#Desafio 223
*Criado mudo*
No criado mudo,
a luz no meu abajur
se tornou testemunha
da minha falha.
Sonhando acordada,
repassando
cada palavra
detalhada…
Querendo o impossível,
distante.
Não podendo
dar-se ao prazer…
relutante.
Enquanto tudo
me faz pensar
em você…
A cada instante.
MarU
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Inspiração Enterna
#Desafio 218
*A verdade é um tédio*
Com um lápis na mão,
crio asas.
Visto a carapuça de vilã,
sou vira-casacas.
Me faço sem vergonha,
sou a vivant.
Não tenho amarras
entre o papel
e a palavra.
Eu crio minha própria história,
aprecio meus momentos de vitória.
Até fechar o caderno,
guardando minhas notas,
e desfazer meu belo castelo.
Retornar à realidade,
com requintes de crueldade.
Na vida real,
não há escapatória:
a verdade é um tédio.
MarU
*A verdade é um tédio*
Com um lápis na mão,
crio asas.
Visto a carapuça de vilã,
sou vira-casacas.
Me faço sem vergonha,
sou a vivant.
Não tenho amarras
entre o papel
e a palavra.
Eu crio minha própria história,
aprecio meus momentos de vitória.
Até fechar o caderno,
guardando minhas notas,
e desfazer meu belo castelo.
Retornar à realidade,
com requintes de crueldade.
Na vida real,
não há escapatória:
a verdade é um tédio.
MarU
#Desafio 215
*Letras arcaicas*
Em letras arcaicas,
a lápis ou caneta,
escrevo algumas palavras
sem teclas.
Palavras secretas
que Wi-Fi não entrega,
marcações discretas
neste caderno,
em linhas retas.
Escrevo…
e, neste texto,
não me desvio…
é o pensamento, afinco,
neste singelo poema
que dedico
a um dia inteiro
de saudades,
sem você.
MarU
*Letras arcaicas*
Em letras arcaicas,
a lápis ou caneta,
escrevo algumas palavras
sem teclas.
Palavras secretas
que Wi-Fi não entrega,
marcações discretas
neste caderno,
em linhas retas.
Escrevo…
e, neste texto,
não me desvio…
é o pensamento, afinco,
neste singelo poema
que dedico
a um dia inteiro
de saudades,
sem você.
MarU
Aos domingos,
minha alma pesa mais
Feito um barquinho,
bem longe do cais.
Talvez na segunda
Talvez, nunca mais.
#desafio 365/218
minha alma pesa mais
Feito um barquinho,
bem longe do cais.
Talvez na segunda
Talvez, nunca mais.
#desafio 365/218
#Desafio 226
#
BEIJOS QUE FAZEM SENTIDOS
Visão
Tua boca… se aproxima.
Se aproxima.
Meus olhos… ardem.
Ardem de te ver.
Teu lábio inferior, carnudo,
brilha, fruta proibida.
A distância entre nós:
um fio.
Fio que vibra,
fio que arrebenta.
Quando rompe,
meu corpo já não é o mesmo.
Nunca mais.
Olfato
O cheiro da tua pele… me invade.
Invade antes do toque.
Calor.
Suor.
Traço de pele queimada pelo desejo.
Selvagem.
Teu.
Convite.
Ameaça.
Eu respiro… e já é demais.
Tato
Então… o toque.
Minha pele… arrepia.
Cada poro… pede mais.
Meus seios reagem antes de mim,
rígidos, apontando,
sabendo.
Sabendo onde tua mão
ou tua língua
vão chegar.
Respiro.
Sinto.
Entrego.
Ondas.
Ondas que explodem.
Paladar
Te provo.
Sal.
Noite.
Promessa… de perdição.
Tua língua brinca.
Comanda.
Invade.
Retira.
Retorna.
Invade de novo.
Fode minha boca que responde,
avida,
rebola,
sempre contra a tua.
Audição
O som… é explícito:
molhado, urgente.
Ahhh…
Ahhh…
Gemidos…
escorrem
entre teus dentes.
A umidade escorre,
escandalosa,
denuncia minha fome.
A pressão aumenta.
Aumenta.
Tuas mãos prendem minha nuca.
Teu corpo… cola no meu.
Sabor profundo.
Mais sujo.
Mais nosso.
Tua língua… me toma inteira.
Teu beijo… me engole.
Me engole.
Sem piedade.
Me arqueio.
Me entrego.
Gozo.
Antes… do fim.
Gozo… na tua boca.
No som.
No gosto.
No toque.
No cheiro.
Na visão… de ti.
E percebo, arfando,
que todo o meu corpo
agora é teu idioma.
Meu idioma.
Crs Ribeiro
#
BEIJOS QUE FAZEM SENTIDOS
Visão
Tua boca… se aproxima.
Se aproxima.
Meus olhos… ardem.
Ardem de te ver.
Teu lábio inferior, carnudo,
brilha, fruta proibida.
A distância entre nós:
um fio.
Fio que vibra,
fio que arrebenta.
Quando rompe,
meu corpo já não é o mesmo.
Nunca mais.
Olfato
O cheiro da tua pele… me invade.
Invade antes do toque.
Calor.
Suor.
Traço de pele queimada pelo desejo.
Selvagem.
Teu.
Convite.
Ameaça.
Eu respiro… e já é demais.
Tato
Então… o toque.
Minha pele… arrepia.
Cada poro… pede mais.
Meus seios reagem antes de mim,
rígidos, apontando,
sabendo.
Sabendo onde tua mão
ou tua língua
vão chegar.
Respiro.
Sinto.
Entrego.
Ondas.
Ondas que explodem.
Paladar
Te provo.
Sal.
Noite.
Promessa… de perdição.
Tua língua brinca.
Comanda.
Invade.
Retira.
Retorna.
Invade de novo.
Fode minha boca que responde,
avida,
rebola,
sempre contra a tua.
Audição
O som… é explícito:
molhado, urgente.
Ahhh…
Ahhh…
Gemidos…
escorrem
entre teus dentes.
A umidade escorre,
escandalosa,
denuncia minha fome.
A pressão aumenta.
Aumenta.
Tuas mãos prendem minha nuca.
Teu corpo… cola no meu.
Sabor profundo.
Mais sujo.
Mais nosso.
Tua língua… me toma inteira.
Teu beijo… me engole.
Me engole.
Sem piedade.
Me arqueio.
Me entrego.
Gozo.
Antes… do fim.
Gozo… na tua boca.
No som.
No gosto.
No toque.
No cheiro.
Na visão… de ti.
E percebo, arfando,
que todo o meu corpo
agora é teu idioma.
Meu idioma.
Crs Ribeiro
NASCENTE
Era o primeiro sábado do outono, e o sol nasceu às seis e quinze. Eu lembro porque vi o céu se abrindo pela janelinha do banheiro, enquanto tomava um banho bem quente, como me orientaram a fazer. Bom, duvido que tenham falado em “bem” quente, talvez tenham usado a palavra “morno”. Nunca fui adepta ao morno, quando se trata de água do banho, de café, ou de vida.
O banho ajudou, de fato. Acalmou-me e lembrou-me de que estava pronta. Eu já vinha me preparando há meses, ou há uma vida inteira. Mas quem sabe quando começa a vida e quando começa a preparação?
Eu só não sabia o dia exato em que partiria.
Fui avisada um pouco antes das seis. Acordei assustada, ao saber que enfim havia chegado o dia. A grande viagem estava prestes a começar. Eu já tinha aceitado que seria só partida. Que eu não voltaria para casa, para a vida de antes.
Eu deveria me aprontar com calma. Se a jornada seria longa, não havia porque me apressar. Tomei o banho quente e longo, vi o sol nascente. As malas estavam feitas há semanas, mas conferi mais uma vez. Tudo certo na minha e na dele.
Caminhei um pouco, no corredor de casa, sentindo tudo: a dor, o medo, a emoção.
Deitei de novo. Ainda havia tempo. Ponderei se deveria avisar meus pais e os amigos mais próximos. Não avisei ainda. Haveria espaço para inseri-los em outro momento.
Liguei a televisão do quarto. Não que eu fosse conseguir assistir a qualquer coisa naquela situação, mas precisava abafar o silêncio incômodo do amanhecer.
O marido insistiu que eu comesse, mas meu ventre, agitado, avisava que não seria boa ideia colocar mais nada para dentro. Agradeci pelos ovos cozidos que ele me trouxe na cama, mas prometi levá-los na viagem. Esqueci na mesa de cabeceira.
Era meio-dia quando entendemos que era hora. Despedi-me da minha casa, da antiga realidade, inalando o cheio forte do café que não consegui tomar. O marido carregou as malas e eu carreguei a vida até a garagem.
O trajeto de carro não foi longo, mas demorou uma eternidade. Foi desconfortável, quase impossível. Cada curva aumentava meu sufocamento.
Depois, o desconforto deu lugar à maior dor do mundo. Entre as dores, lágrimas. Entre as lágrimas, sorrisos. Um sonho estava ganhando corpo.
Horas se passaram, uma tarde inteira.
Às dezoito e trinta, o sol se pôs. Eu vi, pela janela, as cores alaranjadas no céu, no momento em que eu entregava minha última energia, minha última força. Enquanto anoitecia lá fora, ali dentro a luz nascente da vida vibrava. Vi aqueles dois olhinhos arregalados me olhando pela primeira vez.
E entendi que já não era a mesma que parti. Outra eu retornaria à casa, com uma nova vida no colo.
Era o primeiro sábado do outono, e o sol nasceu às seis e quinze. Eu lembro porque vi o céu se abrindo pela janelinha do banheiro, enquanto tomava um banho bem quente, como me orientaram a fazer. Bom, duvido que tenham falado em “bem” quente, talvez tenham usado a palavra “morno”. Nunca fui adepta ao morno, quando se trata de água do banho, de café, ou de vida.
O banho ajudou, de fato. Acalmou-me e lembrou-me de que estava pronta. Eu já vinha me preparando há meses, ou há uma vida inteira. Mas quem sabe quando começa a vida e quando começa a preparação?
Eu só não sabia o dia exato em que partiria.
Fui avisada um pouco antes das seis. Acordei assustada, ao saber que enfim havia chegado o dia. A grande viagem estava prestes a começar. Eu já tinha aceitado que seria só partida. Que eu não voltaria para casa, para a vida de antes.
Eu deveria me aprontar com calma. Se a jornada seria longa, não havia porque me apressar. Tomei o banho quente e longo, vi o sol nascente. As malas estavam feitas há semanas, mas conferi mais uma vez. Tudo certo na minha e na dele.
Caminhei um pouco, no corredor de casa, sentindo tudo: a dor, o medo, a emoção.
Deitei de novo. Ainda havia tempo. Ponderei se deveria avisar meus pais e os amigos mais próximos. Não avisei ainda. Haveria espaço para inseri-los em outro momento.
Liguei a televisão do quarto. Não que eu fosse conseguir assistir a qualquer coisa naquela situação, mas precisava abafar o silêncio incômodo do amanhecer.
O marido insistiu que eu comesse, mas meu ventre, agitado, avisava que não seria boa ideia colocar mais nada para dentro. Agradeci pelos ovos cozidos que ele me trouxe na cama, mas prometi levá-los na viagem. Esqueci na mesa de cabeceira.
Era meio-dia quando entendemos que era hora. Despedi-me da minha casa, da antiga realidade, inalando o cheio forte do café que não consegui tomar. O marido carregou as malas e eu carreguei a vida até a garagem.
O trajeto de carro não foi longo, mas demorou uma eternidade. Foi desconfortável, quase impossível. Cada curva aumentava meu sufocamento.
Depois, o desconforto deu lugar à maior dor do mundo. Entre as dores, lágrimas. Entre as lágrimas, sorrisos. Um sonho estava ganhando corpo.
Horas se passaram, uma tarde inteira.
Às dezoito e trinta, o sol se pôs. Eu vi, pela janela, as cores alaranjadas no céu, no momento em que eu entregava minha última energia, minha última força. Enquanto anoitecia lá fora, ali dentro a luz nascente da vida vibrava. Vi aqueles dois olhinhos arregalados me olhando pela primeira vez.
E entendi que já não era a mesma que parti. Outra eu retornaria à casa, com uma nova vida no colo.
O Livro Nossos Medos é um romance contemporâneo escrito pela autora Mari Adriano, nascida em Florianópolis.
Escolhi esta leitura para meu projeto de ler e divulgar os livros nacionais, depois que li algumas indicações e me interessei pelo tema.
O livro conta a história de duas irmãs gêmeas que, por serem idênticas fisicamente e muito diferentes na personalidade, se ajudam em momentos difíceis, trocando de papel.
Isa tem ansiedade social e Bianca tem medo de animais. Será mais fácil assumir o papel da outra e ter essa contrapartida quando precisar do que enfrentar seus medos? Elas preferem ir por esse caminho e, por conta disso, se envolvem em algumas confusões.
Enquanto você está se divertindo com essas confusões, você aprenderá sobre ansiedade social e terá acesso a algumas dicas para lidar com esse tipo de problema.
Conhecendo um pouco mais Bianca e sua mania de controlar tudo, você também, entenderá o quanto isso pode fazer mal.
Os personagens são cativantes pois você se identifica, seja por alguma dificuldade social, por ter medo de animal, por querer ter tudo sob controle, por sua mãe ter um namorado, por não conseguir estágio ou até por paquerar um colega sarado da academia.
O livro traz lições, além das dicas para lidar com seus medos, ele mostra que mesmo amando e querendo proteger, precisamos respeitar o espaço do outro. Mostra que não dá para rotular ninguém. A garota sem graça da academia pode ser a companhia mais divertida. O namorado da sua mãe que está invadindo seu espaço, pode lhe dar a maior oportunidade da vida e a youtuber mais descolada pode estar cheia de medos e manias.
Eu ri, chorei, me emocionei.
Na parte do romance, que é muito fofa, como eu torci pra dar certo...
Um romance perfeito para quem gosta de histórias leves e divertidas, mas que também despertam reflexões importantes.
Um dos meus preferidos do ano. Me prendeu tanto que li até as 4 da manhã, sem conseguir parar. Leia e me conte.
Escolhi esta leitura para meu projeto de ler e divulgar os livros nacionais, depois que li algumas indicações e me interessei pelo tema.
O livro conta a história de duas irmãs gêmeas que, por serem idênticas fisicamente e muito diferentes na personalidade, se ajudam em momentos difíceis, trocando de papel.
Isa tem ansiedade social e Bianca tem medo de animais. Será mais fácil assumir o papel da outra e ter essa contrapartida quando precisar do que enfrentar seus medos? Elas preferem ir por esse caminho e, por conta disso, se envolvem em algumas confusões.
Enquanto você está se divertindo com essas confusões, você aprenderá sobre ansiedade social e terá acesso a algumas dicas para lidar com esse tipo de problema.
Conhecendo um pouco mais Bianca e sua mania de controlar tudo, você também, entenderá o quanto isso pode fazer mal.
Os personagens são cativantes pois você se identifica, seja por alguma dificuldade social, por ter medo de animal, por querer ter tudo sob controle, por sua mãe ter um namorado, por não conseguir estágio ou até por paquerar um colega sarado da academia.
O livro traz lições, além das dicas para lidar com seus medos, ele mostra que mesmo amando e querendo proteger, precisamos respeitar o espaço do outro. Mostra que não dá para rotular ninguém. A garota sem graça da academia pode ser a companhia mais divertida. O namorado da sua mãe que está invadindo seu espaço, pode lhe dar a maior oportunidade da vida e a youtuber mais descolada pode estar cheia de medos e manias.
Eu ri, chorei, me emocionei.
Na parte do romance, que é muito fofa, como eu torci pra dar certo...
Um romance perfeito para quem gosta de histórias leves e divertidas, mas que também despertam reflexões importantes.
Um dos meus preferidos do ano. Me prendeu tanto que li até as 4 da manhã, sem conseguir parar. Leia e me conte.
#Desafio 211
*Senhora do caos*
Sou uma bagunça
em forma de gente.
Tumulto,
gritaria…
um caos absurdo!
Minha vida
sempre foi desarmonia.
Falando em desarmonia,
“demônia”…
já me foi adjetivo
em linguajar chulo.
Sou completamente imperfeita…
e sei que o sou.
Mas não sou do mal,
sou um ser humano
fruto do caos
em busca do amor.
Entrar na minha vida
é uma escolha
sem pé nem cabeça.
Uma vez feita,
não há escapatória.
Vou tumultuar você
com as loucuras
da minha cabeça…
bagunçar suas ideias,
revirar seus sentimentos,
te inserir na minha história…
Não te prometo nada!
O inferno é minha casa
e será também a sua,
se adentrar meu submundo
por sua própria escolha.
E aqui,
você irá crescer…
e, com o tempo,
perceber
que, sem querer,
eu arrumei você
nessa bagunça organizada
que é o meu viver.
A gente se acha,
fora do lugar.
A vida é escolha.
MarU
*Senhora do caos*
Sou uma bagunça
em forma de gente.
Tumulto,
gritaria…
um caos absurdo!
Minha vida
sempre foi desarmonia.
Falando em desarmonia,
“demônia”…
já me foi adjetivo
em linguajar chulo.
Sou completamente imperfeita…
e sei que o sou.
Mas não sou do mal,
sou um ser humano
fruto do caos
em busca do amor.
Entrar na minha vida
é uma escolha
sem pé nem cabeça.
Uma vez feita,
não há escapatória.
Vou tumultuar você
com as loucuras
da minha cabeça…
bagunçar suas ideias,
revirar seus sentimentos,
te inserir na minha história…
Não te prometo nada!
O inferno é minha casa
e será também a sua,
se adentrar meu submundo
por sua própria escolha.
E aqui,
você irá crescer…
e, com o tempo,
perceber
que, sem querer,
eu arrumei você
nessa bagunça organizada
que é o meu viver.
A gente se acha,
fora do lugar.
A vida é escolha.
MarU
#Desafio 220
Ele chegou lento…
manhã fria que se espreguiça na vidraça.
Mês da nova idade.
Novos ciclos.
Talvez caminhos que o destino rabisque
com a ponta cega de um lápis.
Pelo que palpita o teu peito?
O que ainda ousa querer?
Vai ter coragem…
de fazer?
A vida é só passagem:
dias a mais,
vida a menos.
E enquanto fingimos eternidade,
os sonhos criam poeira nos ossos.
Agosto não é acaso.
É a gosto de quem
segura as rédeas.
Tudo é direção.
A vida só floresce
para quem decide.
A caixa de Pandora
se abriu há muito.
Entre escombros e ruínas,
sobrou algo pequeno,
teimoso,
indomável:
Esperança.
Ela está olhando pra você.
E não vai esperar para sempre.
Crs Carneiro
Ele chegou lento…
manhã fria que se espreguiça na vidraça.
Mês da nova idade.
Novos ciclos.
Talvez caminhos que o destino rabisque
com a ponta cega de um lápis.
Pelo que palpita o teu peito?
O que ainda ousa querer?
Vai ter coragem…
de fazer?
A vida é só passagem:
dias a mais,
vida a menos.
E enquanto fingimos eternidade,
os sonhos criam poeira nos ossos.
Agosto não é acaso.
É a gosto de quem
segura as rédeas.
Tudo é direção.
A vida só floresce
para quem decide.
A caixa de Pandora
se abriu há muito.
Entre escombros e ruínas,
sobrou algo pequeno,
teimoso,
indomável:
Esperança.
Ela está olhando pra você.
E não vai esperar para sempre.
Crs Carneiro
Meu amor
Se eu escrevesse
cartas à mão;
ou publicasse uma canção.
Se eu fizesse das palavras
Serenatas
à porta do seu coração;
Você me amaria então?
Ou tudo seria em vão?
Não quero acreditar
que não.
#desafio 365/203
Se eu escrevesse
cartas à mão;
ou publicasse uma canção.
Se eu fizesse das palavras
Serenatas
à porta do seu coração;
Você me amaria então?
Ou tudo seria em vão?
Não quero acreditar
que não.
#desafio 365/203