#Sexxxtou
Hoje o desejo não bate ponto, ele invade.
O corpo sabe, a mente consente, a alma… se oferece.
Tem sexta no calendário,
mas aqui é sexta no instinto.
Solta a gravata, o juízo e os porquês.
Se for pra pecar, que seja por prazer e poesia.
Se for pra amar, que seja sem freios e com nomes inventados.
E se for só pra viver... que seja com todos os sentidos bem acesos.
Porque hoje é sexta. E sexta é verbo.
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Jusley Naiane
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#Desafio 128
*Toillet das ladies*
O tempo para,
no toillet
das ladies.
Atracadas
entre beijos ardentes…
Desejo,
que exala
a luxúria vertente.
Garotas
de mini saia,
em carícias calientes.
Arfando
em suspiros,
entre risos contidos,
e vapores
a embaçar
espelhos e vidros.
Acionam a descarga,
pra abafar os ruídos.
Uma borrifada
do perfume favorito.
Ajeitam os vestidos,
cabelos…
Retocam o batom
e saem aos risos…
Como se
“nada”
tivesse acontecido,
no toillet
das ladies.
MarU
*Toillet das ladies*
O tempo para,
no toillet
das ladies.
Atracadas
entre beijos ardentes…
Desejo,
que exala
a luxúria vertente.
Garotas
de mini saia,
em carícias calientes.
Arfando
em suspiros,
entre risos contidos,
e vapores
a embaçar
espelhos e vidros.
Acionam a descarga,
pra abafar os ruídos.
Uma borrifada
do perfume favorito.
Ajeitam os vestidos,
cabelos…
Retocam o batom
e saem aos risos…
Como se
“nada”
tivesse acontecido,
no toillet
das ladies.
MarU
Concordo ou discorda da frase? Você é do tipo que vive intensamente ou prefere a tranquilidade?
#Desafio 127
AO ESPELHO
Eu não pretendo ser muita coisa. Quero dizer, socialmente falando. Hoje, o meu desejo é apenas conhecer-me cada vez melhor, compreender quais são as minhas falhas mais gritantes e tentar corrigi-las dentro do possível. Ou seja, ser mais próximo da versão que Deus sonhou ao presentear-me com o sopro da vida.
Tenho falhado repetidamente — tropeço na pedra no meio do caminho. E tenho plena consciência de que são erros gritantes. Não abrirei a vocês meu diário para não escandalizá-los. Sei como são limpos todos os perfis maquiados na internet. Eu, qual Fernando Pessoa, não conheço quem tome porrada na vida.
Mas, quando falo dos meus próprios defeitos, corro sempre o risco de cair no autoengano, de listá-los dentro de uma idealização criada pela necessidade de aparentar qualquer coisa além do que sou no meio social, e, assim, ser aceito. Quero dizer: até as falhas podem ser menos monumentais do que imagino. Talvez tudo seja tão monótono, medíocre (na acepção do termo), que eu tenha medo de olhar no espelho e aceitar-me assim: comum. O mais comum dos homens.
Essa guerra entre a necessidade de criar uma persona poética, um ar de escritor — vestir-me como escritor, postar-me como escritor, ter aparência de escritor —, tudo para ser aceito pelo público, e ser um ser humano normal, aproveitando das suas experiências reais para torná-las matéria-prima de uma obra cuja substância exista... Essa guerra me consome. A questão que me assombra dia e noite é: quero audiência ou construir uma carreira sólida? E mais: ambos são autoexcludentes?
O Lucas real procrastina mais do que deveria, depende das redes sociais mais do que gostaria e tem a vida social distante da sonhada. Anseia as coisas do alto, tem grandes insights de vez em quando, mas a maior parte do tempo vive é ao rés do chão.
Talvez a salvação — se é que existe uma — esteja em viver o chão sem vergonha. Em escrever não para sustentar um personagem, mas para descobrir o que ainda pulsa quando todas as máscaras caem. Não é fama que redime. É a verdade.
Eu não pretendo ser muita coisa. Quero dizer, socialmente falando. Hoje, o meu desejo é apenas conhecer-me cada vez melhor, compreender quais são as minhas falhas mais gritantes e tentar corrigi-las dentro do possível. Ou seja, ser mais próximo da versão que Deus sonhou ao presentear-me com o sopro da vida.
Tenho falhado repetidamente — tropeço na pedra no meio do caminho. E tenho plena consciência de que são erros gritantes. Não abrirei a vocês meu diário para não escandalizá-los. Sei como são limpos todos os perfis maquiados na internet. Eu, qual Fernando Pessoa, não conheço quem tome porrada na vida.
Mas, quando falo dos meus próprios defeitos, corro sempre o risco de cair no autoengano, de listá-los dentro de uma idealização criada pela necessidade de aparentar qualquer coisa além do que sou no meio social, e, assim, ser aceito. Quero dizer: até as falhas podem ser menos monumentais do que imagino. Talvez tudo seja tão monótono, medíocre (na acepção do termo), que eu tenha medo de olhar no espelho e aceitar-me assim: comum. O mais comum dos homens.
Essa guerra entre a necessidade de criar uma persona poética, um ar de escritor — vestir-me como escritor, postar-me como escritor, ter aparência de escritor —, tudo para ser aceito pelo público, e ser um ser humano normal, aproveitando das suas experiências reais para torná-las matéria-prima de uma obra cuja substância exista... Essa guerra me consome. A questão que me assombra dia e noite é: quero audiência ou construir uma carreira sólida? E mais: ambos são autoexcludentes?
O Lucas real procrastina mais do que deveria, depende das redes sociais mais do que gostaria e tem a vida social distante da sonhada. Anseia as coisas do alto, tem grandes insights de vez em quando, mas a maior parte do tempo vive é ao rés do chão.
Talvez a salvação — se é que existe uma — esteja em viver o chão sem vergonha. Em escrever não para sustentar um personagem, mas para descobrir o que ainda pulsa quando todas as máscaras caem. Não é fama que redime. É a verdade.
#Desafio 125
Te encontro
no espaço
entre versos perdidos:
pausa precisa,
vírgula
depois do suspiro.
Sem rima,
ainda assim
melodia.
Teu som
me atravessa
antes da tua pele.
Tua boca
é vanguarda.
É linguagem.
Tece fonemas na minha carne,
sem consoantes,
com o sal do desejo.
Tu és verso solto
em corpo de homem.
Devasso no detalhe,
terno
por perversão.
Sou tua página arrancada.
Metáfora suada.
Rastro
de palavra entreaberta.
Te ler
é ir embora de mim.
Te ouvir
é retorno
com febre.
Escreve em mim, poeta:
com tua letra indecente,
tua fome antiga,
tua culpa
de quem goza doído.
Serei teu pergaminho.
Mas aviso:
textos eternos
também queimam
se a mão versa demais.
Sob o risco de nos consumir,
te peço:
fica.
Até teu cheiro,
tua escrita,
grudarem
na curva
da minha nuca.
Crs Ribeiro
Te encontro
no espaço
entre versos perdidos:
pausa precisa,
vírgula
depois do suspiro.
Sem rima,
ainda assim
melodia.
Teu som
me atravessa
antes da tua pele.
Tua boca
é vanguarda.
É linguagem.
Tece fonemas na minha carne,
sem consoantes,
com o sal do desejo.
Tu és verso solto
em corpo de homem.
Devasso no detalhe,
terno
por perversão.
Sou tua página arrancada.
Metáfora suada.
Rastro
de palavra entreaberta.
Te ler
é ir embora de mim.
Te ouvir
é retorno
com febre.
Escreve em mim, poeta:
com tua letra indecente,
tua fome antiga,
tua culpa
de quem goza doído.
Serei teu pergaminho.
Mas aviso:
textos eternos
também queimam
se a mão versa demais.
Sob o risco de nos consumir,
te peço:
fica.
Até teu cheiro,
tua escrita,
grudarem
na curva
da minha nuca.
Crs Ribeiro
#Desafio 125
*Som de piano*
O som
das teclas do piano
acionadas
fazem bater o martelo.
As cordas
vibram o tom,
o pianista
toca a melodia.
Ouvir a música
é tão bom!
Sinto-me em sintonia
ao som do piano.
Alinho meus tons
ao som
e me transformo
em música vibrante
dentro do meu coração.
Esqueço
o que martela por dentro,
e me entrego…
Neste momento…
Sou a música
no mesmo tom,
sou o pianista
tocando o som,
sou o piano
vibrando emoção.
MarU
*Som de piano*
O som
das teclas do piano
acionadas
fazem bater o martelo.
As cordas
vibram o tom,
o pianista
toca a melodia.
Ouvir a música
é tão bom!
Sinto-me em sintonia
ao som do piano.
Alinho meus tons
ao som
e me transformo
em música vibrante
dentro do meu coração.
Esqueço
o que martela por dentro,
e me entrego…
Neste momento…
Sou a música
no mesmo tom,
sou o pianista
tocando o som,
sou o piano
vibrando emoção.
MarU
Domingamos
Sozinhas…
Meia luz
Pernas entreabertas
Esperando tua língua a
massagear meu clitóris
Abro mais, fome, sede
De você, saudade
Do teu gosto
Do teu cheiro
Das mãos nos teus cabelos
Puxando pra mim
Urgente
Pedinte
Querendo
Tua boca molhada
Teu olhar de promessa
Os seios roçando os meus
Teu corpo quente
Minha pele febril
Tua respiração no meu ouvido
Teus dedos passeando sem pressa
Mas, sabendo o caminho
Minha vontade se derramando
Te chamando
Impondo
Fica
Me toma
Me faz tua.
Mulher.
Sozinhas…
Meia luz
Pernas entreabertas
Esperando tua língua a
massagear meu clitóris
Abro mais, fome, sede
De você, saudade
Do teu gosto
Do teu cheiro
Das mãos nos teus cabelos
Puxando pra mim
Urgente
Pedinte
Querendo
Tua boca molhada
Teu olhar de promessa
Os seios roçando os meus
Teu corpo quente
Minha pele febril
Tua respiração no meu ouvido
Teus dedos passeando sem pressa
Mas, sabendo o caminho
Minha vontade se derramando
Te chamando
Impondo
Fica
Me toma
Me faz tua.
Mulher.
#Desafio 124
*Faz parte de amar*
Bem de vagar,
vai tirando
de dentro de mim…
Escorrendo
entre minhas coxas,
pulsando,
gemendo,
sensível…
Ereto
e exausto,
ainda me querendo…
Visivelmente excitado,
precisando
de um tempo
para se recuperar.
Ofegante…
Falta fôlego!
O rosto
sente dormente.
Nosso gozo
esbranquiçado,
aos poucos…
Derretendo-se…
Com o calor do corpo,
dentro de mim.
Nosso cheiro
de sexo no ar…
nossas peles vermelhas,
de tanto amar…
Repousa
ao meu lado,
em meus seios,
acariciado
em meus braços.
Meus dedos
delicados,
a te agradar.
Minha atenção
é toda sua
neste momento!
Vamos aproveitar
o nosso tempo!
Isso faz parte
de amar.
MarU
*Faz parte de amar*
Bem de vagar,
vai tirando
de dentro de mim…
Escorrendo
entre minhas coxas,
pulsando,
gemendo,
sensível…
Ereto
e exausto,
ainda me querendo…
Visivelmente excitado,
precisando
de um tempo
para se recuperar.
Ofegante…
Falta fôlego!
O rosto
sente dormente.
Nosso gozo
esbranquiçado,
aos poucos…
Derretendo-se…
Com o calor do corpo,
dentro de mim.
Nosso cheiro
de sexo no ar…
nossas peles vermelhas,
de tanto amar…
Repousa
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em meus seios,
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em meus braços.
Meus dedos
delicados,
a te agradar.
Minha atenção
é toda sua
neste momento!
Vamos aproveitar
o nosso tempo!
Isso faz parte
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MarU