Sobre Voos e Flores
Sara gostava de criar
Ditados pouco convencionais
Que refletissem, pensava,
Sua forma liberta
E humorada
De saborear a vida.
Sentia-se muito bem
Com isso:
"Sobre engolir sapos:
Focar menos o aperto
De gargalo,
E mais a abertura
Da gargalhada", dizia.
Gostava, ainda,
De tornar mais leve
A vida dos outros:
"Mais belo que
Um voo solitário,
É uma revoada
De felicidades".
Um dia, porém,
Emudeceu.
O amor bateu tão forte
O desejo gritou tão alto
Que Sara, de repente,
Não se ouvia mais...
E o coração, antes leve,
Afundou-se inquieto,
Transbordando
(Receoso)
Das mais loucas
Vontades...
Mas seu amor,
Percebendo aquele medo
Que a impedia de voar,
Pousou ao seu lado.
E a presenteou
Inusitadamente
Com uma flor de plástico.
Silêncio.
Com o coração pesado,
Não houve espaço
Para a compreensão...
E ele a tomou pela mão,
E, pássaro,
Gorgeou em seu ouvido:
"Para viver seus sonhos,
Dê lírios..."
O riso
pulverizou
Seus grilhões
O beijo
A afastou
Da prisão
Seu coração-gaiola
Se abriu
E os amantes
Levantaram voo
De mãos dadas,
Em meio à nova
Revoada
Dos mais leves e densos
(Floridos ao vento)
Desejos.
Alberto Busquets.
#Desafio 116
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Eliz Leão
A despedida que ninguém quer na vida.
Tivemos risos, alegria, comemoração de uma vida que se iniciará. Hoje vimos momentos alegres. Uma família linda, trazendo outra vidinha, que será o motivo de mais risos e felicidade.
Mas meu coração transborda, mesmo na felicidade de vê-los felizes, de alegria mas também na tristeza pela constatação dura, que se avizinha.
Alguém que não se sente mais bem, que já cansou de estar entre nós.
Que pede descanso e que a deixem ir. Chega de sofrimento e dores.
Ela já lutou todas as suas batalhas.
Mas ela segurou minhas mãos ao aprender os primeiros passos na vida.
Acolheu meus choros, nem sempre com tanta paciência, pois foi ensinada a calar e não a acolher.
Ontem segurei sua pequena mão. Que foi para mim há muitos anos, motivo de alegria, choros... E eu sinto tanto a falta dela, pois sei que ela já se retira aos poucos.
Sua mente, já não se lembra de muito.
É duro começar a se despedir de alguém que ainda vive.
Eu queria ainda, aquela mulher forte que andava pra onde fosse, quando tinha vontade. A minha companheira de caminhada.
Tenho tanto do que ela me ensinou em mim.
Só sinto muito por ela sofrer tanto assim. A vida poderia ser mais suave. Guardaria meu coração no bolso, pra que ela não sofresse mais.
E agora no findar do dia, eu choro, pois talvez não terei seus olhos verdes/mel a me fitar um dia.
Eliz Leão
Tivemos risos, alegria, comemoração de uma vida que se iniciará. Hoje vimos momentos alegres. Uma família linda, trazendo outra vidinha, que será o motivo de mais risos e felicidade.
Mas meu coração transborda, mesmo na felicidade de vê-los felizes, de alegria mas também na tristeza pela constatação dura, que se avizinha.
Alguém que não se sente mais bem, que já cansou de estar entre nós.
Que pede descanso e que a deixem ir. Chega de sofrimento e dores.
Ela já lutou todas as suas batalhas.
Mas ela segurou minhas mãos ao aprender os primeiros passos na vida.
Acolheu meus choros, nem sempre com tanta paciência, pois foi ensinada a calar e não a acolher.
Ontem segurei sua pequena mão. Que foi para mim há muitos anos, motivo de alegria, choros... E eu sinto tanto a falta dela, pois sei que ela já se retira aos poucos.
Sua mente, já não se lembra de muito.
É duro começar a se despedir de alguém que ainda vive.
Eu queria ainda, aquela mulher forte que andava pra onde fosse, quando tinha vontade. A minha companheira de caminhada.
Tenho tanto do que ela me ensinou em mim.
Só sinto muito por ela sofrer tanto assim. A vida poderia ser mais suave. Guardaria meu coração no bolso, pra que ela não sofresse mais.
E agora no findar do dia, eu choro, pois talvez não terei seus olhos verdes/mel a me fitar um dia.
Eliz Leão
1391 — Incêndio (12/07/24 – 13:16)
De preto ou de rosa,
Eu a vejo…
Logo,
A desejo…
Ardendo em mim,
A chama da vontade…
Aquela que acelera o meu coração...
Arrepia-me o corpo.
Que me incendeia sem me consumir...
É luxúria…
Tesão.
Indícios de paixão.
Se é para arriscar,
Por que não?
A quero…
Não nego…
Nem resisto.
A quero.
Não apenas por uma noite…
Um instante.
Quero mais que isso.
A quero em meus braços.
Sendo um desbravador, conhecendo cada centímetro do seu corpo...
Com mãos de explorador,
Acariciar cada marca…
Cada cicatriz…
Cada tatuagem…
E com meus lábios beijá-las,
O beijo mais doce e carinhoso.
Sentindo o calor de sua pele em minha boca.
É,
Isso é mais que apenas desejo carnal…
Se fosse só isso…
Seria fácil de saciar…
Encontraria alívio em qualquer braço…
Em qualquer esquina…
Jogado em qualquer cama…
Mas não é apenas isso que quero…
Eu quero ela…
Especificamente,
Ela…
Não só pelo seu corpo...
Mas pelo conjunto que ela é…
O seu bom humor que me cativa...
A sua inteligência que me excita…
Com sua personalidade me atiça.
Fazendo-me encontrar assim…
Com ela em meus pensamentos o dia inteiro…
Querendo, por fim, beijar aqueles lábios carnudos,
Demonstrando tudo que minha boca é capaz de provocar.
Os sentidos e sensações.
Perdendo-me nas curvas de sua cintura…
Envolvido em sua abundância…
Tornando-me a sua alcova.
Quero ser o preto que combina com a sua pele…
Ser o calor que a envolve…
E os braços que a acolhem…
Não quero apagar o fogo.
Quero, juntos,
Incendiarmos…
Vivenciando essa nova emoção...
#
De preto ou de rosa,
Eu a vejo…
Logo,
A desejo…
Ardendo em mim,
A chama da vontade…
Aquela que acelera o meu coração...
Arrepia-me o corpo.
Que me incendeia sem me consumir...
É luxúria…
Tesão.
Indícios de paixão.
Se é para arriscar,
Por que não?
A quero…
Não nego…
Nem resisto.
A quero.
Não apenas por uma noite…
Um instante.
Quero mais que isso.
A quero em meus braços.
Sendo um desbravador, conhecendo cada centímetro do seu corpo...
Com mãos de explorador,
Acariciar cada marca…
Cada cicatriz…
Cada tatuagem…
E com meus lábios beijá-las,
O beijo mais doce e carinhoso.
Sentindo o calor de sua pele em minha boca.
É,
Isso é mais que apenas desejo carnal…
Se fosse só isso…
Seria fácil de saciar…
Encontraria alívio em qualquer braço…
Em qualquer esquina…
Jogado em qualquer cama…
Mas não é apenas isso que quero…
Eu quero ela…
Especificamente,
Ela…
Não só pelo seu corpo...
Mas pelo conjunto que ela é…
O seu bom humor que me cativa...
A sua inteligência que me excita…
Com sua personalidade me atiça.
Fazendo-me encontrar assim…
Com ela em meus pensamentos o dia inteiro…
Querendo, por fim, beijar aqueles lábios carnudos,
Demonstrando tudo que minha boca é capaz de provocar.
Os sentidos e sensações.
Perdendo-me nas curvas de sua cintura…
Envolvido em sua abundância…
Tornando-me a sua alcova.
Quero ser o preto que combina com a sua pele…
Ser o calor que a envolve…
E os braços que a acolhem…
Não quero apagar o fogo.
Quero, juntos,
Incendiarmos…
Vivenciando essa nova emoção...
#
Não digas nada.
Fecha os olhos.
Sente...
Tenho a brisa noturna
em meu hálito
para eriçar tua pele.
Sopro lento...
Sente.
Não há nada para ver,
mas tudo a sentir:
minha boca tão perto do
teu corpo.
Meu respirar
no teu pescoço.
As brisas de pura ânsia
descendo ao teu colo.
Sente...
Não há toque,
a não ser do meu vento.
Movendo-se,
explorando-te.
Enrijecendo-te.
Sente...
Faço tornados em cada pico.
Desço ventando sem pressa...
Exploro todo o vale. Toda a planície.
Espalho. Sopro. Roubo teu fôlego...
Sentes?
O ar é impaciente...
Volta a subir. Galga as tuas alturas mais belas.
Retorna ao pescoço.
Encontra eco em teu ouvido.
Na ventania, uma voz gotejante de vontade:
"Sente!"
Não há mais tempo.
Resta a urgência.
O vento cessa.
Hora dos lábios.
Hora das bocas.
Hora do gosto.
Sente...
Alberto Busquets.
#Desafio 114
Não digas nada.
Fecha os olhos.
Sente...
Tenho a brisa noturna
em meu hálito
para eriçar tua pele.
Sopro lento...
Sente.
Não há nada para ver,
mas tudo a sentir:
minha boca tão perto do
teu corpo.
Meu respirar
no teu pescoço.
As brisas de pura ânsia
descendo ao teu colo.
Sente...
Não há toque,
a não ser do meu vento.
Movendo-se,
explorando-te.
Enrijecendo-te.
Sente...
Faço tornados em cada pico.
Desço ventando sem pressa...
Exploro todo o vale. Toda a planície.
Espalho. Sopro. Roubo teu fôlego...
Sentes?
O ar é impaciente...
Volta a subir. Galga as tuas alturas mais belas.
Retorna ao pescoço.
Encontra eco em teu ouvido.
Na ventania, uma voz gotejante de vontade:
"Sente!"
Não há mais tempo.
Resta a urgência.
O vento cessa.
Hora dos lábios.
Hora das bocas.
Hora do gosto.
Sente...
Alberto Busquets.
#Desafio 114
E quem disse que o #sexxxtou acaba!? Mas só vale ler devorando bem devagar cada... palavra.
Proibido,
Que palavra de gosto amargo
Um doce convite
Estar diante das portas do céu
Desejando intensamente
Ver as aréolas caindo
Imaginar buracos escondidos
Querendo entrar em todos eles
Alimentar a fama de bandido
Distribuir palmadas leves
Até receber pedidos de mais força
Convite a ser dos prazeres submisso
Proibido,
Paredes já não existem no ali contido
Rapto da realidade da carne
Imaginação segue longe
Precisa de um freio
Pra não ultrapassar a libido
Um jogo de poder delirante
A gritos que revelam o enlevo
De ser e estar embalado pra presente
Incêndio que arde
Evapora cada líquido
Recende os cheiros e acende cada sentido
O ápice surge,
Proibido dizer não
Ao pé do ouvido
Deliciosa prisão
Estar livre para devorar
Cada centímetro de pele compartido
Proibido,
Que palavra de gosto amargo
Um doce convite
Estar diante das portas do céu
Desejando intensamente
Ver as aréolas caindo
Imaginar buracos escondidos
Querendo entrar em todos eles
Alimentar a fama de bandido
Distribuir palmadas leves
Até receber pedidos de mais força
Convite a ser dos prazeres submisso
Proibido,
Paredes já não existem no ali contido
Rapto da realidade da carne
Imaginação segue longe
Precisa de um freio
Pra não ultrapassar a libido
Um jogo de poder delirante
A gritos que revelam o enlevo
De ser e estar embalado pra presente
Incêndio que arde
Evapora cada líquido
Recende os cheiros e acende cada sentido
O ápice surge,
Proibido dizer não
Ao pé do ouvido
Deliciosa prisão
Estar livre para devorar
Cada centímetro de pele compartido
365
Há ciclos que se fecham
e ciclos que nos abrem.
Há céus que descortinam
a Imensidão celeste
de um sorriso.
Um sol de verso e carne
fora do tempo
fora do espaço
que baila intenso
que ama imenso
e que basta...
para um dia
uma noite
uma vida.
Há ciclos
fora dos dias.
Há dias invejosos!
Trezentos e sessenta e cinco
já testemunharam
o desejo cósmico
entre homem e poetisa
entre poeta e a moça mais linda
para a vida além da vida.
Há ciclos que não terminam...
Há o maior amor do mundo.
Há casamentos diários.
Há cachoeiras
músicas
leito.
E, em nós,
há muitas vidas.
Em nós, liberdade.
Gratidão.
Devoção.
Entrega, plenitude.
Um ciclo.
Estou pronto para
todos os outros!
Alberto Busquets.
#Desafio 113
Há ciclos que se fecham
e ciclos que nos abrem.
Há céus que descortinam
a Imensidão celeste
de um sorriso.
Um sol de verso e carne
fora do tempo
fora do espaço
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que ama imenso
e que basta...
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Há ciclos
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Há dias invejosos!
Trezentos e sessenta e cinco
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Há ciclos que não terminam...
Há o maior amor do mundo.
Há casamentos diários.
Há cachoeiras
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Em nós, liberdade.
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Alberto Busquets.
#Desafio 113
*Nossa cama*
Vamos fazer amor,
A tarde inteira!
Vamos esgotar a dor,
Mexendo,
Violentamente,
As cadeiras!
Vamos nos amar,
Até causar
Um incêndio!
E depois,
Exaustos,
Descansar colados,
Peito a peito.
Vamos desmontar a cama,
De tanta fúria
Que nosso amor
Se ama!
Vamos matar toda a dor,
Na base do amor,
Em cima,
E embaixo
Da cama!
E sentir
O torpor ardente,
Consumindo a gente…
Em desejo.
Quero morrer
Nos seus braços,
Na base
Do beijo!
Quero sentir você,
Nas minhas entranhas!
Quero ouvir sua voz,
Rouca,
Cansada,
Dizendo
Que me ama…
E só a mim,
Na nossa cama.
Quero você,
Só pra mim!
MarU
#
Vamos fazer amor,
A tarde inteira!
Vamos esgotar a dor,
Mexendo,
Violentamente,
As cadeiras!
Vamos nos amar,
Até causar
Um incêndio!
E depois,
Exaustos,
Descansar colados,
Peito a peito.
Vamos desmontar a cama,
De tanta fúria
Que nosso amor
Se ama!
Vamos matar toda a dor,
Na base do amor,
Em cima,
E embaixo
Da cama!
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O torpor ardente,
Consumindo a gente…
Em desejo.
Quero morrer
Nos seus braços,
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Do beijo!
Quero sentir você,
Nas minhas entranhas!
Quero ouvir sua voz,
Rouca,
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Que me ama…
E só a mim,
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Quero você,
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MarU
#
Indique aqui uma postagem de um colega do site! É só colocar o link da publicação nos comentários. A pessoa que receber mais indicações entrará na próxima newsletter.
Mais um livro com o selo literário do Literunico!
Quando amei Tereza
A primeira vez que amei Tereza,
escrevi muitos poemas:
Ah, Tereza! amo-te aos serenos
ombros de jasmim, são os teus
ombros de jasmim que em mim trazem leveza.
A segunda vez que amei Tereza,
nos tocamos como a areia toca a praia:
Ah, Tereza! com o toque dos nossos céus,
me esqueci do que era tristeza.
A terceira vez que amei Tereza,
depois de um tempo, com delicadeza,
um adeus de Tereza surgiu
quando eu ainda acreditava que em seu amor
havia pureza, liberdade e certeza:
Ah, Tereza! ilusão tão eloquente
traz câimbra ao meu coração — cruel proeza.
Miguel Soares
#poemadodia
A primeira vez que amei Tereza,
escrevi muitos poemas:
Ah, Tereza! amo-te aos serenos
ombros de jasmim, são os teus
ombros de jasmim que em mim trazem leveza.
A segunda vez que amei Tereza,
nos tocamos como a areia toca a praia:
Ah, Tereza! com o toque dos nossos céus,
me esqueci do que era tristeza.
A terceira vez que amei Tereza,
depois de um tempo, com delicadeza,
um adeus de Tereza surgiu
quando eu ainda acreditava que em seu amor
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Ah, Tereza! ilusão tão eloquente
traz câimbra ao meu coração — cruel proeza.
Miguel Soares
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