#Desafio 026
“Sussurros e Espelhos” é um conto sobre o tempo, o amor e a aceitação. Não é sobre apenas mais um dia, mas “o dia”, em que o protagonista se redescobre nos reflexos de sua vida. Entre cafés silenciosos, mensagens que atravessam distâncias e memórias que aquecem o peito, ele encontra a paz de ser imperfeito e a coragem de se reconhecer inteiro.
Dedicado a Alberto, uma pessoa mais que especial, que hoje celebra sua vida. Que este texto, como um abraço em palavras, inspire reflexões suaves e lhe traga o calor de quem o admira profundamente.
Feliz aniversário!
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Eliz Leão
Quanto tempo temos nós?
Talvez o bastante,
e ainda assim muito pouco!
Um tanto e um bocado,
uma pitada e um punhado,
dissolvendo em calda
no caldeirão
de calendários...
Quarenta e sete
é um número modesto,
em que já coube
muitas vidas.
Mas o amor ainda
transborda!
O esperançar
escorre leve,
de cabeça erguida
e peito aberto!
Ainda há muita calda
para entornar,
adoçar
e celebrar,
com as melhores
companhias
(e companheira)
dos sonhos
e do mundo!
Alberto Busquets.
#Desafio 026
Talvez o bastante,
e ainda assim muito pouco!
Um tanto e um bocado,
uma pitada e um punhado,
dissolvendo em calda
no caldeirão
de calendários...
Quarenta e sete
é um número modesto,
em que já coube
muitas vidas.
Mas o amor ainda
transborda!
O esperançar
escorre leve,
de cabeça erguida
e peito aberto!
Ainda há muita calda
para entornar,
adoçar
e celebrar,
com as melhores
companhias
(e companheira)
dos sonhos
e do mundo!
Alberto Busquets.
#Desafio 026
Quanto olhar existe no amor.
Quanto respeito
Quanto entender
Quão profundo é o cristalino de alguém, que nos desvenda devagar.
Em pequenas minúcias
Saboreando lentamente
A cada piscar de olhos.
Quanto tudo há no amor
Que faz você parar de olhar a si mesmo, pra apenas sentir aquele outro.
Quanta alma você vê, quando sente?
É mais que toque
É muito mais forte que o cheiro
Sabor ou sensação.
É o que faz retumbante o coração.
Que faz suar a mão, pelo simples roçar, ou pelo medo do não.
Quanto tempo tem o amor?
Tempo suficiente para olhar, para dentro de si mesmo?
Quanto cuidar, tem ali, no teu amor, que te faz acolher e ao mesmo tempo saber dar os espaços necessários, para que esse amor, seja sentido, visto, cuidado e amado pelo seu amor.
O tremor sôfrego, de uma voz embargada, ao reconhecer no outro, a alma amada.
O trêmular de uma carne, desejosa pela mulher amada.
O aconchego intenso, do arfar, andando na mesma, linda e longa estrada.
Eliz Leão
Quanto respeito
Quanto entender
Quão profundo é o cristalino de alguém, que nos desvenda devagar.
Em pequenas minúcias
Saboreando lentamente
A cada piscar de olhos.
Quanto tudo há no amor
Que faz você parar de olhar a si mesmo, pra apenas sentir aquele outro.
Quanta alma você vê, quando sente?
É mais que toque
É muito mais forte que o cheiro
Sabor ou sensação.
É o que faz retumbante o coração.
Que faz suar a mão, pelo simples roçar, ou pelo medo do não.
Quanto tempo tem o amor?
Tempo suficiente para olhar, para dentro de si mesmo?
Quanto cuidar, tem ali, no teu amor, que te faz acolher e ao mesmo tempo saber dar os espaços necessários, para que esse amor, seja sentido, visto, cuidado e amado pelo seu amor.
O tremor sôfrego, de uma voz embargada, ao reconhecer no outro, a alma amada.
O trêmular de uma carne, desejosa pela mulher amada.
O aconchego intenso, do arfar, andando na mesma, linda e longa estrada.
Eliz Leão
#Desafio 26
*Querer*
Queria ser tocada,
Como quem tem muita vontade.
Queria ser amada, de verdade.
Queria sentir adrenalina,
Como quem faz, pela primeira vez, algo na vida.
Queria viver a nostalgia, antes que seja tarde.
Queria parar este momento,
Desafiar as leis da física e da lógica.
Criar uma fenda no tempo,
Para viver uma outra história.
Queria poder sair sem rumo, daqui,
Encontrar no caminho tudo
Que sempre sonhei e nunca pude conseguir.
Queria o querer, em reciprocidade,
Viver como se os sonhos fossem verdade.
Queria e quero, porque sou poeta:
Sonhadora, romântica assumida.
E querer é poder, dentro da minha poesia.
MarU
*Querer*
Queria ser tocada,
Como quem tem muita vontade.
Queria ser amada, de verdade.
Queria sentir adrenalina,
Como quem faz, pela primeira vez, algo na vida.
Queria viver a nostalgia, antes que seja tarde.
Queria parar este momento,
Desafiar as leis da física e da lógica.
Criar uma fenda no tempo,
Para viver uma outra história.
Queria poder sair sem rumo, daqui,
Encontrar no caminho tudo
Que sempre sonhei e nunca pude conseguir.
Queria o querer, em reciprocidade,
Viver como se os sonhos fossem verdade.
Queria e quero, porque sou poeta:
Sonhadora, romântica assumida.
E querer é poder, dentro da minha poesia.
MarU
#Desafio 025
Confiamos em nós:
adultos, centrados, racionais.
Mas no fundo, sabemos:
a razão também tropeça.
Permitimo-nos:
flertar com o instante,
desejar o improvável;
descobrir o fogo que queima e escapa,
o abraço que não prende.
E então, nos abandonamos:
ao instinto que ri da lógica,
à paixão que descompassa o peito;
à emoção que é rasgo e cura.
Sonhamo-nos:
entrelaçados no acaso que escorre,
amados de maneira imperfeita:
plenamente saciados…
Ou talvez não.
Crs Ribeiro
Confiamos em nós:
adultos, centrados, racionais.
Mas no fundo, sabemos:
a razão também tropeça.
Permitimo-nos:
flertar com o instante,
desejar o improvável;
descobrir o fogo que queima e escapa,
o abraço que não prende.
E então, nos abandonamos:
ao instinto que ri da lógica,
à paixão que descompassa o peito;
à emoção que é rasgo e cura.
Sonhamo-nos:
entrelaçados no acaso que escorre,
amados de maneira imperfeita:
plenamente saciados…
Ou talvez não.
Crs Ribeiro
#Desafio 25
*Sentimento amigo*
Sentir falta
É permitir.
Deixar vir,
Sentimento amigo.
Conduzir ao interno
E deixar ir.
Voar livre,
Voar solto,
Deixar ir.
E se quiser voltar
Deixar vir.
E se quiser doer
Deixa sentir!
Deixa vir!
Deixa ir!
Sentimento sentido,
Mesmo doído
É sentimento,
Que seja bem vindo!
O que importa
É não deixar de sentir.
Sentimento é sempre amigo.
MarU
*Sentimento amigo*
Sentir falta
É permitir.
Deixar vir,
Sentimento amigo.
Conduzir ao interno
E deixar ir.
Voar livre,
Voar solto,
Deixar ir.
E se quiser voltar
Deixar vir.
E se quiser doer
Deixa sentir!
Deixa vir!
Deixa ir!
Sentimento sentido,
Mesmo doído
É sentimento,
Que seja bem vindo!
O que importa
É não deixar de sentir.
Sentimento é sempre amigo.
MarU
Escrevo sobre a falta:
A falta da sua mão na minha;
a falta do seu corpo no meu.
Escrevo sobre o vazio...
O vazio entre sua boca e a minha;
O vazio entre seu olhar e o meu.
Escrevo, e não basta.
Posso preencher páginas
e mais páginas de rimas...
A distância não muda.
O amor não muda.
O tempo muda?
Não vi se ele já correu.
Tinta, rascunhos,
telas, bits, bytes,
céus e nuvens.
Entre as linhas celestiais
eu te quero ainda mais.
E cada rima não rimada
encontra-me sonhando
sob as estrelas, na sacada
perdidamente
inteiramente
profundamente
teu.
Alberto Busquets.
#Desafio 025
A falta da sua mão na minha;
a falta do seu corpo no meu.
Escrevo sobre o vazio...
O vazio entre sua boca e a minha;
O vazio entre seu olhar e o meu.
Escrevo, e não basta.
Posso preencher páginas
e mais páginas de rimas...
A distância não muda.
O amor não muda.
O tempo muda?
Não vi se ele já correu.
Tinta, rascunhos,
telas, bits, bytes,
céus e nuvens.
Entre as linhas celestiais
eu te quero ainda mais.
E cada rima não rimada
encontra-me sonhando
sob as estrelas, na sacada
perdidamente
inteiramente
profundamente
teu.
Alberto Busquets.
#Desafio 025
#
A chama
nos teus olhos
me chama
a bailar.
A chama
dos meus olhos
te clama.
Insana!
A chama
dos teus olhos
consome
o meu ar...
A chama
chamusca
a cama.
A cama
inflama
os corpos.
Os corpos
em chamas
não ardem:
Incorporam
o fogo
faminto
sedento
de dentro
ao centro
do leito-mundo
ao sol-tesão,
iluminando fundo
nosso ardente
desejo-imensidão.
Alberto Busquets.
#Desafio 024
A chama
nos teus olhos
me chama
a bailar.
A chama
dos meus olhos
te clama.
Insana!
A chama
dos teus olhos
consome
o meu ar...
A chama
chamusca
a cama.
A cama
inflama
os corpos.
Os corpos
em chamas
não ardem:
Incorporam
o fogo
faminto
sedento
de dentro
ao centro
do leito-mundo
ao sol-tesão,
iluminando fundo
nosso ardente
desejo-imensidão.
Alberto Busquets.
#Desafio 024
#Desafio 24
#
Em ti, me dissolvo.
Meu corpo vago te exige:
não há dúvidas em meu ser.
Faço do toque
o meu sacramento,
em que a carne se desfaz
e a alma me abandona
quando tua boca
encontra meu caos.
Não me beijas,
me consomes
com a fome primitiva de teus dentes.
As marcas que aninho em tua pele,
são brasões do querer
que desmente o tempo
e proclama, sem temor,
a única verdade: nós.
Arrasto-te à cama
não por alívio,
mas pela doce centelha,
fagulha do desespero
que devora o que sou.
Entrego-me a ti
não para amar apenas,
mas para subverter
toda ordem do mundo,
derrotar minhas crenças,
romper a moralidade
entre o que fui e o que me tornarei.
Em ti, me aniquilo.
Teus dedos são aço,
meus seios, oferendas.
Renuncio a mim mesma
em gemidos que se esvaem:
o prazer é morte sublime
que nos faz, por um instante,
existir.
Toda tua,
me deixo levar
ao frenesi de tua posse,
onde tudo se perde
e aprendo que o desejo,
de tanto pulsar,
esqueceu de saber
o que é apenas ser.
Crs Ribeiro
#
Em ti, me dissolvo.
Meu corpo vago te exige:
não há dúvidas em meu ser.
Faço do toque
o meu sacramento,
em que a carne se desfaz
e a alma me abandona
quando tua boca
encontra meu caos.
Não me beijas,
me consomes
com a fome primitiva de teus dentes.
As marcas que aninho em tua pele,
são brasões do querer
que desmente o tempo
e proclama, sem temor,
a única verdade: nós.
Arrasto-te à cama
não por alívio,
mas pela doce centelha,
fagulha do desespero
que devora o que sou.
Entrego-me a ti
não para amar apenas,
mas para subverter
toda ordem do mundo,
derrotar minhas crenças,
romper a moralidade
entre o que fui e o que me tornarei.
Em ti, me aniquilo.
Teus dedos são aço,
meus seios, oferendas.
Renuncio a mim mesma
em gemidos que se esvaem:
o prazer é morte sublime
que nos faz, por um instante,
existir.
Toda tua,
me deixo levar
ao frenesi de tua posse,
onde tudo se perde
e aprendo que o desejo,
de tanto pulsar,
esqueceu de saber
o que é apenas ser.
Crs Ribeiro
Tinta dourada, banha a pele, do sol pleno, faz corpo moreno.
Tem suor, sal areia e por do sol.
Tem riso, gargalhada, sorriso aberto e mão dada.
Tem natureza, suas belezas, que brindam os olhos, nas asas de uma borboleta.
Tem gostinho de férias perdidas, há muito tempo, nunca mais tida.
Tem tanto amor, entre família, brincadeiras e descanso, risos e comida.
Eliz Leão
Tem suor, sal areia e por do sol.
Tem riso, gargalhada, sorriso aberto e mão dada.
Tem natureza, suas belezas, que brindam os olhos, nas asas de uma borboleta.
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Tem tanto amor, entre família, brincadeiras e descanso, risos e comida.
Eliz Leão