QUARTA PARTE — Capítulo II Germinal · Capítulo 18 de 40
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QUARTA PARTE — Capítulo II

QUARTA PARTE

Capítulo II

Já na véspera, durante uma reunião realizada na casa de Rasseneur, Étienne e alguns companheiros haviam escolhido os delegados que deveriam comparecer à Direção no dia seguinte. Quando, à noite, a Maheude soube que seu marido estava entre eles, ficou desolada e perguntou se ele queria que os pusessem para fora de casa. O próprio Maheu não aceitara sem relutância. No momento de agir, apesar da injustiça de sua miséria, ambos recaíam na resignação da raça, tremendo diante do dia seguinte, preferindo ainda curvar a espinha. Em geral, na condução da vida, ele confiava no juízo da mulher, que sabia dar bons conselhos. Dessa vez, porém, acabou se irritando, tanto mais que, em segredo, partilhava os temores dela.

— Deixe-me em paz, está bem? — disse, deitando-se e virando-lhe as costas. — Seria bonito abandonar os companheiros!... Estou cumprindo meu dever.

Ela também se deitou. Nenhum dos dois falava. Depois de um longo silêncio, respondeu:

— Você tem razão, vá. Só que, meu pobre velho, estamos perdidos.

O meio-dia soava quando almoçaram, pois o encontro estava marcado para uma hora, no Avantage, de onde seguiriam para a casa do senhor Hennebeau. Havia batatas. Como restava apenas um pedacinho de manteiga, ninguém tocou nele. À noite, teriam fatias de pão com manteiga.

— Você sabe que contamos com você para falar — disse Étienne de repente a Maheu.

Este ficou paralisado, com a voz cortada pela emoção.

— Ah, não, isso já é demais! — exclamou a Maheude. — Aceito que ele vá, mas proíbo que se faça de chefe... Ora essa! Por que ele, e não outro?

Então Étienne se explicou, com sua impetuosa eloquência. Maheu era o melhor operário da mina, o mais estimado, o mais respeitado, aquele que todos citavam por seu bom senso. Na boca dele, portanto, as reivindicações dos mineiros adquiririam força decisiva. A princípio, ele próprio, Étienne, deveria falar, mas estava em Montsou havia pouco tempo. Escutariam melhor um homem antigo da região. Enfim, os companheiros confiavam seus interesses ao mais digno: ele não podia recusar, seria covardia.

A Maheude fez um gesto desesperado.

— Vá, vá, meu homem, deixe que o matem pelos outros. Afinal, eu consinto!

— Mas eu nunca vou saber falar — balbuciou Maheu. — Vou dizer besteiras.

Étienne, feliz por tê-lo convencido, bateu-lhe no ombro.

— Você dirá o que sente, e estará muito bem.

De boca cheia, o pai Bonnemort, cujas pernas começavam a desinchar, escutava, balançando a cabeça. Fez-se silêncio. Quando comiam batatas, as crianças engasgavam e ficavam muito comportadas. Depois de engolir, o velho murmurou lentamente:

— Diga o que quiser, e será como se não tivesse dito nada... Ah, eu já vi, já vi muito dessas coisas! Há quarenta anos, enxotavam a gente da Direção, e ainda por cima a golpes de sabre! Hoje talvez recebam vocês, mas não responderão mais do que essa parede... Ora! Eles têm dinheiro, não se importam!

O silêncio caiu outra vez. Maheu e Étienne se levantaram e deixaram a família abatida diante dos pratos vazios. Ao sair, buscaram Pierron e Levaque; depois, os quatro foram à casa de Rasseneur, onde os delegados dos corons vizinhos chegavam em pequenos grupos. Quando os vinte integrantes da delegação estavam reunidos, estabeleceram as condições que oporiam às da Companhia e partiram para Montsou. O vento cortante do nordeste varria o calçamento. Soavam duas horas quando chegaram.

A princípio, o criado mandou que esperassem e tornou a fechar a porta diante deles. Depois, ao voltar, introduziu-os na sala e abriu as cortinas. Uma luz tênue entrou, filtrada pelas rendas. E os mineiros, deixados sozinhos, não ousaram sentar-se, constrangidos, todos muito limpos, vestidos de tecido grosso, barbeados naquela manhã, com os cabelos e os bigodes amarelados. Retorciam os bonés entre os dedos e lançavam olhares de esguelha para a mobília, uma dessas confusões de todos os estilos que o gosto por velharias pusera na moda: poltronas Henrique II, cadeiras Luís XV, um armário italiano do século XVII, um contador espanhol do século XV, um frontal de altar servindo de lambrequim à lareira e ornamentos de antigas casulas reaplicados nos reposteiros. Aqueles ouros envelhecidos, aquelas sedas antigas de tons fulvos, todo aquele luxo de capela, causavam-lhes um mal-estar respeitoso. Os tapetes orientais pareciam prender-lhes os pés com a lã alta. Mas o que sobretudo os sufocava era o calor, um calor uniforme de calefação, cujo envolvimento os surpreendia depois de terem chegado com as faces geladas pelo vento da estrada. Passaram-se cinco minutos. O constrangimento aumentava naquele bem-estar da sala rica, tão confortavelmente fechada.

Por fim, o senhor Hennebeau entrou, abotoado como um militar, trazendo na sobrecasaca o pequeno laço correto de sua condecoração. Foi o primeiro a falar.

— Ah, aí estão vocês!... Parece que se revoltaram...

Interrompeu-se para acrescentar, com rígida polidez:

— Sentem-se, não tenho nenhuma objeção a conversar.

Os mineiros se entreolharam, procurando assentos. Alguns se arriscaram nas cadeiras; outros, intimidados pelas sedas bordadas, preferiram permanecer de pé.

Houve um silêncio. O senhor Hennebeau, que puxara sua poltrona para diante da lareira, contava-os rapidamente, tentando recordar os rostos. Acabara de reconhecer Pierron, escondido na última fila, e seus olhos haviam parado em Étienne, sentado à sua frente.

— Vejamos — perguntou —, o que têm a me dizer?

Esperava ouvir o jovem tomar a palavra e ficou tão surpreso ao ver Maheu avançar que não pôde deixar de acrescentar:

— Como! O senhor, um bom operário que sempre se mostrou tão razoável, um antigo homem de Montsou, cuja família trabalha no fundo desde a primeira picaretada!... Ah, isso não está certo, entristece-me vê-lo à frente dos descontentes!

Maheu escutava de olhos baixos. Depois começou, a voz de início hesitante e surda:

— Senhor diretor, é justamente porque sou um homem sossegado, a quem ninguém tem o que censurar, que os companheiros me escolheram. Isso deve provar ao senhor que não se trata de uma revolta de arruaceiros, de cabeças ruins procurando provocar desordem. Queremos apenas justiça, estamos cansados de morrer de fome e nos parece que já seria hora de chegar a um acordo, para que tivéssemos ao menos pão todos os dias.

Sua voz se firmava. Ergueu os olhos e continuou, olhando para o diretor:

— O senhor sabe muito bem que não podemos aceitar o novo sistema... Acusam-nos de fazer mal o escoramento. É verdade, não damos a esse trabalho o tempo necessário. Mas, se déssemos, nossa diária diminuiria ainda mais; e, como ela já não chega para nos alimentar, seria o fim de tudo, a vassourada que acabaria de limpar os seus homens. Paguem-nos mais, e faremos melhor o escoramento, dedicaremos à madeira as horas necessárias, em vez de nos matarmos na extração, o único serviço produtivo. Não existe outro acordo possível: o trabalho precisa ser pago para ser feito... E o que inventaram no lugar disso? Uma coisa que não entra em nossa cabeça, veja só! Baixam o preço da vagoneta e depois alegam compensar essa redução pagando o escoramento à parte. Mesmo que isso fosse verdade, continuaríamos sendo roubados, porque o escoramento sempre nos tomaria mais tempo. Mas o que nos enfurece é que nem sequer é verdade: a Companhia não compensa coisa alguma, simplesmente põe dois centavos por vagoneta no bolso. É isso!

— Sim, sim, é verdade — murmuraram os outros delegados, ao verem o senhor Hennebeau fazer um gesto brusco, como se quisesse interrompê-lo.

Maheu, aliás, cortou a palavra do diretor. Agora estava lançado, as palavras vinham por si mesmas. Por momentos, escutava a si próprio com surpresa, como se um estranho falasse dentro dele. Eram coisas acumuladas no fundo do peito, coisas cuja existência nem sequer conhecia e que agora saíam, num transbordamento do coração. Contava a miséria de todos, o trabalho duro, a vida de animal, a mulher e os pequenos gritando de fome em casa. Citou os últimos pagamentos desastrosos, as quinzenas irrisórias, devoradas pelas multas e pelos dias parados, levadas de volta às famílias em lágrimas. Teriam decidido destruí-los?

— Então, senhor diretor — concluiu por fim —, viemos dizer que, se é para morrer de qualquer jeito, preferimos morrer sem fazer nada. Será um cansaço a menos... Abandonamos as minas e só voltaremos a descer se a Companhia aceitar nossas condições. Ela quer baixar o preço da vagoneta e pagar o escoramento à parte. Nós queremos que as coisas continuem como antes e queremos ainda um aumento de cinco centavos por vagoneta... Agora cabe ao senhor decidir se está do lado da justiça e do trabalho.

Vozes se ergueram entre os mineiros:

— É isso... Ele disse o que todos nós pensamos... Só estamos pedindo o que é justo.

Outros, sem falar, manifestavam aprovação com a cabeça. A sala luxuosa desaparecera, com seus ouros e bordados, seu misterioso amontoado de velharias; e eles já nem sentiam o tapete que esmagavam sob os sapatos pesados.

— Deixem-me responder! — acabou gritando o senhor Hennebeau, que começava a se irritar. — Antes de tudo, não é verdade que a Companhia ganhe dois centavos por vagoneta... Vejamos os números.

Seguiu-se uma discussão confusa. O diretor, tentando dividi-los, interpelou Pierron, que se esquivou, gaguejando. Levaque, ao contrário, estava à frente dos mais agressivos, embaralhando as coisas, afirmando fatos que desconhecia. O murmúrio grosso das vozes abafava-se sob os cortinados, no calor de estufa.

— Se todos falarem ao mesmo tempo — retomou o senhor Hennebeau —, jamais chegaremos a um entendimento.

Recuperara a calma, sua polidez rude e sem amargura de administrador que recebera uma ordem e pretendia fazê-la cumprir. Desde as primeiras palavras, não desviava os olhos de Étienne e manobrava para arrancá-lo do silêncio em que o jovem se fechava. Assim, abandonando a discussão dos dois centavos, ampliou bruscamente a questão.

— Não, confessem a verdade: vocês obedecem a instigações detestáveis. É uma peste que agora sopra sobre todos os operários e corrompe até os melhores... Oh, não preciso da confissão de ninguém, vejo muito bem que os transformaram, vocês que antes eram tão tranquilos. Não é verdade? Prometeram-lhes mais manteiga do que pão, disseram-lhes que chegara a vez de vocês serem os patrões... Enfim, estão alistando vocês nessa famosa Internacional, esse exército de bandidos cujo sonho é destruir a sociedade...

Étienne então o interrompeu:

— O senhor está enganado, senhor diretor. Nenhum mineiro de Montsou aderiu ainda. Mas, se continuarem a pressioná-los, todas as minas se alistarão. Depende da Companhia.

A partir desse momento, a luta prosseguiu entre o senhor Hennebeau e ele, como se os outros mineiros já não estivessem ali.

— A Companhia é uma providência para os seus homens, e você faz mal em ameaçá-la. Este ano, ela gastou trezentos mil francos na construção de corons que não lhe rendem nem dois por cento, e não estou falando das pensões que paga, nem do carvão, nem dos remédios que fornece... Você, que parece inteligente, que em poucos meses se tornou um de nossos operários mais hábeis, não faria melhor se difundisse essas verdades, em vez de se perder na companhia de gente de má reputação? Sim, estou falando de Rasseneur, de quem fomos obrigados a nos separar para salvar nossas minas da podridão socialista... Veem você sempre na casa dele, e certamente foi ele quem o levou a criar essa caixa de previdência, que toleraríamos de muito bom grado se fosse apenas uma poupança, mas na qual sentimos uma arma contra nós, um fundo de reserva destinado a pagar as despesas da guerra. E, a esse respeito, devo acrescentar que a Companhia pretende fiscalizar essa caixa.

Étienne o deixava falar, os olhos presos aos dele, os lábios agitados por um pequeno tremor nervoso. Sorriu diante da última frase e respondeu simplesmente:

— Então essa é uma nova exigência, pois até agora o senhor diretor não se preocupou em reclamar essa fiscalização... Infelizmente, o nosso desejo é que a Companhia se ocupe menos de nós e que, em vez de representar o papel de providência, seja simplesmente justa, dando-nos aquilo que nos pertence, o ganho que ela divide entre si. É honesto, a cada crise, deixar os trabalhadores morrerem de fome para salvar os dividendos dos acionistas?... O senhor diretor pode dizer o que quiser, mas o novo sistema é uma redução salarial disfarçada, e é isso que nos revolta, pois, se a Companhia precisa economizar, age muito mal fazendo toda a economia exclusivamente sobre o operário.

— Ah, chegamos a isso! — gritou o senhor Hennebeau. — Eu esperava essa acusação de matar o povo de fome e viver do seu suor! Como pode dizer absurdos desses, você que deveria conhecer os riscos enormes corridos pelo capital na indústria, nas minas, por exemplo? Uma mina completamente equipada custa hoje de um milhão e quinhentos mil a dois milhões de francos; e quanto esforço antes de se obter um lucro medíocre de uma soma tão grande enterrada! Quase metade das companhias mineradoras da França vai à falência... Além disso, é estúpido acusar de crueldade aquelas que prosperam. Quando os operários sofrem, elas próprias sofrem. Acredita que a Companhia não tenha tanto a perder quanto vocês na crise atual? Ela não é senhora dos salários, obedece à concorrência, sob pena de ruína. Acusem os fatos, não a Companhia... Mas vocês não querem ouvir, não querem compreender!

— Sim — disse o jovem —, compreendemos muito bem que nenhuma melhora é possível para nós enquanto as coisas continuarem como estão, e é justamente por isso que os operários acabarão, mais cedo ou mais tarde, organizando-se para que elas sejam diferentes.

Essa frase, tão moderada na forma, foi pronunciada a meia-voz, com tamanha convicção, trêmula de ameaça, que se fez um grande silêncio. Um mal-estar, um sopro de medo atravessou o recolhimento da sala. Os outros delegados, que compreendiam mal, sentiam, porém, que o companheiro acabara de reclamar a parte deles no meio daquele conforto; e recomeçaram a lançar olhares de esguelha para os cortinados acolhedores, para os assentos confortáveis, para todo aquele luxo cuja menor bugiganga pagaria a sopa deles durante um mês.

Por fim, o senhor Hennebeau, que permanecera pensativo, levantou-se para dispensá-los. Todos o imitaram. Étienne deu uma leve cotovelada em Maheu; e este retomou, com a língua já pesada e desajeitada:

— Então, senhor, é só isso que nos responde... Vamos dizer aos outros que rejeita nossas condições.

— Mas eu, meu caro, não rejeito coisa alguma! — exclamou o diretor. — Sou um assalariado como vocês, não tenho aqui mais vontade própria do que o último de seus galibots. Dão-me ordens, e meu único papel é cuidar para que sejam bem executadas. Eu lhes disse o que julguei necessário dizer, mas tomaria muito cuidado antes de decidir... Vocês me trazem suas exigências, eu as transmitirei à Administração e depois lhes comunicarei a resposta.

Falava com seu ar correto de alto funcionário, evitando se exaltar diante das questões, com a secura cortês de um simples instrumento da autoridade. E os mineiros agora o olhavam com desconfiança, perguntando-se de onde ele vinha, que interesse poderia ter em mentir, quanto devia roubar, colocando-se assim entre eles e os verdadeiros patrões. Talvez um intrigante, um homem pago como operário e que vivia tão bem!

Étienne ousou intervir novamente:

— Veja, senhor diretor, como é lamentável que não possamos defender nossa causa pessoalmente. Explicaríamos muitas coisas, encontraríamos razões que necessariamente escapam ao senhor... Se ao menos soubéssemos a quem nos dirigir!

O senhor Hennebeau não se irritou. Chegou mesmo a sorrir.

— Ah, ora! As coisas se complicam, já que vocês não confiam em mim... É preciso ir até lá.

Os delegados acompanharam seu gesto vago, a mão estendida para uma das janelas. Onde ficava esse “lá”? Em Paris, sem dúvida. Mas não sabiam ao certo. Recuava para uma distância aterradora, uma região inacessível e religiosa, onde reinava o deus desconhecido, agachado no fundo de seu tabernáculo. Jamais o veriam; sentiam-no apenas como uma força que, de longe, oprimia os dez mil mineiros de Montsou. E, quando o diretor falava, era essa força que estava atrás dele, escondida e proferindo oráculos.

O desânimo os esmagou. O próprio Étienne ergueu os ombros para lhes indicar que o melhor era partir, enquanto o senhor Hennebeau dava amistosos tapinhas no braço de Maheu, perguntando por Jeanlin.

— Foi uma dura lição, contudo, e ainda assim são vocês que defendem o escoramento malfeito!... Reflitam, meus amigos, e compreenderão que uma greve seria um desastre para todos. Em menos de uma semana, estarão morrendo de fome: o que farão?... De todo modo, conto com o bom senso de vocês e estou convencido de que voltarão ao fundo, no mais tardar, na segunda-feira.

Todos partiam, deixando a sala num pisotear de rebanho, as costas arqueadas, sem responder uma palavra àquela esperança de submissão. O diretor, que os acompanhava, viu-se obrigado a resumir a conversa: de um lado, a Companhia com sua nova tarifa; do outro, os operários exigindo um aumento de cinco centavos por vagoneta. Para não lhes deixar ilusão alguma, julgou necessário avisá-los de que suas condições certamente seriam rejeitadas pela Administração.

— Reflitam antes de fazer tolices — repetiu, inquieto com o silêncio deles.

No vestíbulo, Pierron fez uma profunda reverência, enquanto Levaque fingia recolocar o boné com desenvoltura. Maheu procurava uma palavra para se despedir quando Étienne voltou a tocá-lo com o cotovelo. E todos se retiraram em meio àquele silêncio ameaçador. Apenas a porta tornou a cair, com grande estrondo.

Quando o senhor Hennebeau voltou à sala de jantar, encontrou os convidados imóveis e mudos diante dos licores. Em duas palavras, pôs Deneulin a par da situação, e o rosto deste se tornou ainda mais sombrio. Depois, enquanto bebia o café frio, tentaram falar de outra coisa. Mas até os Grégoire voltaram à greve, admirados de não existirem leis que proibissem os operários de abandonar o trabalho. Paul tranquilizava Cécile, afirmando que aguardavam os gendarmes.

Por fim, a senhora Hennebeau chamou o criado:

— Hippolyte, antes de passarmos à sala, abra as janelas e deixe o ar entrar.

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