SUA MÃO
Por pura sorte ou descuido
Um dia sua mão suavemente tocou minhas costas
Que nuas sentiram teu toque
Um choque
Que percorreu todo meu corpo
O tempo se fez morto
Todos os sons calaram-se
Até o retirar da tua palma
Que atravessando a minha alma
Devolveu meu respirar.
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Eliz Leão
#Desafio 068
Ao sul do Equador
onde Natal arde em chamas
renego a língua dos anjos…
Quero gritar “aleluia!”
quando me tocares nua
e me fizeres tua
escrava indócil do teu querer.
Rendida no altar do teu caos
escolho ser, sem receios
estilhaços de mim
no gozo da tentação.
Toma-me, perdição?
contigo peco inteira.
Com devoção.
Crs Ribeiro
Ao sul do Equador
onde Natal arde em chamas
renego a língua dos anjos…
Quero gritar “aleluia!”
quando me tocares nua
e me fizeres tua
escrava indócil do teu querer.
Rendida no altar do teu caos
escolho ser, sem receios
estilhaços de mim
no gozo da tentação.
Toma-me, perdição?
contigo peco inteira.
Com devoção.
Crs Ribeiro
Ascende em ti,
Ao fogo dos meus dedos,
Feito brasa,
Rasgando o dia ao meio.
Consome meus anseios,
Feito vento,
Invadindo,
Teus mais ocultos segredos.
Cruza meu corpo,
Faminta,
Por me ter,
Por inteiro.
Sacia tua sede
Com a minha,
E arde,
Me cravando na pele, feito tinta.
Estremece no embate,
Pulsação, encaixe,
E ao te possuir,
Me funde e me faz
Teu, sem deixar nada.
Só marcas!
Eder B. Jr.
#
Ao fogo dos meus dedos,
Feito brasa,
Rasgando o dia ao meio.
Consome meus anseios,
Feito vento,
Invadindo,
Teus mais ocultos segredos.
Cruza meu corpo,
Faminta,
Por me ter,
Por inteiro.
Sacia tua sede
Com a minha,
E arde,
Me cravando na pele, feito tinta.
Estremece no embate,
Pulsação, encaixe,
E ao te possuir,
Me funde e me faz
Teu, sem deixar nada.
Só marcas!
Eder B. Jr.
#
Desce em mim,
O calor dos teus lábios
Feito lua
Enfeitando a noite
Ilumina meus desejos
Feito luz
Invadindo
A eterna escuridão
Singra meus mares
Sedento
Por me beber
Inteira
Completa meu prazer
Com o seu
E explode
Me marcando com intensidade.
Tensiona seus musculos
Pele, torso
E ao me penetrar
Me ama e me torna
Uma, com sua própria existência.
Eliz Leão
O calor dos teus lábios
Feito lua
Enfeitando a noite
Ilumina meus desejos
Feito luz
Invadindo
A eterna escuridão
Singra meus mares
Sedento
Por me beber
Inteira
Completa meu prazer
Com o seu
E explode
Me marcando com intensidade.
Tensiona seus musculos
Pele, torso
E ao me penetrar
Me ama e me torna
Uma, com sua própria existência.
Eliz Leão
#Desafio 066
Na costura sensível do teu prazer
Teu hálito quente me fustiga. A respiração entrecortada te entrega: tua fragilidade, tua ânsia. Teus olhos cravados nos meus trazem uma súplica velada, um desafio silencioso. Minhas mãos deslizam em tua pele, decifram-te sem pressa. És território aberto, entregue, mas ainda resistente. Essa tensão me fascina.
Exploro-te reivindicando minha conquista. Seguro-te com firmeza, exponho-te sem pudor. A pele esticada revela tua vulnerabilidade latejante sob meus dedos. Dedilho-te como quem toca uma harpa e, a cada movimento, arranco uma nota: um arrepio, um suspiro, uma contração involuntária.
Molho meus dedos na tua boca: um gesto quase sagrado. Te batizo no sal e no desejo. Desço lenta, inexorável, enquanto traço círculos delicados, quase cruéis, na costura onde se concentra tua vontade.
Te beijo como quem se despede antes de uma travessia. Um último gosto teu na minha língua antes do mergulho. E então me ponho a teus pés, não como ato de rendição, mas como quem detém o controle absoluto do teu prazer.
Seguro-te com a reverência de quem segura o inevitável. Minha língua encontra teu frenulum e só ali permanece. Dedicada, obsessiva, negando-te todo o resto. Subo, desço, desenho círculos enquanto minha saliva te marca, te assina, te reclama. Sucções lentas, depois urgentes, depois quase ternas: tortura doce, precisão perversa.
Teu corpo responde como um instrumento afinado: cada fibra, cada músculo, cada estremecimento sob meu comando. Minhas mãos te exploram por baixo, amplificam a tensão enquanto minha língua dita o ritmo. Te vejo sucumbir. Teu olhar se perde, teus lábios entreabertos tentam formar palavras que não vêm. E essa fraqueza só aumenta minha fome.
Tuas mãos se crispam, teu corpo se contrai impotente diante da exatidão da minha língua, da pressão calculada dos meus lábios.
Vês a ti mesmo: ereto, entregue, vulnerável. Me vês devota e faminta, a boca aberta para o teu prazer. A lambida se aprofunda sem que a boca te acolha e não há mais distância. Só a umidade, a textura, o desespero e a rendição.
E quando o prazer te invade uma onda te consome inteiro: olhos, boca, mãos, respiração. E ainda assim, minha língua não para. Minha boca permanece, insaciável. Desejando-te além do gozo, além da carne, além de qualquer fim.
Crs Ribeiro
Na costura sensível do teu prazer
Teu hálito quente me fustiga. A respiração entrecortada te entrega: tua fragilidade, tua ânsia. Teus olhos cravados nos meus trazem uma súplica velada, um desafio silencioso. Minhas mãos deslizam em tua pele, decifram-te sem pressa. És território aberto, entregue, mas ainda resistente. Essa tensão me fascina.
Exploro-te reivindicando minha conquista. Seguro-te com firmeza, exponho-te sem pudor. A pele esticada revela tua vulnerabilidade latejante sob meus dedos. Dedilho-te como quem toca uma harpa e, a cada movimento, arranco uma nota: um arrepio, um suspiro, uma contração involuntária.
Molho meus dedos na tua boca: um gesto quase sagrado. Te batizo no sal e no desejo. Desço lenta, inexorável, enquanto traço círculos delicados, quase cruéis, na costura onde se concentra tua vontade.
Te beijo como quem se despede antes de uma travessia. Um último gosto teu na minha língua antes do mergulho. E então me ponho a teus pés, não como ato de rendição, mas como quem detém o controle absoluto do teu prazer.
Seguro-te com a reverência de quem segura o inevitável. Minha língua encontra teu frenulum e só ali permanece. Dedicada, obsessiva, negando-te todo o resto. Subo, desço, desenho círculos enquanto minha saliva te marca, te assina, te reclama. Sucções lentas, depois urgentes, depois quase ternas: tortura doce, precisão perversa.
Teu corpo responde como um instrumento afinado: cada fibra, cada músculo, cada estremecimento sob meu comando. Minhas mãos te exploram por baixo, amplificam a tensão enquanto minha língua dita o ritmo. Te vejo sucumbir. Teu olhar se perde, teus lábios entreabertos tentam formar palavras que não vêm. E essa fraqueza só aumenta minha fome.
Tuas mãos se crispam, teu corpo se contrai impotente diante da exatidão da minha língua, da pressão calculada dos meus lábios.
Vês a ti mesmo: ereto, entregue, vulnerável. Me vês devota e faminta, a boca aberta para o teu prazer. A lambida se aprofunda sem que a boca te acolha e não há mais distância. Só a umidade, a textura, o desespero e a rendição.
E quando o prazer te invade uma onda te consome inteiro: olhos, boca, mãos, respiração. E ainda assim, minha língua não para. Minha boca permanece, insaciável. Desejando-te além do gozo, além da carne, além de qualquer fim.
Crs Ribeiro
#
devo(ra)ção
provo-a com os dedos
choves sobre eles
tenho sede de tomá-la
nos braços, na boca
fome de comê-la
lamber os lábios
me sirvo de tua tez
inebrio-me e devaneio
meto-me em teus seios
adentro-a
dança lenta
cálida e úmida
a cama, em chamas, geme
derretes e tremes
jorro-lhe meu desejo
a cereja do bolo
amoleço e adormeço
dentro de ti.
devo(ra)ção
provo-a com os dedos
choves sobre eles
tenho sede de tomá-la
nos braços, na boca
fome de comê-la
lamber os lábios
me sirvo de tua tez
inebrio-me e devaneio
meto-me em teus seios
adentro-a
dança lenta
cálida e úmida
a cama, em chamas, geme
derretes e tremes
jorro-lhe meu desejo
a cereja do bolo
amoleço e adormeço
dentro de ti.
Jaci, a deusa-lua, navegava pelo céu em sua canoa de luz, espalhando seu brilho sobre as águas dos rios e lagos. Mas sua atenção sempre voltava para um único ponto na terra: as margens do grande rio, onde Abaeté, o jovem pescador de olhos profundos como o próprio céu, lançava sua rede sob o luar.
No silêncio da noite, Jaci descia à terra para observá-lo, escondendo-se entre as sombras das árvores. O tempo passou, e seu amor por ele cresceu como a maré. Mas ela sabia que Abaeté era mortal e que, um dia, a correnteza do tempo o levaria para longe dela.
Temendo perdê-lo, Jaci subiu até as alturas e suplicou a Tupã, o grande espírito dos céus:
— Pai de tudo o que existe, eu o imploro, conceda a Abaeté a imortalidade! Deixe-o viver ao meu lado para sempre!
Tupã olhou para a deusa de cabelos prateados e sorriu com mistério.
— Teu desejo será atendido, Jaci. Abaeté viverá para sempre.
Radiante, Jaci retornou à terra, ansiosa para encontrar seu amado. Mas, ao chegar à beira do rio, seu coração se despedaçou. Abaeté estava ali, transformado em uma imponente serra. Tupã havia concedido sua imortalidade… através do sono eterno.
Jaci chorou, chamou seu nome, tentou despertá-lo, mas nada podia quebrar o encanto. Seu amor viveria para sempre, mas sem que ele jamais pudesse vê-la novamente.
Desde então, todas as noites, Jaci desce até a terra e acaricia o rosto adormecido de Abaeté, sussurrando palavras de amor que ele nunca ouvirá. Sua tristeza cresce e se espalha pelo céu, e sua luz começa a se apagar.
Assim, a cada mês, a lua murcha de dor, tornando-se pequena e frágil, até minguar e desaparecer completamente. Mas, como o amor de Jaci nunca morre, ela renasce, voltando a brilhar cheia de encanto, em um ciclo tão eterno quanto o amor dos amantes eternos separados pelo que não podem ser.
No silêncio da noite, Jaci descia à terra para observá-lo, escondendo-se entre as sombras das árvores. O tempo passou, e seu amor por ele cresceu como a maré. Mas ela sabia que Abaeté era mortal e que, um dia, a correnteza do tempo o levaria para longe dela.
Temendo perdê-lo, Jaci subiu até as alturas e suplicou a Tupã, o grande espírito dos céus:
— Pai de tudo o que existe, eu o imploro, conceda a Abaeté a imortalidade! Deixe-o viver ao meu lado para sempre!
Tupã olhou para a deusa de cabelos prateados e sorriu com mistério.
— Teu desejo será atendido, Jaci. Abaeté viverá para sempre.
Radiante, Jaci retornou à terra, ansiosa para encontrar seu amado. Mas, ao chegar à beira do rio, seu coração se despedaçou. Abaeté estava ali, transformado em uma imponente serra. Tupã havia concedido sua imortalidade… através do sono eterno.
Jaci chorou, chamou seu nome, tentou despertá-lo, mas nada podia quebrar o encanto. Seu amor viveria para sempre, mas sem que ele jamais pudesse vê-la novamente.
Desde então, todas as noites, Jaci desce até a terra e acaricia o rosto adormecido de Abaeté, sussurrando palavras de amor que ele nunca ouvirá. Sua tristeza cresce e se espalha pelo céu, e sua luz começa a se apagar.
Assim, a cada mês, a lua murcha de dor, tornando-se pequena e frágil, até minguar e desaparecer completamente. Mas, como o amor de Jaci nunca morre, ela renasce, voltando a brilhar cheia de encanto, em um ciclo tão eterno quanto o amor dos amantes eternos separados pelo que não podem ser.
ROTINA
O Relógio despertou, despertou-me num estrondo! Me acordou, me avisou, era hora do levanto!
Eu levanto, escovo os dentes, lavo o rosto e lá vou eu! Vou correndo, vou entrando na rotina que Deus deu
Se começa, se termina, se inicia ou se finda, já não vejo o início, já não sei quando termina!
Sigo aqui lavando a louça, digitando no escritório, levantando o edifício, escrevendo sem ser lido
Vou andando, vou correndo, vou parando e até tentando, ver se saio dessa roda, ver se escapo da ciranda!
Se começa, se termina, se inicia ou se finda, já não vejo o início, já não sei quando termina!
Eu só ando em linha curva, vou girando nesse circo, sempre vejo o mesmo show, e acabo entre os palhaços
Vou tentando, vou tentando, não dá tempo, não dá tempo, já perdi o raciocínio, vou voltar pra minha Rotina
Se começa, se termina, se inicia ou se finda, já não vejo o início, já não sei quando termina!
(Esse eu escrevi como se fosse uma música, pensei até na melodia Enfim, espero que gostem!殺❤️)
O Relógio despertou, despertou-me num estrondo! Me acordou, me avisou, era hora do levanto!
Eu levanto, escovo os dentes, lavo o rosto e lá vou eu! Vou correndo, vou entrando na rotina que Deus deu
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Vou andando, vou correndo, vou parando e até tentando, ver se saio dessa roda, ver se escapo da ciranda!
Se começa, se termina, se inicia ou se finda, já não vejo o início, já não sei quando termina!
Eu só ando em linha curva, vou girando nesse circo, sempre vejo o mesmo show, e acabo entre os palhaços
Vou tentando, vou tentando, não dá tempo, não dá tempo, já perdi o raciocínio, vou voltar pra minha Rotina
Se começa, se termina, se inicia ou se finda, já não vejo o início, já não sei quando termina!
(Esse eu escrevi como se fosse uma música, pensei até na melodia Enfim, espero que gostem!殺❤️)
Um poema feito com @MarU , @JusleyNaiane e emojis.
O sabor ácido
De sua essência
Explodiu
Minhas papilas
Altamente sensíveis.
E eu tornei-me
Sucetivel
Maleável
Como se me queimasse
Marcasse
Com sua seiva.
Penetrando
Não só meus lábios,
Mas enfim,
Indelevelmente
A minha alma.
Me tornou
De propósito
Sedenta pela a dele
Almejando
Marcá-lo
Como meu.
Meu eu entorno
Do seu,
Seu corpo,
Sua carne,
Sangue e saliva,
Suor e prazer.
Me molha
Do tesão
Mais descarado
Intenso,
Em seu
Regozijar.
Eliz Leão
De sua essência
Explodiu
Minhas papilas
Altamente sensíveis.
E eu tornei-me
Sucetivel
Maleável
Como se me queimasse
Marcasse
Com sua seiva.
Penetrando
Não só meus lábios,
Mas enfim,
Indelevelmente
A minha alma.
Me tornou
De propósito
Sedenta pela a dele
Almejando
Marcá-lo
Como meu.
Meu eu entorno
Do seu,
Seu corpo,
Sua carne,
Sangue e saliva,
Suor e prazer.
Me molha
Do tesão
Mais descarado
Intenso,
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Eliz Leão