Alma
(006 de 365)
A alma é a noite, como a noite é bela,
E veste de negro o vão firmamento;
A noite é a graça, a garça singela,
Que voa e que vaga, e que beija o vento.
A noite é a alma, e a alma, a alma,
É o sonho dourado da vã poesia;
E é poesia o pranto que acalma,
Como é sentimento a garça que pia.
A alma é a garça; a garça é o sonho,
O sonho dourado da vida que cala;
A alma é a vida, o amor que proponho
Do fundo do berço onde a vida me embala.
A alma é o sonho, o sonho é o dia,
E o dia é a Lua, que a noite consola;
E a Lua é aquela que, na noite fria,
Lhe rouba a magia, e lhe traz a aurora.
A Lua é a Lua, a Lua, a Lua,
Que brilha a maré, e que faz uivar
O lobo, na noite pela qual flutua
E brilha, e queima, e paira no ar.
É a alma, enfim, a vida perdida
Nas páginas brancas que escondem o trauma
De ter, entre o sonho, a Lua e a vida,
A noite, a garça, o vento e a alma.
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Jardineiro
Sonhei-me jardim.
Ode à botânica entropia,
Terra úmida de loucuras-ideias.
Ora brotei grama, ora cresci árvore,
Criei raízes que voaram para outras terras.
Paciente, derrubei cercas
Transbordando livreverde
Minha lida.
Por vezes caí fruto, aprendendo
A transmutar pequenas mortes
Em sementes de vida.
As flores são poucas (e caras a mim);
Mas, mesmo libertas,
Deixam as lembranças de seu
Desabrochar...
Banhado na chuva noturna,
Aninhado ao perfume
da Rosa e Jasmim,
Sonhei-me jardim
E percebi-me bêbado de orvalho
Em cada pétala que aguarda
O dia chegar.
Deitei-me jardim em mim mesmo
E plantei uns punhados de rimas
Aguardando suas sombras-poesia
Para as tardes quentes de janeiro:
Sonhei-me jardim,
Acordei jardineiro.
Alberto Busquets.
#Desafio 006
Sonhei-me jardim.
Ode à botânica entropia,
Terra úmida de loucuras-ideias.
Ora brotei grama, ora cresci árvore,
Criei raízes que voaram para outras terras.
Paciente, derrubei cercas
Transbordando livreverde
Minha lida.
Por vezes caí fruto, aprendendo
A transmutar pequenas mortes
Em sementes de vida.
As flores são poucas (e caras a mim);
Mas, mesmo libertas,
Deixam as lembranças de seu
Desabrochar...
Banhado na chuva noturna,
Aninhado ao perfume
da Rosa e Jasmim,
Sonhei-me jardim
E percebi-me bêbado de orvalho
Em cada pétala que aguarda
O dia chegar.
Deitei-me jardim em mim mesmo
E plantei uns punhados de rimas
Aguardando suas sombras-poesia
Para as tardes quentes de janeiro:
Sonhei-me jardim,
Acordei jardineiro.
Alberto Busquets.
#Desafio 006
Gente, pensando já no próximo projeto, já estou considerando alguns possíveis títulos, e queria a ajuda de vocês:
Uma parte muito importante da historia tem a ver com espelho, e como eu disse, tem phrogging, então, vou deixar alguns títulos pra vocês me ajudarem a decidir.
1- Através do espelho
2- Colega de casa
3- Quem está aí?
4- Intercâmbio (porque é uma brasileira indo para os EUA)
Uma parte muito importante da historia tem a ver com espelho, e como eu disse, tem phrogging, então, vou deixar alguns títulos pra vocês me ajudarem a decidir.
1- Através do espelho
2- Colega de casa
3- Quem está aí?
4- Intercâmbio (porque é uma brasileira indo para os EUA)
Se você soubesse
os poemas
que meus olhos
escrevem
em seu corpo
se você soubesse
os poemas
que minha boca
declama
em seus lábios
se você soubesse
os poemas
que minhas mãos
exaltam
em seu seio
você
se sentiria
livre
e eu
me sentiria
poeta.
Alberto Busquets.
#Desafio 005
os poemas
que meus olhos
escrevem
em seu corpo
se você soubesse
os poemas
que minha boca
declama
em seus lábios
se você soubesse
os poemas
que minhas mãos
exaltam
em seu seio
você
se sentiria
livre
e eu
me sentiria
poeta.
Alberto Busquets.
#Desafio 005
#Desafio 004
Onde se esconde o divino?
Nos teus olhos,
nos meus.
Dois pontos no vazio:
somados,
fazem-se horizonte;
alados,
procura aflita
e, se permitidos,
carne viva
a pulsar ardida,
intermitente,
no descompasso da vida.
Ao deparar com o belo,
um suspiro;
mas que ventura descobrir
algo mais raro,
que arde na língua do espírito:
o despir da alma
revelando o avesso do véu,
descosturando a veste apática
ao expor o ser desconstruído.
E, perpetuando o olhar,
(doce, meigo, palatável)
o sagrado ali se nota
e o silêncio, outrora incômodo,
agora se torna cântico.
Crs Ribeiro
#desafio 004
Onde se esconde o divino?
Nos teus olhos,
nos meus.
Dois pontos no vazio:
somados,
fazem-se horizonte;
alados,
procura aflita
e, se permitidos,
carne viva
a pulsar ardida,
intermitente,
no descompasso da vida.
Ao deparar com o belo,
um suspiro;
mas que ventura descobrir
algo mais raro,
que arde na língua do espírito:
o despir da alma
revelando o avesso do véu,
descosturando a veste apática
ao expor o ser desconstruído.
E, perpetuando o olhar,
(doce, meigo, palatável)
o sagrado ali se nota
e o silêncio, outrora incômodo,
agora se torna cântico.
Crs Ribeiro
#desafio 004
Me arrepia a pele
quando imagino
a hora de estar com você.
Suas mãos quentes, firmes
me levam ao paraíso.
Teu abraço me envolve
o cheiro da tua respiração
me faz ver estrelas
em pleno dia…
Adoro quando você me pega
com o toque que só você tem.
Já me conhece tanto que me mapeia
e me beija inteira
calando minha voz
perdendo-me em nós.
No calor do teu corpo
tua língua desliza no meu ouvido
mordisca meu pescoço
atrevida, lambe meus seios.
Tuas mãos inquietas
exploram cada pedaço meu
que de tanto conhecer é teu e
buscam esconderijos
provocam arrepios
desvendam sensações
que eram adormecidas.
Você desvenda todos.
Me entrego inteira
te sinto
te desejo
me penetra
e gozo, completa
perdida na febre que é ser
toda tua.
冀
quando imagino
a hora de estar com você.
Suas mãos quentes, firmes
me levam ao paraíso.
Teu abraço me envolve
o cheiro da tua respiração
me faz ver estrelas
em pleno dia…
Adoro quando você me pega
com o toque que só você tem.
Já me conhece tanto que me mapeia
e me beija inteira
calando minha voz
perdendo-me em nós.
No calor do teu corpo
tua língua desliza no meu ouvido
mordisca meu pescoço
atrevida, lambe meus seios.
Tuas mãos inquietas
exploram cada pedaço meu
que de tanto conhecer é teu e
buscam esconderijos
provocam arrepios
desvendam sensações
que eram adormecidas.
Você desvenda todos.
Me entrego inteira
te sinto
te desejo
me penetra
e gozo, completa
perdida na febre que é ser
toda tua.
冀
#
Pela anca
te pego,
grosseiro
Pela perna
te arrasto
para trás;
Pela cintura
à minha altura
minha boca
emoldura
úmida tez:
tiro tua paz!
Pela anca
te trago
primeiro,
Pelas pernas
me arrasto
audaz;
E à cintura,
há mãos
há beijos
há sons
e solfejos
com meus dons
e minha vez
de me banhar
e de te querer
muito mais!
Alberto Busquets.
#Desafio 003
Pela anca
te pego,
grosseiro
Pela perna
te arrasto
para trás;
Pela cintura
à minha altura
minha boca
emoldura
úmida tez:
tiro tua paz!
Pela anca
te trago
primeiro,
Pelas pernas
me arrasto
audaz;
E à cintura,
há mãos
há beijos
há sons
e solfejos
com meus dons
e minha vez
de me banhar
e de te querer
muito mais!
Alberto Busquets.
#Desafio 003
Fonte da vida, mãe!
Amor maior, sem limites!
Desde as panquecas da manhã
Até os chamados ao sono, ao fim dos jogos
Matemática que soma e divide
Conserta o que a gente nem sabia
Que a gente não via, que perdia
Ela conhecia
Descobria, adivinhava
E quando não tinha mais, voltava
Na geometria, multiplicava
Todos os lados, todas as curvas
Girava em si mesma, pra ser o Sol
E ao mesmo tempo planeta
Sem ter, entregava
Amando, amava
Porque não só se importava
Vivia numa grande escuridão
E ainda assim iluminava
O coração
Que cabe o ano todo
A virada
O fim e o começo
Renovada
Sempre se recriava
No seu amor.
#EderB.Jr. e Bianca Leão
#Revista
Amor maior, sem limites!
Desde as panquecas da manhã
Até os chamados ao sono, ao fim dos jogos
Matemática que soma e divide
Conserta o que a gente nem sabia
Que a gente não via, que perdia
Ela conhecia
Descobria, adivinhava
E quando não tinha mais, voltava
Na geometria, multiplicava
Todos os lados, todas as curvas
Girava em si mesma, pra ser o Sol
E ao mesmo tempo planeta
Sem ter, entregava
Amando, amava
Porque não só se importava
Vivia numa grande escuridão
E ainda assim iluminava
O coração
Que cabe o ano todo
A virada
O fim e o começo
Renovada
Sempre se recriava
No seu amor.
#EderB.Jr. e Bianca Leão
#Revista
Belo e nu.
As vestes nada escondem,
quando a alma se desnuda
em plena luz.
Trazes no peito as marcas,
feridas tão tuas, tão fundas,
que o tempo não calou.
Ah, essas frustrações
que não apagam o lume do olhar!
Sonhos dormem inquietos,
desejos tateiam o ar.
Sem bússola, sem norte,
mas plenos de fome.
Que a pele sedenta,
que os olhos febris,
ousados,
rompam as sombras.
Que busquem o pódio
beijando o caminho,
como quem dança com o porvir.
Vá! Sem promessas,
sem guarida,
como quem desafia o próprio céu.
Vá com a ousadia
de um peito que se guardou demais,
mas agora lateja,
querendo existir.
Querendo encontrar…
Crs Ribeiro
As vestes nada escondem,
quando a alma se desnuda
em plena luz.
Trazes no peito as marcas,
feridas tão tuas, tão fundas,
que o tempo não calou.
Ah, essas frustrações
que não apagam o lume do olhar!
Sonhos dormem inquietos,
desejos tateiam o ar.
Sem bússola, sem norte,
mas plenos de fome.
Que a pele sedenta,
que os olhos febris,
ousados,
rompam as sombras.
Que busquem o pódio
beijando o caminho,
como quem dança com o porvir.
Vá! Sem promessas,
sem guarida,
como quem desafia o próprio céu.
Vá com a ousadia
de um peito que se guardou demais,
mas agora lateja,
querendo existir.
Querendo encontrar…
Crs Ribeiro
Não te amo pela luz fácil das manhãs,
Mas na escuridão que calça os nossos pés,
Onde o silêncio não se esconde,
Mas perfura os sons, ferindo as horas.
És a pedra firme nas minhas margens
E também o rio que me navega.
Teu rosto é meu mapa de felicidade
E teu sorriso o objetivo que se revela
Não há nada em ti que não invade:
Uma marca a se cravar na carne,
Um poema que explode, no existir.
O nervo pulsante do amor
Talvez se fosses só paraíso,
Tudo isso ainda existiria?
Ou tua tempestade que devora,
Leva meu barco ao calor ou calmaria
Entre força e dor,
Imaginação, com o Sol ao seu pôr (e dispor)
Realidade, do intenso furor
Te admiro, pra sempre, onde você for.
#EderB.Jr.
#Revista
Mas na escuridão que calça os nossos pés,
Onde o silêncio não se esconde,
Mas perfura os sons, ferindo as horas.
És a pedra firme nas minhas margens
E também o rio que me navega.
Teu rosto é meu mapa de felicidade
E teu sorriso o objetivo que se revela
Não há nada em ti que não invade:
Uma marca a se cravar na carne,
Um poema que explode, no existir.
O nervo pulsante do amor
Talvez se fosses só paraíso,
Tudo isso ainda existiria?
Ou tua tempestade que devora,
Leva meu barco ao calor ou calmaria
Entre força e dor,
Imaginação, com o Sol ao seu pôr (e dispor)
Realidade, do intenso furor
Te admiro, pra sempre, onde você for.
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