Capitulo 10 AMIZADE Dificuldades De Um Amor · Capítulo 11 de 25
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Capitulo 10 AMIZADE

CAPÍTULO DEZ: AMIZADE

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Ângela estava na casa de Letícia. Estavam no quarto da mais velha enquanto ela fazia os acabamentos do uniforme do time de vôlei. A loira estava frustrada com a companhia da amiga que só dava atenção ao uniforme. Queria companhia, saiu de casa para não se sentir sozinha naquela noite, mas não estava se sentindo tão bem onde estava.

— O que acha? — Letícia falou, olhando para o manequim. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

O uniforme que Letícia fez era branco e azul nas laterais, o símbolo estava nas costas logo acima do nome da jogadora, que no caso era Camila, o short era mais longo que o anterior, o tênis era da mesma cor da blusa, o short era de um azul escuro com linhas brancas nas laterais. Na Camisa também havia duas linhas escuras e douradas que formavam um arco e flecha. Era realmente bonito e parecia mais confortável que o antigo.

— Está lindo. Parece confortável e bem-acabado. — Ângela estava impressionada com o trabalho da amiga. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— É lindo mesmo! — Letícia estava sorrindo de orelha a orelha. — Acho que o meu modelo tem chance de ser escolhido. —

— Se as meninas do time forem inteligentes e tiverem senso de moda, elas vão escolher o seu. — Ângela tocou o tecido. — É muito macio. — Acariciou o ombro do uniforme com a ponta dos dedos. — ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

Ângela olhava com atenção. Sua mente travessa criou imagens de Camila usando aquela roupa, levemente apertada, e pulando para impedir a bola de cair no chão. Imaginou como aquele uniforme se encaixaria perfeitamente no corpo da jovem.

— Filha! — A mãe de Letícia bateu na porta e entrou logo em seguida. — Está na hora do jantar. — ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

A dupla guardou o manequim no closet e desceu para jantar com a família. Os pais de Letícia e o irmão mais novo já estavam à mesa, apenas esperando as amigas. Ângela sentou ao lado de Letícia, irmão caçula estava do outro lado da mesa. Todos ali já estavam acostumados com a presença da loira, pois não era tão difícil ela visitar a família.

— Como está a faculdade, Ângela? — O pai de Letícia perguntou. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Tudo bem, senhor Luiz. — A loira respondeu após beber um pouco.

— A Letícia ainda vai esperar para se formar com você, né? — O irmão de Letícia comentou, o rapaz tinha doze anos e sempre tinha algum comentário ácido a fazer sobre a irmã. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Carlos, não faça comentários desnecessários à mesa. — Luiz alterou a voz.

— Obrigada, papai. — Letícia falou baixo, estava envergonhada com o comentário. Ângela segurou a mão da amiga ao notar seu desconforto. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Mas pai, ela já devia ter se formado há dois anos. — Carlos apontou para a irmã.

— Isso não é da sua conta. — Letícia respondeu agressivamente. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Não fale assim com seu irmão, Letícia. — A mãe da jovem repreendeu a filha.

— Ela só está se defendendo, Julieta. — Luiz falou. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Bom, eu tenho certeza de que a Letícia vai conseguir se formar logo. O design que ela fez para o uniforme do time de vôlei é incrível. — Ângela estava sorrindo, estava apenas tentando amenizar a situação, mas sabia que a amiga estava se sentindo mal. — Tenho certeza que ela vai conseguir a maior nota e se formar. —

— Eu não criaria tantas expectativas. Ela já estragou suas chances antes, pode fazer novamente. — Julieta comentou, cortando um pedaço de carne. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

Letícia nada respondeu. Ela apenas jogou os garfos sobre o prato e levantou da mesa rapidamente. Ângela levantou logo em seguida e seguiu a amiga até o quarto, entrou sem bater e encontrou Letícia jogada na cama e chorando.

— Ei, não fica assim. — Sentou ao lado e segurou a mão da amiga. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Eles sempre fazem isso, sempre me diminuindo. — Letícia ainda estava deitada na cama, agora estava ainda mais encolhida.

— Ignore eles. Seu pai sempre acreditou em você e eu também. — Ângela deitou por cima da amiga, fazendo carinhos em seus braços. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Mamãe não. — Letícia virou o rosto levemente para o lado.

— Com todo respeito, sua mãe é uma vaca. — A loira riu de leve, sendo acompanhada pela amiga. — E você dá muita moral para ela. Parece até que você não liga para as pessoas que te apoiam. — ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Claro que não. — A mais alta moveu o corpo e Ângela saiu de cima para que ela levantasse. — É só que... ela é minha mãe, devia acreditar em mim mais do que qualquer outra pessoa. —

— É, eu imagino como deve se sentir. — Segurou a mão da amiga novamente. — Mas você não pode deixar ela ter tanto poder sobre você. Olha para mim. — Segurou o rosto de Letícia para que ela a olhasse e enxugou suas lágrimas. — Você é uma mulher incrível, talentosa, sobreviveu à depressão e à pressão da sua família. Você é incrível e não importa o que sua mãe diga. — Beijou a testa da amiga como sinal de carinho. — Nem mesmo seu diploma importa, você já venceu tanto. — ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Obrigada. — A mais velha abraçou a amiga.

As duas optaram por ficar no quarto conversando e só desceriam para almoçar mais à tarde. A frustração de Ângela com a visita deu lugar à alegria de saber que estava ali para ajudar a amiga quando ela precisou. As jovens deitaram na cama e assistiram filmes até altas horas da madrugada. Os filmes variavam entre a comédia e o terror, gêneros que ambas as meninas amavam assistir. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

Ângela passou a noite com Letícia para que ela não se sentisse só, conversaram a noite toda até adormecerem abraçadas. Na manhã seguinte, combinou de ajudar a amiga a mostrar o uniforme para o time, o que ela aceitou sem pensar duas vezes, pois teria uma chance de ver Camila usando a roupa e grava-la novamente. Arrumaram-se com as roupas de Letícia e logo foram para a universidade.

No intervalo das aulas, a dupla levou o uniforme para ser apresentado ao time. O professor estaria presente para ver o desempenho e a opinião do time a respeito. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Eu usei as medidas da Camila, então preciso que ela use. — Letícia avisou. — Tudo bem, Camila? —

— Beleza. Eu vou lá vestir. — A jovem levantou para pegar a roupa e as amigas a acompanharam. — Eu sou capaz de trocar de roupa sozinha. — Levantou a mão na altura da barriga para afastar a dupla. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Preciso saber se vai ter dificuldade de vestir e anotar caso ache algum problema. — Explicou a mais velha.

— Ok, mas só precisa de uma para isso, não é? — Seu olhar estava em Letícia e logo em seguida em Ângela, que só observava tudo. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Meninas, que tal a Ângela acompanhar Camila na troca de roupas enquanto você fica aqui e me explica como criou o modelo? — O professor falou.

— Mas... — Camila tentou protestar, mas o homem levantou a mão. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Senhorita, minha aluna é Letícia, não Ângela. — O professor explicou. —Eu não quero perder mais tempo aqui do que o necessário, então, a menos que tenha um motivo plausível para recusar a companhia, eu espero que vá se trocar. —

A jogadora se calou e foi até o vestiário se trocar, sendo seguida por Ângela, que levava o tablet para as anotações e a ansiedade de ver o corpo moreno. No vestiário, a jogadora retirava suas roupas. Ângela estava com vergonha, mas permanecia calada, apenas observando cada parte do corpo pequeno. As duas estavam de frente uma para a outra, de maneira que Ângela não podia ver as costas musculosas da menor, mas tinha uma bela visão dos músculos das pernas e do abdômen. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Então, foi fácil de vestir? — Perguntou após Camila vestir o short. Era uma desculpa para impedi-la de vestir a blusa por mais alguns segundos.

— Não tive problemas. É bem confortável e macio. — Respondeu olhando as próprias pernas e logo em seguida vestiu a blusa. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— E... e a blusa? O... o que achou? — Ângela já não conseguia disfarçar o desejo que sentia pela colega. A roupa havia ficado perfeita, bem colada, destacando os músculos com perfeição sem parecer que estava apertado demais.

— Está ótima. É leve. Muitíssimo leve. — Camila mexia os braços alheia ao olhar da colega. — Mas aperta um pouco meu braço direito. Não é muito, mas aperta. — Mostrou onde exatamente estava apertando. Era a via próxima à axila e a loira observou com muita atenção. — Vamos, antes que pensem que estamos fazendo algo mais. — Falou passando pela loira. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Quem dera! — Falou baixinho, para que Camila não a ouvisse.

— Tente não babar. Depois eu uso ele para uma demonstração particular. — Camila falou sorrindo. — Use os meus ensinamentos para entender meus movimentos, ok? — Saiu em direção a saída. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

De volta à quadra, o professor e as demais jogadoras estavam ouvindo Letícia falar sobre o tecido usado na roupa. Ela se interrompeu quando viu a dupla retornar. Sorriu aliviada, pois já não sabia mais o que dizer para distrair o professor e as demais alunas.

— O que vocês estavam fazendo lá dentro? — Perguntou, olhando a amiga. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Estava tomando nota, como você instruiu. — Entregou o tablet e foi sentar junto às demais alunas do curso de moda.

Não havia mais tanto o que falar sobre a roupa que Letícia não tivesse falado enquanto a dupla estava no vestiário. Restava apenas a demonstração da eficiência do uniforme e essa parte foi feita com Camila dando alguns saques e saltos, movimentos esses que foram capturados pela câmera do celular de Ângela. A roupa se ajustava perfeitamente aos movimentos, não prendeu, não atrasou, não apertou e deu muita liberdade de movimento. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

A apresentação acabou e, como Letícia e Ângela haviam previsto, ela tirou a nota máxima. Camila teve de devolver a roupa, mas dessa vez Letícia foi com a dupla para o vestiário. Infelizmente, a demonstração particular não iria acontecer a menos que o uniforme dela fosse escolhido. Após as amigas saírem, o time voltou ao treino de arremessos. Camila estava no bloqueio com Carol. Apesar do tamanho um pouco menor que o das outras jogadoras, ela pulava alto o bastante para ser uma das melhores bloqueadoras do time. Carol era a melhor e a segunda mais alta de todo o time.

Ângela saiu, mas antes lançou um olhar para a dupla que estava na rede, lembrou do dia que flagrou as duas aos beijos no vestiário. Essa lembrança despertou um sentimento semelhante a um ferro em brasa tocando seu peito. Ignorou o desconforto e deixou o time em seu treino. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Camila, arremesso. — A capitã ordenou, tomando o lugar de Camila no bloqueio.

A morena correu para a bola e, enquanto se preparava para o arremesso, viu que Carol e a capitã estavam em uma sincronia quase perfeita. Ela jogou a bola para cima e, com um tapa bem colocado, a jogou do outro lado da quadra. Do outro lado, a levantadora recebeu o saque e começou uma disputa belíssima. O toque entre a bola e o chão não acontecia, cada mão era como um infortúnio que impedia o toque das amantes. Após vários levantamentos e defesas, o som nada suave do encontro da bola com o chão ecoou pela quadra. O time de Camila perdeu a disputa. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

No banho, as meninas conversavam alegremente sobre o treino e o uniforme novo. Estavam felizes, principalmente, porque ele era um pouco maior. Após saírem para vestir suas roupas, o celular de Camila tocou. Carol estava ao lado e viu quando a foto de Ângela surgiu na tela. Antes que Carol tivesse chance de entender o que tinha visto, Camila pegou o celular e recusou a ligação.

— Era a Ângela? — Perguntou, confusa. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Não. Claro que não. — Camila respondeu após vestir a blusa.

— Parecia muito com ela. — ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Mas não era. — Repreendeu, guardando o celular. — Nós vemos amanhã. —

Camila saiu antes de todas. Pegou o celular para ligar para Ângela, estava furiosa por ela ter ligado e quase ter sido pega. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Ficou maluca? Quase viram você me ligando. — Falava sussurrando para não chamar atenção.

“Te mandei várias mensagens e você não respondeu. Tive que ligar”, Ângela respondeu com seu tom de voz confiante e despreocupado. “Vem ao meu apartamento o mais rápido que puder”. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— De novo?

“Sim, venha rápido. Não quero esperar”. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

Ângela desligou, deixando a morena vermelha de raiva. Estava assustada pela situação? Estava, mas precisava daquele dinheiro. Antes de ir, mandou uma mensagem para sua mãe. A mensagem dizia que iria se atrasar novamente, mas que tentaria voltar mais cedo que no dia anterior.

Às três da tarde, chegou ao apartamento e bateu na porta com mais força que nos outros dias. Estava ansiosa para que a porta fosse aberta a ponto de sentir algo estranho em seu estômago. A porta se abriu revelando Ângela, que usava apenas uma toalha. Estava com os cabelos molhados, indicando que havia acabado de sair do banho. A loira não deu tempo para Camila entrar e a puxou para dentro, já iniciando um beijo urgente. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

Apesar da surpresa, Camila retribuiu o beijo com a mesma intensidade. Ela agarrou a cintura da mais alta, puxando-a para si com força, sua pegada arrancava suspiros excitados e aumentava o desejo. A toalha veio abaixo sem qualquer esforço. As mulheres seguiram sem palavras, apenas beijos intensos e toques ousados. As mãos de Ângela invadiam os cachos sedosos de Camila e os puxavam com força.

— Vamos para o quarto. — Sussurrou, interrompendo o beijo. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

Camila mordeu os lábios da loira. Ângela segurou suas pernas, erguendo-a e fazendo-a agarrar sua cintura. A loira segurava a parceira com força. Os beijos não paravam de maneira nenhuma, pelo contrário, a ação pareceu despertar ainda mais o desejo pela boca uma da outra.

Entraram no quarto e se jogaram na cama, as carícias iniciaram de imediato. Camila passava suas mãos pelas coxas de Ângela sentindo sua pele macia, a apertava com força como se quisesse fundir-se a ela. Havia sentido mais falta de apertar a pele da parceira do que podia imaginar e queria matar a vontade por aquele corpo. Já as mãos de Ângela passeavam pelos braços e costas da menor. Ela desceu a mão suavemente pela lateral, parando no abdômen. Mesmo por cima da blusa ela podia sentir a definição fruto de anos de treinos. As mãos da mais alta seguraram a camisa, puxando-a para cima, mas antes de puxar, sentiu Camila afastar. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Não. Eu não vou tirar a camisa. — A morena falou com o rosto a centímetros do rosto da loira.

— Mas... — ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Eu também tenho minhas condições. — Camila beijou a clavícula de Ângela, arrancando um gemido baixo.

— Idiota. — Ângela puxou a parceira para mais um beijo. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

Camila sorriu e desceu sua mão pela barriga da loira. Seu toque era suave e seus dedos pareciam tocar seda. Desceu para o meio das pernas e ao tocar a boceta sentiu que estava molhada como nunca esteve desde que começaram toda aquela loucura. As mãos da loira agarravam as costas da menor com força. Seus dedos exploravam os músculos das costas. A imagem da morena trocando de roupa, com seus músculos à mostra, não saía de sua mente e só a deixava mais excitada e com vontade de ver mais pele.

Os dedos da morena circulavam o clitóris suavemente, ao mesmo tempo sua língua conduzia uma delicada dança na boca da mais alta, seus ombros eram apertados pelos dedos finos e longos da loira que queria arranhar a pele, mas o tecido a impedia. Sem avisar, Camila penetrava a loira e recebia um gemido alto em resposta. O gemido fez os pelos da morena se eriçarem e ela tomou a liberdade de beijar os seios da parceira. As unhas de Ângela arranhavam as costas de Camila com força. Se não fosse pela camisa, a pele de Camila estaria com arranhões por toda parte. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

Elas continuaram se entregando ao desejo com beijos ardentes e toques intensos. Os lábios desejavam cada vez mais contato, os dentes de Camila mordiam levemente a boca da mais alta e seus dedos se moviam devagar dentro de Ângela, que em resposta gemia e se contorcia cada vez mais.

— Isso! Eu vou gozar! — Anunciou, com os lábios quase colados aos da menor, seus olhos semicerrados encantavam Camila que admirava cada expressão coma uma fotografia em sua mente. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

Os beijos voltaram mais intensos e só pararam quando a loira os interrompeu para enterrar seu rosto no ombro da menor. Camila beijou a bochecha de Ângela e lentamente desceu para sua orelha.

— Goza para mim. — Sussurrou com a voz rouca e terminou com uma mordida leve. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

A loira abraçou o corpo da parceira com mais força e sua vagina se contraiu. Ela gozou com um gemido alto e arranhões ainda mais fortes. Camila continuou penetrando devagar até parar de vez. Ambas as mulheres estavam ofegantes e a morena não saiu de cima da parceira. Ela apenas ficou lá sentindo o cheiro agradável dos cabelos molhados e de sua pele delicada. Ângela segurou o corpo de Camila e a abraçou com força, aspirando seu cheiro gostoso de seu cabelo. Ela a apertou como se procurasse segurança e recebeu um beijo desajeitado em seu pescoço como resposta.

— Eu precisava disso. — Sussurrou baixinho, roçando seu rosto no pescoço da menor. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Aposto que sim. — Camila sorriu.

— Por que diz isso? — Ângela permanecia abraçada à menor. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Depois do seu comentário no vestiário era meio óbvio. — Camila levantou o tronco. — Deu para ver que você estava com vontade. — Ângela empurrou a parceira, pois estava irritada com suas palavras.

— Eu só estava olhando a sua tatuagem ridícula. — Cobriu o corpo com o lençol. — Fala sério, por que você tatuou o Cruzeiro do Sul? E ainda no quadril. Tantas coisas mais interessantes para tatuar. — ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Eu gosto do Cruzeiro do Sul. E o que você acharia interessante tatuar? — Camila sorriu de lado, estava desacreditada do comentário de Ângela, mas ria de seu comentário.

— Sei lá. Um cacto combina bem com você. — Provocou, com o rosto bem perto do rosto da morena, que levantou o olhar pensativa. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Hm, resistente, fornece água aos necessitados, machuca quem não toma cuidado com ele e ainda assim possui flores lindas. Gostei da ideia. Realmente combina comigo: resistência, beleza e generosidade. — Sorriu, mostrando os dentes alvos.

— Idiota, não era um elogio. — Ângela não resistiu ao sorriso da parceira e sorriu junto. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Você acha que eu não sei?! —

O sorriso de Camila era lindo, Ângela não tinha como negar que gostava de vê-la mostrar seus dentes alvos e bem alinhados. Não era apenas lindo ver a curva de seus lábios, era também excitante. Ângela segurou o rosto da morena e a puxou para um beijo carinhoso. Camila segurou suas mãos, mas não interrompeu o beijo, apenas cariciou enquanto retribuía. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Eu tenho que ir. — Falou baixo e se afastou após o beijo acabar.

— Por que você sempre vai embora depois de transarmos? — Ângela olhou a parceira colocando a jaqueta. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Tenho que cuidar da minha casa. — Camila respondeu.

— O que tem na sua casa que precisa tanto da sua atenção? — ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

— Não é da sua conta. Tchau. — Camila saiu do quarto.

Já na rua, Camila não tirava de sua mente a interação que tiveram após o sexo. A presença de Ângela não era mais tão repugnante. Sem perceber a morena começa a sorrir enquanto pensava na loira. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​‌​‌‍

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