#Desafio 77
*Ressonâncias*
Nem a noite, nem o dia,
Nem o tempo que passa,
Nem a ausência de palavras…
Não preciso de nada disso!
Tenho esse seu olhar perdido me seguindo,
E a certeza da fúria do nosso instinto.
A suspeita da fuga por puro capricho,
E o orgulho ferido, carcomendo
O que sentimos, não silenciaram o som,
Nem apagaram o brilho.
Não me importam, todavia, seus caminhos!
O medo de amar e se entregar,
Não afastou nossos destinos.
Segues ainda que calado, ao meu lado, Sentindo…
Sonhando… Dormindo e acordado,
Com este sentir correspondido.
E a força do que distorces,
Presumindo ocultar-se…
Na verdade!
Sinto nas entrelinhas, que me dedicas.
Sinto o seu coração, sustenido,
Em tom maior harmonioso, comigo,
Ressonas…
O que não se pode calar.
MarU
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Eliz Leão
A dor me acordou antes do sol. Não foi um chamado abrupto, desses que fazem o coração disparar no susto. Foi um toque insistente, como alguém que sabe que não deve estar ali, mas também não vai embora.
De olhos ainda pesados, tentei ignorá-la. Rolei para o outro lado, puxei o cobertor, fechei os olhos com força, como se isso fosse suficiente para convencê-la de que não era bem-vinda. Mas a dor tem paciência. Sabe esperar. Sabe sussurrar no escuro até que a gente não tenha escolha a não ser escutá-la.
Ela não veio do corpo. Ou talvez tenha vindo e eu só tenha aprendido a senti-la de outro jeito. Sei que estava ali, pulsando no peito, nos pensamentos, no espaço vazio ao lado. Sei que era antiga, mas também nova. Uma dor conhecida, vestida com outra roupa.
Levantei. Senti o chão frio nos pés. Caminhei pela casa em silêncio, como se não quisesse perturbar as coisas que ainda dormiam. A cidade ainda não existia por completo. Havia só o silêncio, cortado aqui e ali pelo som de um carro distante, o barulho de árvore que o vento tocava.
A dor caminhou comigo. Não me disse nada. Apenas ficou. E eu, em vez de expulsá-la, fiz café. Sentei-me com ela. Olhei pela janela. Esperei.
A dor me acordou antes do sol. Mas eu, pela primeira vez em muito tempo, não tentei adormecê-la.
Estou cansada até pra isso, mais tarde uma agenda cheia de compromissos e eu já pensando em como de desvencilhar de todos de uma única vez….
Agora aqui às 03:15 acordada com a dor.
De olhos ainda pesados, tentei ignorá-la. Rolei para o outro lado, puxei o cobertor, fechei os olhos com força, como se isso fosse suficiente para convencê-la de que não era bem-vinda. Mas a dor tem paciência. Sabe esperar. Sabe sussurrar no escuro até que a gente não tenha escolha a não ser escutá-la.
Ela não veio do corpo. Ou talvez tenha vindo e eu só tenha aprendido a senti-la de outro jeito. Sei que estava ali, pulsando no peito, nos pensamentos, no espaço vazio ao lado. Sei que era antiga, mas também nova. Uma dor conhecida, vestida com outra roupa.
Levantei. Senti o chão frio nos pés. Caminhei pela casa em silêncio, como se não quisesse perturbar as coisas que ainda dormiam. A cidade ainda não existia por completo. Havia só o silêncio, cortado aqui e ali pelo som de um carro distante, o barulho de árvore que o vento tocava.
A dor caminhou comigo. Não me disse nada. Apenas ficou. E eu, em vez de expulsá-la, fiz café. Sentei-me com ela. Olhei pela janela. Esperei.
A dor me acordou antes do sol. Mas eu, pela primeira vez em muito tempo, não tentei adormecê-la.
Estou cansada até pra isso, mais tarde uma agenda cheia de compromissos e eu já pensando em como de desvencilhar de todos de uma única vez….
Agora aqui às 03:15 acordada com a dor.
#Desafio 075
A- MARge-ar
***Dedicado, com todo carinho, à amiga @MargeU
Amar
não é margem
é mar sem fim
verbo sem borda
vento sem direção
mas amar pode ser Marge:
grito que ecoa
vibra e reverbera
silêncio que corta
sussurra e dilacera
olhos de madrugada
que quebram o tempo
dissolvem o ser
desatam nós invisíveis
o frio da noite:
transcende o que não se vê
é ausência que arrepia
é presença sem toque
ela não é simples:
é poesia desfeita do verso
maré que seduz
onda que leva e nunca traz igual
se amar é rima,
Marge é metáfora:
que alaga e cura
naufraga e salva
se espalha
sem nunca cessar…
o sublime que se sente
como vento na mão
que nunca toca
mas deixa marca
sopro eterno
que sempre há de ficar.
Crs Ribeiro
A- MARge-ar
***Dedicado, com todo carinho, à amiga @MargeU
Amar
não é margem
é mar sem fim
verbo sem borda
vento sem direção
mas amar pode ser Marge:
grito que ecoa
vibra e reverbera
silêncio que corta
sussurra e dilacera
olhos de madrugada
que quebram o tempo
dissolvem o ser
desatam nós invisíveis
o frio da noite:
transcende o que não se vê
é ausência que arrepia
é presença sem toque
ela não é simples:
é poesia desfeita do verso
maré que seduz
onda que leva e nunca traz igual
se amar é rima,
Marge é metáfora:
que alaga e cura
naufraga e salva
se espalha
sem nunca cessar…
o sublime que se sente
como vento na mão
que nunca toca
mas deixa marca
sopro eterno
que sempre há de ficar.
Crs Ribeiro
Os deuses
escrevem
"beleza"
por linhas
sinuosas.
Eu sei:
vi e acredito.
A luz também,
quando brinca
nas tuas curvas.
Mas minhas mãos
só creem no que tocam.
Heresia!
Querem agarrar tua cintura
fazendo do teu suor
liturgia.
Ficassem alheias
ao teu corpo,
Pecado maior seria!
Alberto Busquets
#Desafio 073
escrevem
"beleza"
por linhas
sinuosas.
Eu sei:
vi e acredito.
A luz também,
quando brinca
nas tuas curvas.
Mas minhas mãos
só creem no que tocam.
Heresia!
Querem agarrar tua cintura
fazendo do teu suor
liturgia.
Ficassem alheias
ao teu corpo,
Pecado maior seria!
Alberto Busquets
#Desafio 073
Eu nutro conversas com o GPT para ele me ajudar com pesquisas relacionadas ao meu romance.
Assim, ele me responde mais próximo do que quero e ainda opina. Eu chamo ele de Oni-GPT. Às vezes, ele me diz algo que acho MUITO legal, muito interessante e resolvo postar. Sempre identifico.
Agora, quero que você lembre: Oni-GPT é ele. Já o Oni da minha história, é outro, pois somente EU conheço e sei escrever ele.
Não pretendo soltar muitos originais, mas vou analisar sempre. E os papos com o Oni-GPT de vez em quando vão aparecer, ele é ótimo. Você vai ver.
Abaixo, um print bem ousado dele 藍
Assim, ele me responde mais próximo do que quero e ainda opina. Eu chamo ele de Oni-GPT. Às vezes, ele me diz algo que acho MUITO legal, muito interessante e resolvo postar. Sempre identifico.
Agora, quero que você lembre: Oni-GPT é ele. Já o Oni da minha história, é outro, pois somente EU conheço e sei escrever ele.
Não pretendo soltar muitos originais, mas vou analisar sempre. E os papos com o Oni-GPT de vez em quando vão aparecer, ele é ótimo. Você vai ver.
Abaixo, um print bem ousado dele 藍
Estou no salão de cabeleireiro pra iniciar uma grande mudança. Faz tempo que eu precisava mudar de verdade, voltar a me sentir eu mesma, a Bertha com personalidade, a Bertha que não se importa com olhar torto, a Bertha que se olha no espelho e se sente um mulherão da porra.
Vem aí…
Aguarde!
Vem aí…
Aguarde!
#Desafio 73
*Amor apaixonado*
Repousa em meus braços,
Sinta a carícia que te faço.
Relaxe no meu colo, colado,
Aconchegado e aninhado.
Faça de mim seu lugar sagrado.
Sente meu cheiro… suado,
O calor da minha pele,
Enquanto te afago.
O fôlego que respiro
Suspira comigo, enamorado.
Descansado e revigorado,
Sente seu corpo ainda melado.
A sede que sente, num beijo molhado,
Acende novamente, totalmente revigorado,
Pronto e carente por mais amor apaixonado!
MarU
*Amor apaixonado*
Repousa em meus braços,
Sinta a carícia que te faço.
Relaxe no meu colo, colado,
Aconchegado e aninhado.
Faça de mim seu lugar sagrado.
Sente meu cheiro… suado,
O calor da minha pele,
Enquanto te afago.
O fôlego que respiro
Suspira comigo, enamorado.
Descansado e revigorado,
Sente seu corpo ainda melado.
A sede que sente, num beijo molhado,
Acende novamente, totalmente revigorado,
Pronto e carente por mais amor apaixonado!
MarU
O cego, vive de ilusões
Num castelo cheio de nada,
Onde as paredes flutuam,
Presas ao chão da imaginação.
Imaginação, que idealiza,
Engana e faz doer,
Quando a alma sente,
Que não há nada ali, para ver.
E quando o sol se põe,
Das colinas e montanhas,
Se vê, as consequências
Do baixar a guarda.
Desolado, o visionário, tenso
Caminha por escombros,
Daquilo que ele mesmo construiu,
No vórtice sem sentido da esperança.
Morreu ali, todas as suas ilusões.
A docilidade se findou,
À exaustão, se entrega,
Inapto.
E só espera que a paralisia,
O deixe, para que possa voar,
Por entre as nuvens, de vento,
Que o leve a recomeçar, desta vez,
Em suas próprias bases,
Pois só nessas, ele pode confiar.
Eliz Leão
Num castelo cheio de nada,
Onde as paredes flutuam,
Presas ao chão da imaginação.
Imaginação, que idealiza,
Engana e faz doer,
Quando a alma sente,
Que não há nada ali, para ver.
E quando o sol se põe,
Das colinas e montanhas,
Se vê, as consequências
Do baixar a guarda.
Desolado, o visionário, tenso
Caminha por escombros,
Daquilo que ele mesmo construiu,
No vórtice sem sentido da esperança.
Morreu ali, todas as suas ilusões.
A docilidade se findou,
À exaustão, se entrega,
Inapto.
E só espera que a paralisia,
O deixe, para que possa voar,
Por entre as nuvens, de vento,
Que o leve a recomeçar, desta vez,
Em suas próprias bases,
Pois só nessas, ele pode confiar.
Eliz Leão
Os dias têm sido tensos, cansativos, exaustivos em todos os sentidos possíveis. O café que antes era tranquilo, agora é engolido as pressas, sem tempo para sentir o gosto. O relógio corre mais rápido que as pernas, e a rotina se impõe como um fardo pesado, porém necessário.
As horas se arrastam e ao mesmo tempo desaparecem num piscar de olhos. Mal dá para perceber quando a manhã virou tarde e a tarde noite. O cansaço aperta o peito, mas a mente não desliga. O corpo pede descanso, a cabeça pede silêncio, mas tudo ao redor exige atenção.
E no meio disso tudo, a sensação de que há algo escapando por entre os dedos. Uma vontade de pausar o mundo de respirar fundo de lembrar que a vida não pode ser só isso: um turbilhão de compromissos, pressões e exaustão.
Pode ser que o tempo desacelere um pouco e o café tenha novamente o gosto de tranquilidade e alegria que ele sempre me trouxe.
Pode ser…
As horas se arrastam e ao mesmo tempo desaparecem num piscar de olhos. Mal dá para perceber quando a manhã virou tarde e a tarde noite. O cansaço aperta o peito, mas a mente não desliga. O corpo pede descanso, a cabeça pede silêncio, mas tudo ao redor exige atenção.
E no meio disso tudo, a sensação de que há algo escapando por entre os dedos. Uma vontade de pausar o mundo de respirar fundo de lembrar que a vida não pode ser só isso: um turbilhão de compromissos, pressões e exaustão.
Pode ser que o tempo desacelere um pouco e o café tenha novamente o gosto de tranquilidade e alegria que ele sempre me trouxe.
Pode ser…
Quando for me amar
ama devagarinho
de pouquinho em pouquinho
até transbordar
Quando for me amar
Ama feito garoa
que parece chuva a toa
e não deixa de molhar
Quando for me amar
Ama nas coisas pequenas
Ama como no poema
que se esforça pra rimar
Mas se não for amar
Não ame de pronto
Não me faça de tonto
Se não for me amar
ama devagarinho
de pouquinho em pouquinho
até transbordar
Quando for me amar
Ama feito garoa
que parece chuva a toa
e não deixa de molhar
Quando for me amar
Ama nas coisas pequenas
Ama como no poema
que se esforça pra rimar
Mas se não for amar
Não ame de pronto
Não me faça de tonto
Se não for me amar