Paranóia
O descaso no olhar, o riso baixinho, o tom de falar, o andar afastado, o pensar que te julga, as costas que te abandonam, tudo isso eu vejo, tudo isso sinto!
Sinto? Vejo? Isso realmente existe? Ou será eu e meu egocentrismo? Talvez tudo não passe de um sintoma, da falsa ideia de que eu seja importante.
Ou talvez seja a dor, a dor que reverbera em minha alma desde criança, a dor de ser excluído, deixado de lado, a dor de ser reprimido, a dor do medo de ser eu mesmo!
É! Talvez seja isso! Talvez seja medo de me escarnecerem, de rirem, debocharem! De me acharem ridículo! É isso! É meu medo passado que causa meu medo de agora!
São as dores passadas e os prantos perdidos em meu travesseiro que me jogam com tudo, e então eu afundo no imenso mar da paranóia!
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Eliz Leão
Meu jeito desajeitado
Só queria outro jeito
Colado
Que me deixasse sem jeito
Corado
E me mostrasse que o melhor jeito
É estar ao lado
Mesmo calado
Fernando Paz
Só queria outro jeito
Colado
Que me deixasse sem jeito
Corado
E me mostrasse que o melhor jeito
É estar ao lado
Mesmo calado
Fernando Paz
Ao Dormires...
Poemas Antigos 005
Ah! Os poemas bobinhos da juventude - que vão e que voltam para nós redizer coisas que voltam a fazer sentido!...
Ao Dormires...
Ao deitares, enfim, serei teu manto
A cobrir-te inteira, e abraçar-te;
Ao dormires, serei eu, com tal encanto,
O sonho belo e profundo; e, destarte,
Neste sonho, serei eu o bravo herói,
Que então te salva das garras da maldade
E que dentro de ti a dor destrói
Para que enfim, me adores de verdade.
E, assim, ao acordares encantada
Deste sonho, perfeito conto-de-fada,
Perceba a luz que entra pela janela:
Pois serei eu, também, o brilho do desejo
Que invade o teu quarto e te dá um beijo,
E que ilumina, como o Sol, tua face bela.
Poemas Antigos 005
Ah! Os poemas bobinhos da juventude - que vão e que voltam para nós redizer coisas que voltam a fazer sentido!...
Ao Dormires...
Ao deitares, enfim, serei teu manto
A cobrir-te inteira, e abraçar-te;
Ao dormires, serei eu, com tal encanto,
O sonho belo e profundo; e, destarte,
Neste sonho, serei eu o bravo herói,
Que então te salva das garras da maldade
E que dentro de ti a dor destrói
Para que enfim, me adores de verdade.
E, assim, ao acordares encantada
Deste sonho, perfeito conto-de-fada,
Perceba a luz que entra pela janela:
Pois serei eu, também, o brilho do desejo
Que invade o teu quarto e te dá um beijo,
E que ilumina, como o Sol, tua face bela.
---
Das flores artificiais
sua beleza apenas,
amor jamais...
---
JJr.
Das flores artificiais
sua beleza apenas,
amor jamais...
---
JJr.
Ateliê
Poemas Antigos 003
Mais uma velharia - ops! obra vintage - para vocês. Este está mais bonitinho...
Ateliê
Meu amor é tinta diluída,
Nas saudades de uma pincelada;
E diante da tela calada,
Onde eu pinto esta minha vida,
Em luz-e-sombra, em cor esquecida
No cinza-claro, onde está traçada
Em tinta-a-óleo, sem dizer nada,
A minha Mona Lisa perdida;
És tu o brilho alvo do céu
Que guia sempre este meu pincel
Por sobre o pano, que esta dor corta;
És a mulher que me dá cor bela,
Enchendo de vida esta tela
Da minha vã natureza-morta.
Poemas Antigos 003
Mais uma velharia - ops! obra vintage - para vocês. Este está mais bonitinho...
Ateliê
Meu amor é tinta diluída,
Nas saudades de uma pincelada;
E diante da tela calada,
Onde eu pinto esta minha vida,
Em luz-e-sombra, em cor esquecida
No cinza-claro, onde está traçada
Em tinta-a-óleo, sem dizer nada,
A minha Mona Lisa perdida;
És tu o brilho alvo do céu
Que guia sempre este meu pincel
Por sobre o pano, que esta dor corta;
És a mulher que me dá cor bela,
Enchendo de vida esta tela
Da minha vã natureza-morta.
Num surto de reverendíssima besta,
Seguem, ludibriando milhares de seguidores.
Mente apequenada, desejando ser quem humilha,
Desejando ser quem habita, a mansão tão bem quista.
Seguem os tolos, iludentes,
Picaretas das mais altas patentes.
Enriquecem com a burrice alheia,
Perpetuando sua própria sementeira.
Fofocas, crimes e falsidades.
Vendem sonhos em vittines de maldades.
Nutrem a si mesmos, iludindo a quem quer que os assista.
O importante é ser bem quista, mesmo que o crime se repita.
Pousa para holofotes, e os deslumbrados, apequenados,
Pedem autógrafo a não bem vista.
O que importa é o dinheiro, que afanou "à mão pequena."
Investigada, ameninada, fazendo a louca, ri e faz piada.
Na certeza de todo rico,
Faço de tudo, eu pago isso!
Eliz Leão
Seguem, ludibriando milhares de seguidores.
Mente apequenada, desejando ser quem humilha,
Desejando ser quem habita, a mansão tão bem quista.
Seguem os tolos, iludentes,
Picaretas das mais altas patentes.
Enriquecem com a burrice alheia,
Perpetuando sua própria sementeira.
Fofocas, crimes e falsidades.
Vendem sonhos em vittines de maldades.
Nutrem a si mesmos, iludindo a quem quer que os assista.
O importante é ser bem quista, mesmo que o crime se repita.
Pousa para holofotes, e os deslumbrados, apequenados,
Pedem autógrafo a não bem vista.
O que importa é o dinheiro, que afanou "à mão pequena."
Investigada, ameninada, fazendo a louca, ri e faz piada.
Na certeza de todo rico,
Faço de tudo, eu pago isso!
Eliz Leão
#Desafio138
Feitiço
Silêncio:
expectativas desbotadas.
Lençol esquecido no varal
de um amor que não seca mais.
Fui temperança,
plantei paciência em terra rachada,
reguei com esperança:
engoliu-me o deserto.
O tempo não é santo,
não conserta,
não cura tudo.
O amor não basta.
Sozinho, cansa.
Fingi não ver.
Fingi não doer.
Fingi que esperar era amar.
Atriz do próprio abandono,
roteiro escrito à lápis,
alma gritando entre cenas.
A hora de cortar o nó
badalou dentro do peito.
Sem piedade.
Algo morreu.
Não te culpo,
nem me culpo mais.
A vida não é tribunal,
é estrada.
E eu sigo.
Nem sempre reta,
mas sempre minha.
Sou feitiço,
não súplica.
A minha escolha
sou Eu.
Mesmo depois da queda.
Ou talvez…
por causa dela.
Crs Ribeiro
Feitiço
Silêncio:
expectativas desbotadas.
Lençol esquecido no varal
de um amor que não seca mais.
Fui temperança,
plantei paciência em terra rachada,
reguei com esperança:
engoliu-me o deserto.
O tempo não é santo,
não conserta,
não cura tudo.
O amor não basta.
Sozinho, cansa.
Fingi não ver.
Fingi não doer.
Fingi que esperar era amar.
Atriz do próprio abandono,
roteiro escrito à lápis,
alma gritando entre cenas.
A hora de cortar o nó
badalou dentro do peito.
Sem piedade.
Algo morreu.
Não te culpo,
nem me culpo mais.
A vida não é tribunal,
é estrada.
E eu sigo.
Nem sempre reta,
mas sempre minha.
Sou feitiço,
não súplica.
A minha escolha
sou Eu.
Mesmo depois da queda.
Ou talvez…
por causa dela.
Crs Ribeiro
Soneto modernista
Poemas antigos 001
Encontrei um arquivo bem antigo, perdido em pastas perdidas de drives perdidos. Não tenho as datas, mas minha memória é ótima e sei que são de 1995-1996.
Não, não são bons, eu sei. Mas queria deixá-los por aqui. Não que a Literunico seja um depósito, mas pode ser um registro de memórias.
Não se espantem. Relevem. São antigos e velhos, e resultado de experimentos. Muitos deles só foram feitos como exercício - e é ótimo registrá-los, porque demonstra que meus (poucos) poemas bons vêm de toneladas de testes e exercícios ruins. Viva a persistência!
Agora, chega de conversas e desculpas. Eis o primeiro, que se chama...
Soneto modernista
Eu poderia lhe dizer:
"Multiplique as estrelas do céu
pelas gotas do oceano, e terá uma
vaga idéia do quanto eu te amo.",
Mas eu não sou bom em matemática;
Eu poderia falar assim:
"A Lua se inspira em tua beleza prá brilhar,
E o Sol rouba de teu calor para nascer...",
Mas sou péssimo em astronomia;
Meu Deus; eu lhe poderia dizer:
"Se esta rua fosse minha, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas de brilhante, só prá você passar.",
Mas ainda não sou tão rico assim;
Eu não sou lá muito inteligente;
Mas eu te amo.
Poemas antigos 001
Encontrei um arquivo bem antigo, perdido em pastas perdidas de drives perdidos. Não tenho as datas, mas minha memória é ótima e sei que são de 1995-1996.
Não, não são bons, eu sei. Mas queria deixá-los por aqui. Não que a Literunico seja um depósito, mas pode ser um registro de memórias.
Não se espantem. Relevem. São antigos e velhos, e resultado de experimentos. Muitos deles só foram feitos como exercício - e é ótimo registrá-los, porque demonstra que meus (poucos) poemas bons vêm de toneladas de testes e exercícios ruins. Viva a persistência!
Agora, chega de conversas e desculpas. Eis o primeiro, que se chama...
Soneto modernista
Eu poderia lhe dizer:
"Multiplique as estrelas do céu
pelas gotas do oceano, e terá uma
vaga idéia do quanto eu te amo.",
Mas eu não sou bom em matemática;
Eu poderia falar assim:
"A Lua se inspira em tua beleza prá brilhar,
E o Sol rouba de teu calor para nascer...",
Mas sou péssimo em astronomia;
Meu Deus; eu lhe poderia dizer:
"Se esta rua fosse minha, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas de brilhante, só prá você passar.",
Mas ainda não sou tão rico assim;
Eu não sou lá muito inteligente;
Mas eu te amo.
Um dia, eu serei nada.
O nada que rasteja entre o musgo da terra,
Junto aos vermes e seres minúsculos,
Que nutrem a mãe natureza.
Um dia, eu serei lembrança.
Lembrança doída, sofrida no início,
Mas que se dissipará, com o tempo.
Um dia, alguém que me conheceu,
Verá flores de algum jardim, ou uma borboleta, ou um simples dente de leão,
E se lembrará, das coisas que eu amei.
Da simplicidade que eu precisava na vida.
Da minha risada, das minhas piadas engraçadas e as não tão engraçadas.
Do sabor da minha comida.
Do meu cheiro.
Do meu coração.
Do que era mais importante pra mim.
Do meu choro.
Da minha voz.
Por isso, sigo, fazendo memórias, muitas delas gravadas,
Caso meu cérebro falhe na velhice.
Viver intensamente, tudo que eu sou, e tudo que tenho para dar.
Na infinitude do tempo,
Tudo desvanece,
Mas enquanto eu estiver viva,
Tudo que me importa,
É plantar sementes.
Você as regará?
Eliz Leão
O nada que rasteja entre o musgo da terra,
Junto aos vermes e seres minúsculos,
Que nutrem a mãe natureza.
Um dia, eu serei lembrança.
Lembrança doída, sofrida no início,
Mas que se dissipará, com o tempo.
Um dia, alguém que me conheceu,
Verá flores de algum jardim, ou uma borboleta, ou um simples dente de leão,
E se lembrará, das coisas que eu amei.
Da simplicidade que eu precisava na vida.
Da minha risada, das minhas piadas engraçadas e as não tão engraçadas.
Do sabor da minha comida.
Do meu cheiro.
Do meu coração.
Do que era mais importante pra mim.
Do meu choro.
Da minha voz.
Por isso, sigo, fazendo memórias, muitas delas gravadas,
Caso meu cérebro falhe na velhice.
Viver intensamente, tudo que eu sou, e tudo que tenho para dar.
Na infinitude do tempo,
Tudo desvanece,
Mas enquanto eu estiver viva,
Tudo que me importa,
É plantar sementes.
Você as regará?
Eliz Leão
*Amante in(sone)*
A noite,
na insônia
da madrugada,
é que meu pensamento
viaja…
E meu corpo,
como se te elegesse
“meu dono”,
reage, queimando
em brasa…
buscando
uma fagulha
de você.
Entregue
a pensamentos
indecentes…
desperto,
me sonhando
ardentemente
possuída
com sua fome
em fúria…
Na luxúria
dos desejos
que imagino
saciar
com você.
Te abraçando
com as pernas,
com as ancas
arqueadas,
preenchida
profundamente,
enquanto vigoroso,
você nos embala…
Nessa dança
ofegante,
comigo em você
agarrada,
me arrasta
na cama,
empurra
e não para…
não para…
Entre nossos
gemidos
e os rangidos
da cama,
fomos pegos
pelo cupido,
e este desejo
nos atingiu
como um tiro…
Que só será
resolvido
quando exauridos,
deixarmos
a libido
nos acabar
de prazer!
Quero ver
seu sorriso bobo
quando eu acabar
com você…
dentro de mim…
Enquanto te encaro
profundamente,
te devolvendo
um sorriso
grato
e sacana.
Me desfazendo
na cama,
ainda sentindo
você pulsar,
metido
e arfante,
desfeito
dessa sua
postura elegante.
Como amante…
e nada mais
além de nós.
In(sone),
vem me amar!
MarU
#
A noite,
na insônia
da madrugada,
é que meu pensamento
viaja…
E meu corpo,
como se te elegesse
“meu dono”,
reage, queimando
em brasa…
buscando
uma fagulha
de você.
Entregue
a pensamentos
indecentes…
desperto,
me sonhando
ardentemente
possuída
com sua fome
em fúria…
Na luxúria
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que imagino
saciar
com você.
Te abraçando
com as pernas,
com as ancas
arqueadas,
preenchida
profundamente,
enquanto vigoroso,
você nos embala…
Nessa dança
ofegante,
comigo em você
agarrada,
me arrasta
na cama,
empurra
e não para…
não para…
Entre nossos
gemidos
e os rangidos
da cama,
fomos pegos
pelo cupido,
e este desejo
nos atingiu
como um tiro…
Que só será
resolvido
quando exauridos,
deixarmos
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nos acabar
de prazer!
Quero ver
seu sorriso bobo
quando eu acabar
com você…
dentro de mim…
Enquanto te encaro
profundamente,
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grato
e sacana.
Me desfazendo
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ainda sentindo
você pulsar,
metido
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desfeito
dessa sua
postura elegante.
Como amante…
e nada mais
além de nós.
In(sone),
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