Me encanta seu olhar
devorador de saudade
E o seu sorriso pela metade
desafia o sol e a gravidade
lembrança constante de mar
Oásis de paz e algum céu
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Eliz Leão
Quer me amar?
O grito incessante
De quem morreu.
Morreu entre não quereres.
Morreu no abandono.
Na sede de carinho. Esquecida,
Morreu à míngua
Na oração de todo dia,
Ela gritava por dentro
Pedia a um Deus, inexistente, indiferente.
Que queria ser amada.
Mas a mágoa a esmagava por dentro
A calava, anulava
Como pessoa, como mulher, como ser existente,
Implodiu seu sentir
Tirou dela o sentido.
O mundo, a deixou doente.
Criou muros, se escondeu.
Virou noites, adoeceu.
Quisera ser alguém.
Aquela que magoaria?
Que desprezaria?
Não, isso ela nunca conseguiu.
E por mais que quisesse.
Atrás de muros se guardaria.
Um certo olá,
Um certo amar,
Um certo poeta,
A veio despertar.
Para um amor que pra ela não existia.
Mas ele a apresentaria, a ensinaria.
Um amor tão grande,
Que de supetão e bolas de demolição
Rompeu todas as barreiras de medo.
E a transformou na mulher mais feliz e amada.
Então, ela percebeu,
Que entrelaçadas aos seus desejos,
Outra linha estava, a dele.
Mesmo antes de o conhecer.
E estaria até o fim do mundo, acontecer.
Eliz Leão
O grito incessante
De quem morreu.
Morreu entre não quereres.
Morreu no abandono.
Na sede de carinho. Esquecida,
Morreu à míngua
Na oração de todo dia,
Ela gritava por dentro
Pedia a um Deus, inexistente, indiferente.
Que queria ser amada.
Mas a mágoa a esmagava por dentro
A calava, anulava
Como pessoa, como mulher, como ser existente,
Implodiu seu sentir
Tirou dela o sentido.
O mundo, a deixou doente.
Criou muros, se escondeu.
Virou noites, adoeceu.
Quisera ser alguém.
Aquela que magoaria?
Que desprezaria?
Não, isso ela nunca conseguiu.
E por mais que quisesse.
Atrás de muros se guardaria.
Um certo olá,
Um certo amar,
Um certo poeta,
A veio despertar.
Para um amor que pra ela não existia.
Mas ele a apresentaria, a ensinaria.
Um amor tão grande,
Que de supetão e bolas de demolição
Rompeu todas as barreiras de medo.
E a transformou na mulher mais feliz e amada.
Então, ela percebeu,
Que entrelaçadas aos seus desejos,
Outra linha estava, a dele.
Mesmo antes de o conhecer.
E estaria até o fim do mundo, acontecer.
Eliz Leão
Poema autoral - 10 anos
Declamação
Declamação
Ronda
Algum fragmento do seu sorriso
cabe inteiro nos meus lábios
um certo brilho nos seus olhos
faz nascer a manhã suavemente
As centelhas das suas chamas
incendeiam corações e mentes
E quando você chora o mar
se agita tamanhas as suas águas
Algum fragmento do seu sorriso
cabe inteiro nos meus lábios
um certo brilho nos seus olhos
faz nascer a manhã suavemente
As centelhas das suas chamas
incendeiam corações e mentes
E quando você chora o mar
se agita tamanhas as suas águas
Z
O seu poema ronda
o silêncio
alimenta-se de sonhos
acende manhãs
O seu poema nunca
está pronto sonha
um mundo de gozos
sorrisos fogosos
e a ternura do cuidado
O seu poema renasce
no olhar desinteressado
numa sede de beleza
num abraço inesperado
-
#marcosADpereira #poemapop
#aprosaeapoesia #notasderodape
#fragmentosdeumdiscursoabandonado
O seu poema ronda
o silêncio
alimenta-se de sonhos
acende manhãs
O seu poema nunca
está pronto sonha
um mundo de gozos
sorrisos fogosos
e a ternura do cuidado
O seu poema renasce
no olhar desinteressado
numa sede de beleza
num abraço inesperado
-
#marcosADpereira #poemapop
#aprosaeapoesia #notasderodape
#fragmentosdeumdiscursoabandonado
Consumação
nossa transa iniciou no olhar
a carne magnética, a pele eriçada
corpos rogando pelo nó
as bocas colam, as línguas calam
na ardente linguagem do desejo
desce elétrico o doce prazer
umedece e enrijece o íntimo
encosto em ti, abraço tua chama
lento a tateio, lendo-a inteira
tua face, teu seio, o mamilo
a cintura, os pelos, os lábios
pequenos, macios, viscosos
os dedos dançam dentro de ti
a tua mão me devora feroz
forte agarra o membro
como fosse presa
selvagem o abocanha
serei a ti oferenda
sereia
incontrolados
fome e sede
nos unimos
únicos
uma só carne
quente e molhada
ofegos e afagos
fogo e gozo
gelo
esvai em tuas coxas
minha semente
mela a cama
floresce rubor
em tuas bochechas
o olor do ato
perfuma as colchas
só quero este encaixe
latejante
estar dentro de tua calidez
em perpétuo torpor
selamos de novo as bocas
sorvendo os hálitos satisfeitos
delirando desnudos
o mundo esquecido
reduzido a nós
entrelaçados.
#
nossa transa iniciou no olhar
a carne magnética, a pele eriçada
corpos rogando pelo nó
as bocas colam, as línguas calam
na ardente linguagem do desejo
desce elétrico o doce prazer
umedece e enrijece o íntimo
encosto em ti, abraço tua chama
lento a tateio, lendo-a inteira
tua face, teu seio, o mamilo
a cintura, os pelos, os lábios
pequenos, macios, viscosos
os dedos dançam dentro de ti
a tua mão me devora feroz
forte agarra o membro
como fosse presa
selvagem o abocanha
serei a ti oferenda
sereia
incontrolados
fome e sede
nos unimos
únicos
uma só carne
quente e molhada
ofegos e afagos
fogo e gozo
gelo
esvai em tuas coxas
minha semente
mela a cama
floresce rubor
em tuas bochechas
o olor do ato
perfuma as colchas
só quero este encaixe
latejante
estar dentro de tua calidez
em perpétuo torpor
selamos de novo as bocas
sorvendo os hálitos satisfeitos
delirando desnudos
o mundo esquecido
reduzido a nós
entrelaçados.
#
#
Teu corpo?
Não.
Quero tocar
tua essência.
Acariciar as labaredas
que expeles
com os olhos que eu vejo,
e me fartar nas profundezas
escuras e úmidas
do teu doce e acre desejo.
Hoje não quero
fazer amor.
Incorporemos o ardor
que nos consome!
Demolindo barreiras, limites,
matéria qual for.
O mundo está lá fora.
Aqui, tudo podemos.
Uma noite inteira, sem sono.
Hoje, quero
que sejamos a fome!
Abra-se para mim,
sem demora
e sussurra sem pudor:
"Vem, meu dono!
Me come!
Vem agora!"
Alberto Busquets.
#Desafio 031
Teu corpo?
Não.
Quero tocar
tua essência.
Acariciar as labaredas
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com os olhos que eu vejo,
e me fartar nas profundezas
escuras e úmidas
do teu doce e acre desejo.
Hoje não quero
fazer amor.
Incorporemos o ardor
que nos consome!
Demolindo barreiras, limites,
matéria qual for.
O mundo está lá fora.
Aqui, tudo podemos.
Uma noite inteira, sem sono.
Hoje, quero
que sejamos a fome!
Abra-se para mim,
sem demora
e sussurra sem pudor:
"Vem, meu dono!
Me come!
Vem agora!"
Alberto Busquets.
#Desafio 031
Se minha pele quente
encontra a tua pele quente
Se minhas mãos deslizam
sem pressa, pelo teu corpo nu
Se nossas respirações
entrecortadas se encaixam e
Se nossos olhos dizem mais
do que nossas bocas famintas.
Aí nossas línguas traçariam
caminhos secretos,
Os dedos, todos eles, explorariam
todos os territórios do seu corpo
que me pertencem e estremecem
Gemidos rompem o silêncio
um chamado
um convite
um mergulho
Para novamente recomeçar.
Nem contamos o tempo
só resta o suor misturado
aos nossos gozos e gostos
e corpos entrelaçados e desejo e…
Tesão…
A entrega sem nome
Inteira eu e você
inteira minha.
❤️
#sexxxtamos
encontra a tua pele quente
Se minhas mãos deslizam
sem pressa, pelo teu corpo nu
Se nossas respirações
entrecortadas se encaixam e
Se nossos olhos dizem mais
do que nossas bocas famintas.
Aí nossas línguas traçariam
caminhos secretos,
Os dedos, todos eles, explorariam
todos os territórios do seu corpo
que me pertencem e estremecem
Gemidos rompem o silêncio
um chamado
um convite
um mergulho
Para novamente recomeçar.
Nem contamos o tempo
só resta o suor misturado
aos nossos gozos e gostos
e corpos entrelaçados e desejo e…
Tesão…
A entrega sem nome
Inteira eu e você
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#Desafio 31
*10 anos*
Quantas memórias
Guarda nossa história?
Muitas…
Quantos beijos
Selaram nosso amor,
Ao longo dos anos?
Tantos…
Quantas juras
De amor juramos,
Arfando?
Incalculáveis…
Houveram chuvas…
Rolaram lágrimas…
Superamos.
Foram 123 luas completas
Desde, o dia que,
Selamos nossos planos!
(Nos testemunhando,
Ao longo dos anos).
E agora…
Começamos mais esta,
A 124ª de um ciclo extra.
Vamos?!
MarU
*10 anos*
Quantas memórias
Guarda nossa história?
Muitas…
Quantos beijos
Selaram nosso amor,
Ao longo dos anos?
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Quantas juras
De amor juramos,
Arfando?
Incalculáveis…
Houveram chuvas…
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Superamos.
Foram 123 luas completas
Desde, o dia que,
Selamos nossos planos!
(Nos testemunhando,
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A 124ª de um ciclo extra.
Vamos?!
MarU
Entre a Corrente e a Chama
O capitalismo, figura possessiva e cruel,
Com suas garras me prende, infiel.
Cobra-me o tempo, a alma e o suor,
E me afoga em tarefas, sem dó nem pudor.
Seus olhos me vigiam, frios e exigentes,
E me cobram perfeição, incessantemente.
Com ele, a vida se torna um fardo pesado,
E me sinto preso, amarrado e sufocado.
Mas eis que surge, no horizonte da semana,
A sexta-feira, a amante que me chama.
Com seu sorriso de fogo, me desamarra,
E me leva para um mundo que me agrada.
Seus braços me envolvem, quentes e macios,
Me entrego de corpo e alma, sem receios
Me afogo em beijos, lascivos e ardentes.
Com ela, me sinto livre, leve, solto e contente.
A sexta-feira me liberta da prisão,
E me leva para um paraíso de paixão.
Com ela, a vida se torna uma aventura,
E me sinto vivo, intenso e sem censura.
Seu toque me acende, me excita, me inflama,
E me entrega ao prazer, sem nenhum drama.
Com ela, me atiro de corpo, alma e coração,
E me afogo em seus desejos, com tesão.
Porém, o capitalismo, ciumento e vingativo,
Me espera na segunda, com seu ar altivo.
E a sexta-feira, amante fugaz, se vai,
Deixando-me órfão, com a alma em contradição.
Mas a chama da paixão que ela acendeu,
Em meu coração, para sempre te chama,
E a doce esperança de reencontrá-la,
Me mantém forte, até o próximo fim de semana.
O capitalismo, figura possessiva e cruel,
Com suas garras me prende, infiel.
Cobra-me o tempo, a alma e o suor,
E me afoga em tarefas, sem dó nem pudor.
Seus olhos me vigiam, frios e exigentes,
E me cobram perfeição, incessantemente.
Com ele, a vida se torna um fardo pesado,
E me sinto preso, amarrado e sufocado.
Mas eis que surge, no horizonte da semana,
A sexta-feira, a amante que me chama.
Com seu sorriso de fogo, me desamarra,
E me leva para um mundo que me agrada.
Seus braços me envolvem, quentes e macios,
Me entrego de corpo e alma, sem receios
Me afogo em beijos, lascivos e ardentes.
Com ela, me sinto livre, leve, solto e contente.
A sexta-feira me liberta da prisão,
E me leva para um paraíso de paixão.
Com ela, a vida se torna uma aventura,
E me sinto vivo, intenso e sem censura.
Seu toque me acende, me excita, me inflama,
E me entrega ao prazer, sem nenhum drama.
Com ela, me atiro de corpo, alma e coração,
E me afogo em seus desejos, com tesão.
Porém, o capitalismo, ciumento e vingativo,
Me espera na segunda, com seu ar altivo.
E a sexta-feira, amante fugaz, se vai,
Deixando-me órfão, com a alma em contradição.
Mas a chama da paixão que ela acendeu,
Em meu coração, para sempre te chama,
E a doce esperança de reencontrá-la,
Me mantém forte, até o próximo fim de semana.