#Desafio 123
*Sente a chuva?*
Aquela sensação
de arrepio,
quando me toca,
ativando
minha libido.
Você tem poder
sobre mim
nessas mãos.
És senhor
dos meus desejos,
até em sonhos
te vejo.
O toque
dos seus dedos
vem com raios
e trovões.
Contraio
intimamente…
Involuntariamente…
Meu ventre
anunciando
que sou tua.
Sente a chuva…
Encharcando
minha vulva?
Como terra
penetrada
pela água
da chuva,
umedeço
entre as pernas,
aguardando
suas mãos.
Acorda
meu corpo,
dissolvo
nessas mãos
de tempestade.
Sou terra pelada,
aguardando
o plantio novo,
a semente molhada
do teu gozo.
Divindade.
Nosso fogo
é incêndio
poderoso.
Deus da luxúria,
meu pecado
é você,
minha interna
devoção.
MarU
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quando meus olhos bateram nos teus
soube no íntimo: perdi a luta
teu riso baixou minha guarda
como não cair de amores?
vitória seria pousar em tua boca
dar-lhe uma chave de abraço
admirar a constelação de teus olhos
desfaleço, apaixonado
rendo-me ao encanto
não faço questão de revidar.
soube no íntimo: perdi a luta
teu riso baixou minha guarda
como não cair de amores?
vitória seria pousar em tua boca
dar-lhe uma chave de abraço
admirar a constelação de teus olhos
desfaleço, apaixonado
rendo-me ao encanto
não faço questão de revidar.
*Palavras cruzadas*
Tenho palavras cruzadas
borbulhando dentro da boca,
descendo pela garganta,
rodeando o meu umbigo
e se alastrando entre minha pena.
Aqueço um texto
em fogo alto…
Quase me queimo,
fervendo um poema.
Escrevo sorvendo o texto
na ponta da minha língua,
lambendo página por página,
salivando nas letras maiúsculas,
em pulsares dentro das rimas.
Alinho meu corpo num trecho,
montando forte no parágrafo.
Encaixo entre poemas e mexo,
subindo e descendo a caneta
num papel improvisado.
MarU
#
Tenho palavras cruzadas
borbulhando dentro da boca,
descendo pela garganta,
rodeando o meu umbigo
e se alastrando entre minha pena.
Aqueço um texto
em fogo alto…
Quase me queimo,
fervendo um poema.
Escrevo sorvendo o texto
na ponta da minha língua,
lambendo página por página,
salivando nas letras maiúsculas,
em pulsares dentro das rimas.
Alinho meu corpo num trecho,
montando forte no parágrafo.
Encaixo entre poemas e mexo,
subindo e descendo a caneta
num papel improvisado.
MarU
#
#Desafio 120
*Letras e Metáforas*
Por hoje, me encontro
na lisura das palavras vagas.
Escorrego entre parênteses
e, por uma vírgula, não me entrego.
Alinho a estrofe
na barreira do parágrafo,
e escrevo, fugindo de mim.
Te leio entrementes,
e marco o texto
com um coração
que sente.
Me escrevo em palavras rasas,
fazendo o papel de tolo.
Loto a página com reticências
dos sentimentos que não escrevo,
mas absorvo.
Fujo da regra,
(— Incompetente!).
Me acho às cegas
nestes versos rimados,
algumas vezes indecentes.
Suplico em poesias
meus lamentos calados,
nessa cruel dicotomia,
que de poeta me faço.
Dedicando, em versos contidos,
tudo o que sinto,
em letras que beijam,
letras que abraçam,
me rasgo, não minto.
Em letras, acolho de ti
toda forma de poesia
E em metáforas
imaginativas,
me escrevo
devota
e escorregadia.
Escrevo uma nota,
pequena,
de quem se recorda
que um dia
um bonito sentimento
se escreveu
na nossa história.
MarU
*Letras e Metáforas*
Por hoje, me encontro
na lisura das palavras vagas.
Escorrego entre parênteses
e, por uma vírgula, não me entrego.
Alinho a estrofe
na barreira do parágrafo,
e escrevo, fugindo de mim.
Te leio entrementes,
e marco o texto
com um coração
que sente.
Me escrevo em palavras rasas,
fazendo o papel de tolo.
Loto a página com reticências
dos sentimentos que não escrevo,
mas absorvo.
Fujo da regra,
(— Incompetente!).
Me acho às cegas
nestes versos rimados,
algumas vezes indecentes.
Suplico em poesias
meus lamentos calados,
nessa cruel dicotomia,
que de poeta me faço.
Dedicando, em versos contidos,
tudo o que sinto,
em letras que beijam,
letras que abraçam,
me rasgo, não minto.
Em letras, acolho de ti
toda forma de poesia
E em metáforas
imaginativas,
me escrevo
devota
e escorregadia.
Escrevo uma nota,
pequena,
de quem se recorda
que um dia
um bonito sentimento
se escreveu
na nossa história.
MarU
Recado importante!
Sonhei com Clarice
Acordei assustado de novo. Daquele jeito que a gente acorda quando sonha que está caindo de um prédio. O corpo deu um salto e caiu novamente na cama. Estava muito escuro, só um amarelado que vinha da luz do poste lá fora interrompia um pouco a escuridão. Olhei para o lado, no relógio já era madrugada. A manhã estava distante. Amanhã estava distante.
Virei para um lado e para o outro da cama por incontáveis vezes, mas não consegui pegar no sono novamente. Fiquei pensando na vida, na passada e na presente. Pensei principalmente nela. Sim, nela! Sonhei com ela novamente. Nunca a esqueci. Nunca! Quase uma vida juntos, mesmo estando separados. Tínhamos, e continuamos tendo, uma relação muito íntima, do "de dentro" dela para o meu "de dentro". Muito de mim é ela. Mas do meu jeito. Às vezes acho que, na verdade, sou eu mesmo, mas do jeito dela.
Quis ir à cozinha tomar um café. Era requentado, mas iria servir. Não consegui me levantar. Meu corpo não respondia. Toda vez que sonho com ela é a mesma coisa. Fico estático, imóvel. Engessado. Mas a cabeça a mil. Fervilhando de ideias, sem ter como tirá-las de lá. Se conseguisse me mexer, pegaria uma caneta e pronto. Com muito custo e suor frio consigo. A caneta funciona como um canudo com o qual eu sugo minha mente. O volume é tão grande que me engasgo, tenho uma crise de tosse e regurgito um pedaço dela.
Acordei assustado de novo. Daquele jeito que a gente acorda quando sonha que está caindo de um prédio. O corpo deu um salto e caiu novamente na cama. Estava muito escuro, só um amarelado que vinha da luz do poste lá fora interrompia um pouco a escuridão. Olhei para o lado, no relógio já era madrugada. A manhã estava distante. Amanhã estava distante.
Virei para um lado e para o outro da cama por incontáveis vezes, mas não consegui pegar no sono novamente. Fiquei pensando na vida, na passada e na presente. Pensei principalmente nela. Sim, nela! Sonhei com ela novamente. Nunca a esqueci. Nunca! Quase uma vida juntos, mesmo estando separados. Tínhamos, e continuamos tendo, uma relação muito íntima, do "de dentro" dela para o meu "de dentro". Muito de mim é ela. Mas do meu jeito. Às vezes acho que, na verdade, sou eu mesmo, mas do jeito dela.
Quis ir à cozinha tomar um café. Era requentado, mas iria servir. Não consegui me levantar. Meu corpo não respondia. Toda vez que sonho com ela é a mesma coisa. Fico estático, imóvel. Engessado. Mas a cabeça a mil. Fervilhando de ideias, sem ter como tirá-las de lá. Se conseguisse me mexer, pegaria uma caneta e pronto. Com muito custo e suor frio consigo. A caneta funciona como um canudo com o qual eu sugo minha mente. O volume é tão grande que me engasgo, tenho uma crise de tosse e regurgito um pedaço dela.
#Desafio 119
Cinco Marias
Pedrinhas dançam no ar,
pequenas luas de quintal.
Saquinhos cheios de lembrar,
soprando infância no final.
Maria no vento lançada.
Maria no susto,
encantada.
Maria que escapa ligeira.
Maria que some na beira:
do vão,
da rua,
da vida inteira.
Tocar
sem deixar cair.
Apanhar
sem hesitar.
Cair,
sem doer demais:
é o que se aprende no ar
sem ninguém
nunca ensinar.
O chão vira céu
(por um triz).
A mão vira sopro
feliz.
O olho
espera,
feito janela
de primavera.
É dança.
É jogo.
É risco.
É sonho
num traço arisco.
Cinco pedras…
e o tempo
brincando no contratempo,
jogando
de ser poesia.
E se a pedra
despenca,
não é perda,
é sentença
do chão
sussurrando baixinho:
“Menina,
recomeça o caminho.
A vida é jogo,
é errar
com carinho.”
Porque,
para ser inteira,
de fato,
tem que perder
um pedaço.
Deixar ir…
sem alarde.
Fruta da vez
(tão madura)
que cai
quando
já é tarde.
Crs Ribeiro
Cinco Marias
Pedrinhas dançam no ar,
pequenas luas de quintal.
Saquinhos cheios de lembrar,
soprando infância no final.
Maria no vento lançada.
Maria no susto,
encantada.
Maria que escapa ligeira.
Maria que some na beira:
do vão,
da rua,
da vida inteira.
Tocar
sem deixar cair.
Apanhar
sem hesitar.
Cair,
sem doer demais:
é o que se aprende no ar
sem ninguém
nunca ensinar.
O chão vira céu
(por um triz).
A mão vira sopro
feliz.
O olho
espera,
feito janela
de primavera.
É dança.
É jogo.
É risco.
É sonho
num traço arisco.
Cinco pedras…
e o tempo
brincando no contratempo,
jogando
de ser poesia.
E se a pedra
despenca,
não é perda,
é sentença
do chão
sussurrando baixinho:
“Menina,
recomeça o caminho.
A vida é jogo,
é errar
com carinho.”
Porque,
para ser inteira,
de fato,
tem que perder
um pedaço.
Deixar ir…
sem alarde.
Fruta da vez
(tão madura)
que cai
quando
já é tarde.
Crs Ribeiro
Lugar de poeta
é debaixo do céu
entre o perto e o longe
o vocábulo
entre o feio e o belo
a rima
sobre o inferno
o chão da terra
e o caminho
inevitável
Edu Liguori
é debaixo do céu
entre o perto e o longe
o vocábulo
entre o feio e o belo
a rima
sobre o inferno
o chão da terra
e o caminho
inevitável
Edu Liguori
O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
118 - Fale sobre um livro que conte a respeito de um funeral!
Não querendo me exibir (), fui beta de um livro da @CaDantasAutora. O nome dele, que não sei se ela pretende mudar, é "Um rumo para o nosso amor" e posso garantir que é um romance muito bom. Não tenho capa, então lá vai algumas imagens do casal protagonista, Mina e Saulo. Mas como a Ca é uma desalmada sem coração, ela mata vários personagens em um acidente, então tem velório múltiplo. Vocês não contrariem essa mulher, viu? Que ela faz um personagem de vocês e mata ele.
#Link365TemasLivros
118 - Fale sobre um livro que conte a respeito de um funeral!
Não querendo me exibir (), fui beta de um livro da @CaDantasAutora. O nome dele, que não sei se ela pretende mudar, é "Um rumo para o nosso amor" e posso garantir que é um romance muito bom. Não tenho capa, então lá vai algumas imagens do casal protagonista, Mina e Saulo. Mas como a Ca é uma desalmada sem coração, ela mata vários personagens em um acidente, então tem velório múltiplo. Vocês não contrariem essa mulher, viu? Que ela faz um personagem de vocês e mata ele.
#Link365TemasLivros
Esta semana
eu recebi as melhores notícias
esta semana
eu descobri que aprender a ser uma pessoa melhor vale a pena
esta semana
o afeto floriu em resposta a tudo que plantei
esta semana
eu não sou poeta
eu sou poesia
Edu Liguori
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