Capitulo 3 ESTAR NO ARMÁRIO É UMA HUMILHAÇÃO Dificuldades De Um Amor · Capítulo 4 de 25
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Capitulo 3 ESTAR NO ARMÁRIO É UMA HUMILHAÇÃO

CAPÍTULO TRÊS: ESTAR NO ARMÁRIO É UMA HUMILHAÇÃO.

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“Vem, Camila”, disse uma voz do outro lado do celular.

— Eu tenho coisas para cuidar, Leandro. Você sabe muito bem dos meus problemas. — Respondeu, sentada na calçada de sua casa. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

“Seja lá o que for, você vai resolver melhor depois de se divertir e beijar umas meninas. Você é universitária, tem que ir a festas e aproveitar!”.

— É fácil falar quando você não tem as minhas preocupações. — A mulher ponderou com a voz cansada. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

“Eu só sei me divertir”, falou ainda mais alto. “Que se foda o trabalho. Se não vier por vontade própria, eu vou aí te buscar”.

— Está bem — falou, se dando por vencida — mas eu não vou demorar. — ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

“Que seja. O importante é vir e se divertir”, o rapaz comemorou. “Vem logo que estou te esperando”.

Camila tomou um banho e pegou sua lambreta laranja, a qual era por vezes motivo de piadas entre os colegas da faculdade, porém ela nunca ligou para isso. A festa em questão estava acontecendo na casa de um dos colegas do curso de Leandro. Como esperado, a casa estava cheia de jovens bebendo e gritando. Não era o tipo de situação ao qual ela se prestava, mas se a bebida era grátis, ela iria aproveitar de algum jeito. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Olha quem apareceu — Leandro veio cumprimentar a amiga, acompanhado de duas garotas. — Já estava indo te buscar.

— Estou vendo — retrucou Camila, observando as garotas que estavam de jeans e sutiãs à mostra. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Não julgue meus métodos antes de ver os resultados. Agora pegue uma bebida e vamos aproveitar. — Entregou um copo para a amiga.

Se fora da casa estava uma bagunça, dentro estava muito pior. Havia muita comida espalhada no chão, pessoas se pegando em cada cômodo da casa, bebida derramada na casa toda, entre vários outros absurdos proporcionados pelos hormônios da juventude. A maior parte do tempo, Camila passou bebendo e conversando com algumas moças que conhecia. Ela não estava no clima para ficar com qualquer uma delas, apenas conversou para ser cordial. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Licença, eu preciso ir ao banheiro — desculpou-se com as mulheres e saiu.

Camila só precisava de um tempo longe do barulho, ela fez o que precisava, então lavou as mãos e o rosto na tentativa de aliviar o estresse. Ao sair do cômodo e caminhar pelo corredor, a mulher foi puxada para um dos quartos que estava totalmente escuro. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Que porra é essa? — Perguntou, ligando a luz para ver quem a havia puxado. — O que pensa que está fazendo? — Empurrou a pessoa ao ver que se tratava de Ângela.

Ângela não respondeu, apenas a puxou para um beijo que, a princípio, foi negado pela mulher que tentou se afastar, mas em pouco tempo cedeu, retribuindo o beijo com intensidade, sugando a língua da mais alta. Não sabia ao certo se era efeito do álcool ou se, de fato, sentia algo por ela, mas o fato imutável era que aquele beijo estava lhe excitando. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

Camila passou a retribuir o beijo enquanto caminhavam para a cama, Ângela puxou a blusa da colega para cima, mas Camila não deixou ela tirar a peça e as duas caíram sobre a cama sem cessar os beijos. Camila beijou o pescoço da mais alta enquanto puxava sua camisa para cima. Ela levantava o tecido e, quando finalmente se livrou dele, viu os seios fartos e macios. Ela beijou os seios chupando-os, comprovando o que já pensava: eram macios. Circulou o mamilo enquanto apertava levemente sua cintura. Ela ouvia os esforços da loira para conter os gemidos, mas de vez em quando ela soltava um baixinho.

A morena largou o mamilo que estava rígido e passou a língua por ele. Estava completamente embriagada pelo desejo de possuir aquele corpo, ou talvez fosse apenas a bebida. O ponto era: Camila não queria parar as carícias. Desceu beijando sua barriga lisinha, beijou cada pedaço, mesmo que no dia seguinte a vergonha viesse a atacar, ela ainda não conseguia parar. Quando chegou no meio de suas pernas e as abriu. Lambendo por cima da calcinha, sentiu a jovem tremer e segurou firme para que não fechasse as pernas. Tirou o pano que cobria sua boceta e seu queixo caiu, foram apenas alguns beijos e ela já estava parecendo uma cachoeira de tão molhada. Tocou seus lábios com sua língua e Ângela deu um solavanco, continuou apenas passando a língua suavemente entre os lábios. Por mais que sua mente gritasse que não devia estar ali, Camila queria aproveitar e estender ao máximo aquele momento. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Vai logo! — Sua voz estava baixa e manhosa. — Nã-não temos muito... tempo! — A frase saiu como uma súplica.

— Você é mandona, hein. — Passou a língua devagar pela entrada da loira. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Se você soubesse fazer, não precisaria. Ahh! — A interrompeu, chupando com vontade.

Camila passou a chupar a boceta de Ângela como um delicioso sorvete e então teve a certeza de que ela era gostosa. O último fio de sanidade se foi quando a loira gemeu manhosa enquanto se contorcia embaixo da morena, suas mãos seguravam o cabelo cacheado, impedindo-a de sair do meio de suas pernas. Era uma medida desnecessária pois mesmo com sua consciência gritando a cada instante, Camila não conseguia sair do meio daquele local. Ela apertou firme as coxas, penetrando com sua língua, e sentiu o corpo delicado e alvo tremer. Seu prazer não durou tanto quanto desejava, Ângela não aguentou a intensidade dos toques, ela gemeu alto e seu prazer chegou ao ápice, prendendo cabeça morena entre suas pernas. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Até que você é gostosa. — Camila lambeu os lábios enquanto ela ainda estava ofegante.

— Claro que sou gostosa. — Ângela ainda respirava com dificuldade. — Olha para mim! Provavelmente sou a mulher mais gostosa com quem já transou. — Sua arrogância era irritante. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— O que tem de gostosa tem de filha da puta. — A morena olhou fundo em seus olhos pensando em como poderia ofendê-la. — Na verdade não, você é muito mais filha da puta do que gostosa. — Sorrio de lado para provocá-la.

— Babaca. — Ela tentou chutar o rosto da morena, mas ela foi mais rápida e segurou sua perna antes que fosse acertada. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Cuidado, donzela. — Camila puxou a perna da loira. Acabou vendo sua intimidade e sorrio com a visão. — Já está molhada de novo? —

A jovem desviou o rosto completamente vermelho, Camila soltou sua perna e ela a recolheu rapidamente. Toda aquela braveza e rubor a deixavam fofa, era quase como se a morena estivesse diante de outra pessoa. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Dê as minhas roupas. — Ordenou, cobrindo seu corpo.

Camila levantou para vestir sua camisa e entregou as roupas de Ângela, a só precisava pegar sua jaqueta enquanto a parceira ainda colocava a blusa. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Pensei que ia querer mais. — Camila sorriu.

— Nos seus sonhos eu transaria com você duas vezes. — Vestiu a calça com um pouco de dificuldade. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Até parece que eu perco meu tempo sonhando com gente escrota como você. — A menir retrucou porque não queria sair por baixo, mas a verdade era que seu corpo chamava pela loira.

— Acredito, seu gosto não é tão bom. — Seu tom de deboche veio à tona novamente. — Você nem é tão boa assim. — Camila parou o que fazia ao ouvir as palavras e gargalhou um pouco. — Do que está rindo, sua ridícula? — Ângela estava vermelha, mas não se podia dizer se era de raiva ou vergonha. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Você fala isso, mas foi bastou um beijo pra você querer transar. — Falou baixo, se aproximando dela. — E agora há pouco estava se desmanchando na minha boca. — Derrubou-a na cama e ficou por cima. Agora Camila sabia porque ela estava vermelha. — Admita que sou muito boa e talvez… — Se aproximou do ouvido e falou baixinho. — Talvez eu te faça gozar de novo. — Ouviu um gemido abafado.

— Ridícula! — Ângela tentou insultar a jovem, mas sua voz falhou. — Odeio gente arrogante como você. — Segurou nos ombros largos da colega. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Mas gostou quando te chupei até gozar. — Mais uma vez, ela conteve um gemido.

As reações de seu corpo deram a Camila mais confiança, e então ela a encarou. Ângela segurou o rosto da morena e a puxou para um beijo cheio de raiva e tesão. Estavam quase reiniciando as atividades quando duas batidas na porta as interromperam ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Ângela você está aí? — Era a voz de um homem.

— É o Rafael! — Ângela arregalou os olhos. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Seu namorado está aqui também? — Camila estava indignada com a situação na qual a outra a colocou.

— Ângela, abre a porta. — Pediu, mexendo na maçaneta. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— O que ele faz aqui? — A morena largou a colega levantando-se e andando de um lado para o outro.

— Não sei, eu não disse que viria à festa. — As duas andavam de um lado para o outro tentando achar uma solução. — Se esconde no armário, eu dou um jeito nele. — Começou a empurrar a morena em direção ao móvel. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Tá me tirando pra palhaça, é?! — Perguntou pensando na ousadia da jovem em mandar ela se esconder como se fosse sua amante.

— Está bem. Você quer ficar discutindo até ele entrar e nos encontrar assim? — Apontou para os corpos vermelhos e os cabelos bagunçados. A morena ficou em silêncio. — Ótimo, agora entre aí e só saia depois da gente. — ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

— Tem marcas de chupão no seu pescoço. — Apontou a área onde havia mordido.

— Merda! — Ângela se arrumou e apagou a luz antes de abrir a porta. — Oi, amor. — Falou fingindo estar animada. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

Camila podia ouvir o som da porta sendo fechada de forma violenta e ouviu o barulho de beijos afoitos, passos desajeitados e um rangido na cama.

— Chupa meu pescoço! — Ela pedia sem conseguir fingir o tesão. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

Camila não conseguia distinguir o que estavam fazendo apenas pelos sons que estavam fazendo, mas achava melhor não pensar naquilo.

— Nossa, nunca te vi tão molhada assim. — O rapaz comentou penetrando Ângela. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

A frase de Rafael irritou profundamente Ângela. O principal motivo era que sabia que o motivo daquela lubrificação estava ouvindo tudo e imaginou que ela estivesse rindo como uma hiena. Apesar da lubrificação, as estocadas do rapaz não causavam prazer na jovem, nenhum único gemido ali foi genuíno. O único momento em que sentiu prazer foi quando se permitiu pensar em Camila lhe chupando.

— Ah, Cam... — Se interrompeu ao perceber o que ia dizer. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

Dentro do armário, Camila se maldizia pelo que fez e pela situação em que estava. Presa em um armário minúsculo e fedorento, ouvindo a garota com quem acabara de transar gemendo nos braços do namorado. Ouvir Ângela quase gemer seu nome, fez seu ego inflar, mas não o bastante para fazê-la se sentir melhor com a situação.

— Se existe um Deus, ele realmente caprichou na minha provação. — Soltou um longo e melancólico suspiro. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​​​‍​​‌‌‌​​‌‍

O ato durou um pouco mais de sete minutos e o casal finalmente saiu do quarto. Depois deles, foi a vez de Camila, que seguiu para fora sem trocar uma palavra com os outros convidados. Nem mesmo Leandro recebeu uma despedida, tamanha era a vergonha que a mulher sentia.

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