distante. — Desviou os olhos para as próprias mãos. — Talvez ele não sinta amor por mim e não queira continuar comigo. — Não havia em seu rosto ou postura qualquer sinal de que estava mentindo, depois de anos ela sabia como mentir.

— Ah, filha, eu sinto muito. — Sua voz voltava a ter um tom suave e gentil. — Não se preocupe, eu mesma falarei com ele. — Os olhos de Ângela se arregalaram ao ouvir o que sua mãe disse. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— Não. — A palavra saiu quase como um grito desesperado. — Quer dizer: eu vou falar com ele. Se a senhora for, ele só vai ficar mais estranho comigo. — Ela segurava as mãos da mãe como se estivesse fazendo uma súplica. — E já que somos um casal, devemos resolver nossas coisas sozinhos, não é? —

— Acho que você tem razão. Se ele está indeciso, é melhor não pressionar. — As palavras de Michelle saíram calmas como antes. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— Não se preocupe, nós iremos resolver. — Ângela olhou suas fotos de infância. — Mamãe. — Um tom triste se fez presente.

— Sim. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— A senhora alguma vez se arrependeu de me adotar? — Seu olhar triste estava direcionado a uma foto específica. A foto em questão era do dia em que foi adotada, seus cabelos negros ondulados e o sorriso inocente de uma criança que acabara de encontrar sua família.

— Nunca, filha! — Virou-se completamente para a menor. — Adotar você foi a melhor coisa que aconteceu em nossas vidas. — Abraçou Ângela e fez carinho em seus cabelos. — No momento em que te vimos, sabíamos que seria perfeita para nós. — ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— Obrigada, mãe, por ter me escolhido. — Abraçou a mãe pela cintura como uma criança assustada. — Eu nunca vou conseguir retribuir tudo que fizeram por mim. —

— Claro que vai, filha. Nós já pavimentamos seu caminho, você só precisa segui-lo. — Plantou um beijo no topo da cabeça. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— Eu vou para o meu quarto, mãe. — A mais alta saiu do abraço.

— Está bem. Depois falamos mais. — Ângela levantou. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

Em seu antigo quarto, Ângela segurava uma de suas pelúcias. Ela sentou na cama, refletindo sobre as palavras de Michelle. Ela sabia que não seria feliz com Rafael, ela nunca o amou, mas seus pais estavam tão felizes com o relacionamento dos dois, ainda mais depois que ela insinuou estar gostando de uma colega quando ainda estava no fundamental. Desde o dia em que chegou àquela mansão, tinha em mente que precisaria se esforçar muito para provar a seus novos pais que não escolheram a órfã errada. Não passava por sua cabeça que nada disso deveria interferir no amor dos seus pais por ela. Para Ângela, era uma ingratidão não dar orgulho a seus pais, em especial a Michelle, que sempre fez questão de lembrar de onde veio, sempre a tratou como uma linda boneca, que todos os aspectos de sua vida estavam bem resolvidos, como em uma brincadeira.

O momento de contemplação foi interrompido quando o celular começou a vibrar em seu bolso. Alguém estava ligando e, ao ver de quem se tratava, ela arregalou os olhos. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

— O que você quer, Camila? — Estava irritada e já esperando alguma chantagem para a morena não a delatar sobre sua proposta.

— Eu aceito sua proposta. — ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​​‌​‍

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