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sobre a mesa
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embaixo
carícias
sobre a mesa
a sobremesa
abaixo
uma delícia
sobre a mesa
faces rubras
abaixo dela
impudicos
sobre a mesa
uma conversa
lá embaixo
o grito
sobre a mesa
descontração
por baixo
descontrole
sobre a mesa
olhos desencontrados
embaixo
corpos colados
sobre a mesa
uma mão gesticula
abaixo
a outra ejacula
sobre a mesa
conversa mole
debaixo
o duro e o melado
sobre a mesa
lado a lado
abaixo
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Há uma tempestade, sempre há
sem trovões que avisem
sem relâmpagos que expliquem
só um vento varrendo tudo
tenta levar até a esperança, astuta.
No peito é como se o ar
tivesse desistido de mim
talvez fosse melhor assim
O tempo, esse traidor
se arrasta lento
faz de cada segundo um espinho.
Eu me encolho
tento caber no espaço mínimo
onde a dor não me alcance
mas ela sempre acha um jeito.
Ainda assim,
há algo que insiste, resiste, tenta.
Uma fagulha tímida
que não sabe ser chama
mas também não sabe morrer.
Talvez amanhã
o vento mude
Talvez amanhã
eu consiga respirar direito.
Ou não, todo dia espero
esse amanhã que não chega.
Só me resta esperançar,
como diz um amigo.
sem trovões que avisem
sem relâmpagos que expliquem
só um vento varrendo tudo
tenta levar até a esperança, astuta.
No peito é como se o ar
tivesse desistido de mim
talvez fosse melhor assim
O tempo, esse traidor
se arrasta lento
faz de cada segundo um espinho.
Eu me encolho
tento caber no espaço mínimo
onde a dor não me alcance
mas ela sempre acha um jeito.
Ainda assim,
há algo que insiste, resiste, tenta.
Uma fagulha tímida
que não sabe ser chama
mas também não sabe morrer.
Talvez amanhã
o vento mude
Talvez amanhã
eu consiga respirar direito.
Ou não, todo dia espero
esse amanhã que não chega.
Só me resta esperançar,
como diz um amigo.
#Desafio 044
Dias de Aquarela
Dias azuis e olhos oceano
sol amarelo
dourando os meus planos
fiando o tempo na pele da luz.
Lábios vermelhos
pincel de fogo
Faber Castell aos saltos
rabisca o instante que virá
pincela arco-íris no ar.
De mansinho
te imagino ninho:
céu aberto
alma nua
voo alto
sabor de vento e sal.
Pés na areia,
morada no mar.
Colho você nas mãos:
um pedaço de céu.
Mas céu se prende?
Céu se tem?
Antes que se perca
antes que me perca
entre os teus dedos,
na falta de um chão que nos segure.
Crs Ribeiro
Dias de Aquarela
Dias azuis e olhos oceano
sol amarelo
dourando os meus planos
fiando o tempo na pele da luz.
Lábios vermelhos
pincel de fogo
Faber Castell aos saltos
rabisca o instante que virá
pincela arco-íris no ar.
De mansinho
te imagino ninho:
céu aberto
alma nua
voo alto
sabor de vento e sal.
Pés na areia,
morada no mar.
Colho você nas mãos:
um pedaço de céu.
Mas céu se prende?
Céu se tem?
Antes que se perca
antes que me perca
entre os teus dedos,
na falta de um chão que nos segure.
Crs Ribeiro
Melancolia
é quando o dia
não finda
como deveria.
Mas meu coração
não dá vazão
à desesperança fria:
Mantém-se batendo!
E bem te querendo,
ainda com a cama vazia:
Enquanto você
não chegar,
nunca anoitecerá!
Por aqui, sempre será
o amor solar
do nosso meio-dia!
Alberto Busquets.
#Desafio 043
é quando o dia
não finda
como deveria.
Mas meu coração
não dá vazão
à desesperança fria:
Mantém-se batendo!
E bem te querendo,
ainda com a cama vazia:
Enquanto você
não chegar,
nunca anoitecerá!
Por aqui, sempre será
o amor solar
do nosso meio-dia!
Alberto Busquets.
#Desafio 043
#Desafio 043
Brisa da manhã
pena passeia
dente-de-leão vagueia
se desfazendo no vento:
aragem que desaprende o chão.
Bolhas de sabão
pétalas caídas
jasmim espalha o cheiro de vidas
num tempo dissolvido em algodão.
Nuvens engolem distâncias,
riso de criança
se lá vem a história solta…
Sou leve esse tanto
se tua sombra me dança.
Mas e se o vento mudar?
Se a pétala sumir sem aviso
se o tempo tropeçar no próprio passo impreciso
e a dança na penumbra se perder?
Deixo-me ir
como filha que desaprende raiz;
pois te levo comigo
onde a vida sopre,
onde o sopro me diz.
Crs Ribeiro
Brisa da manhã
pena passeia
dente-de-leão vagueia
se desfazendo no vento:
aragem que desaprende o chão.
Bolhas de sabão
pétalas caídas
jasmim espalha o cheiro de vidas
num tempo dissolvido em algodão.
Nuvens engolem distâncias,
riso de criança
se lá vem a história solta…
Sou leve esse tanto
se tua sombra me dança.
Mas e se o vento mudar?
Se a pétala sumir sem aviso
se o tempo tropeçar no próprio passo impreciso
e a dança na penumbra se perder?
Deixo-me ir
como filha que desaprende raiz;
pois te levo comigo
onde a vida sopre,
onde o sopro me diz.
Crs Ribeiro
#Desafio 42
*Saudades, estou aqui!*
Quantas palavras
Sussurra o vento?
No pensamento…
Na memória…
Aflora um sentimento:
A “saudade” ansia,
A “vontade” do alento…
— A saudade me devora!
Aquele tormento,
Que instiga na memória.
Passou por um o tempo,
Ficou guardado história.
Tormento, que o vento
Insiste em recordar,
Em não me deixar seguir,
Sussurrando a todo tempo
No meu ouvido…
Pra eu ouvir:
“—Saudades, estou aqui!
Vim te encontrar.
Vem sem demora…”
MarU
*Saudades, estou aqui!*
Quantas palavras
Sussurra o vento?
No pensamento…
Na memória…
Aflora um sentimento:
A “saudade” ansia,
A “vontade” do alento…
— A saudade me devora!
Aquele tormento,
Que instiga na memória.
Passou por um o tempo,
Ficou guardado história.
Tormento, que o vento
Insiste em recordar,
Em não me deixar seguir,
Sussurrando a todo tempo
No meu ouvido…
Pra eu ouvir:
“—Saudades, estou aqui!
Vim te encontrar.
Vem sem demora…”
MarU
Ela sorriu em São João
leu e declamou Pessoa
flor bela pequenina
espanca toda cor
poesia tão menina
cachos de muito amor
mulher coisa boa
pétalas sobre o chão
música e melanina
Seu Pereira o cantor
Paraíba feminina
sim, sim senhor!
Edu Liguori
leu e declamou Pessoa
flor bela pequenina
espanca toda cor
poesia tão menina
cachos de muito amor
mulher coisa boa
pétalas sobre o chão
música e melanina
Seu Pereira o cantor
Paraíba feminina
sim, sim senhor!
Edu Liguori
Súplica por Servidão
Rastejo, feito um verme pelo chão, eu imploro feito um pobre sem tostão! Eu resmungo feito um cão esfomeado! Tenho fome de um emprego, meu irmão!
Para trabalhar, tenho que implorar, me humilhar e tudo aceitar! Negociar é pra quem come caviar!
O pobre atura o que cai na mesa, seja merda ou uma bela ceia! Escolher é coisa da realeza, esse luxo nós só temos no sonhar!
Sem trabalho, até nos negam o respirar, sem dinheiro nos negam o sonhar! Nesse mundo só importa o servir, e pra servir tu vai ter que rastejar!
Falta experiência, foi negado, meu irmão! Falta formação, foi negado, meu irmão! Outro foi melhor, sinto muito, candidato, entraremos em contato te avisando do seu não.
Vá implore, pela sua escravidão! Vá implore pelo chicote no seu lombo! Ou vai morrer feito um mendigo sem nome! Ou vai ficar sem um teto e com fome.
Rastejo, feito um verme pelo chão, eu imploro feito um pobre sem tostão! Eu resmungo feito um cão esfomeado! Tenho fome de um emprego, meu irmão!
Para trabalhar, tenho que implorar, me humilhar e tudo aceitar! Negociar é pra quem come caviar!
O pobre atura o que cai na mesa, seja merda ou uma bela ceia! Escolher é coisa da realeza, esse luxo nós só temos no sonhar!
Sem trabalho, até nos negam o respirar, sem dinheiro nos negam o sonhar! Nesse mundo só importa o servir, e pra servir tu vai ter que rastejar!
Falta experiência, foi negado, meu irmão! Falta formação, foi negado, meu irmão! Outro foi melhor, sinto muito, candidato, entraremos em contato te avisando do seu não.
Vá implore, pela sua escravidão! Vá implore pelo chicote no seu lombo! Ou vai morrer feito um mendigo sem nome! Ou vai ficar sem um teto e com fome.
Meus escritos são
marolas em uma praia
tropical
recorrentes
percorrentes
em correntes
entrementes,
de sol,
água
e sal.
A onda define o oceano?
A areia delimita a praia?
Não...
Mas entre falésias, dunas
e mar azul,
amanheço e anoiteço
ilumino e escureço
em cama de rimas
desperto e adormeço
pois sou eu quem define
o alcance da sombra
no meu litoral.
Ninguém é igual.
Alberto Busquets.
#Desafio 042
marolas em uma praia
tropical
recorrentes
percorrentes
em correntes
entrementes,
de sol,
água
e sal.
A onda define o oceano?
A areia delimita a praia?
Não...
Mas entre falésias, dunas
e mar azul,
amanheço e anoiteço
ilumino e escureço
em cama de rimas
desperto e adormeço
pois sou eu quem define
o alcance da sombra
no meu litoral.
Ninguém é igual.
Alberto Busquets.
#Desafio 042
Pó estelares
O que é o amor ?
Quem se importa, cultiva a esperança.
Você sabe se impor?
Não era amor; era segurança.
Valem correr o risco, não tenho medo.
Me perdoar em algumas coisas; preciso.
Faço, com medo mesmo!
Vencer o medo. Ensimesmo.
A verdade, não faz prisioneiro.
Me livra do laço do passarinheiro
O amor está morrendo ...
Esfriando de forma acíclica.
Anônimos do amor
O ciclo vicioso se duplica.
O prêmio por envelhecer é a sabedoria
A sabedoria é preciosa provedoria.
Amar algo ou alguém; um fim em si mesmo.
E mais que isso , é melhor vc encontrar uma maneira de amar a si mesmo.
Na hora do seu último suspiro, enaltecedor... clamou;
Você não vai pensar em quem, com você errou.
Vai pensar em quem te amou.
Vínculo pra toda hora.
O amor não é algo que vc faz ,
É algo que vc se torna.
É pra toda vida,
Onde a obra é morta.
Goste disso ou não;
O amor segue, na contramão.
Você vai terminar amando algo... Ou alguém.
Respeite o fluxo e o refluxo das ruas; mais além.
Somos pó estelares, ele está em nós.
É o que somos, resistência na voz.
Estamos vivos no universo
E o universo está vivo dentro de nós.
Arte é beleza, mas é dor.
As vezes, a dor é a beleza.
É triste, as crises.
No caminho coletamos cicatrizes
Somos a beleza da criação ...
Eu sei o que falam de mim,
O problema não está nos outros
Está em mim
Romântico loco, que sou fraco
Eu não sou fraco
É preciso ter força para continuar acreditando ...
Mesmo depois de quebrar a cara
Acredito em coisas boas, e continuo rimando.
Que o amor não morre ...
Ainda há esperança...
Amor próprio não morre.
É sonho de criança.
O coração é uma fábrica
O cérebro, a máquina
Fábrica o que se vê e o que sente.
A molécula do amor se faz presente
No nosso ser envolvente.
#poesia
O que é o amor ?
Quem se importa, cultiva a esperança.
Você sabe se impor?
Não era amor; era segurança.
Valem correr o risco, não tenho medo.
Me perdoar em algumas coisas; preciso.
Faço, com medo mesmo!
Vencer o medo. Ensimesmo.
A verdade, não faz prisioneiro.
Me livra do laço do passarinheiro
O amor está morrendo ...
Esfriando de forma acíclica.
Anônimos do amor
O ciclo vicioso se duplica.
O prêmio por envelhecer é a sabedoria
A sabedoria é preciosa provedoria.
Amar algo ou alguém; um fim em si mesmo.
E mais que isso , é melhor vc encontrar uma maneira de amar a si mesmo.
Na hora do seu último suspiro, enaltecedor... clamou;
Você não vai pensar em quem, com você errou.
Vai pensar em quem te amou.
Vínculo pra toda hora.
O amor não é algo que vc faz ,
É algo que vc se torna.
É pra toda vida,
Onde a obra é morta.
Goste disso ou não;
O amor segue, na contramão.
Você vai terminar amando algo... Ou alguém.
Respeite o fluxo e o refluxo das ruas; mais além.
Somos pó estelares, ele está em nós.
É o que somos, resistência na voz.
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E o universo está vivo dentro de nós.
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As vezes, a dor é a beleza.
É triste, as crises.
No caminho coletamos cicatrizes
Somos a beleza da criação ...
Eu sei o que falam de mim,
O problema não está nos outros
Está em mim
Romântico loco, que sou fraco
Eu não sou fraco
É preciso ter força para continuar acreditando ...
Mesmo depois de quebrar a cara
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