Cabocla
tema de poema
de sonho e emoção
nessa praia e restinga
feito flor do mandacaru
brilha sobre a areia
respira soberana
sorri pra esse poeta
que tanto já te ama
sem nem ter ainda
o prazer de conhecer
esse aroma de caju
cabocla pequena
da pele feito canela
acredita em teu destino
saia da janela e cante
o amor em Aracaju
Edu Liguori
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Eliz Leão
#Desafio 191
Quase nunca,
nem sempre.
Talvez amanhã…
Hoje!
Quando é que você sente a tal da certeza?
O que valida um sentimento?
A seta?
O caminho?
O alvo?
Como saber se a mira vale a flecha?
Se até o que é tangível
escorre
feito areia,
feito tempo.
O que preenche:
ilude.
E a tal da segurança
talvez só seja
uma brisa
fantasiada de chão firme.
Quem manda em você:
a mente que trama
ou o coração que tropeça?
Crs Ribeiro
Quase nunca,
nem sempre.
Talvez amanhã…
Hoje!
Quando é que você sente a tal da certeza?
O que valida um sentimento?
A seta?
O caminho?
O alvo?
Como saber se a mira vale a flecha?
Se até o que é tangível
escorre
feito areia,
feito tempo.
O que preenche:
ilude.
E a tal da segurança
talvez só seja
uma brisa
fantasiada de chão firme.
Quem manda em você:
a mente que trama
ou o coração que tropeça?
Crs Ribeiro
#Desafio 191
*Amor e vinho*
Estou vivendo
de amor
e vinho.
Sorvendo
sentimentos ébrios,
degustando
sabores e instintos,
afogando o tédio.
Me embriagando
de ideias loucas…
e saboreando tudo
com água na boca!
Esquecendo
dos problemas,
compondo poemas
e derramando vinho…
dentro da boca.
Meio tonta,
no duplo sentido…
sentindo.
No trançar
das pernas,
traçando o vinho,
transando poemas.
Ruindo
as barreiras
dos pudores,
me permitindo
cair de amores
e pondo a culpa
no vinho tinto
e seus sabores.
Os calores…
o instinto…
Bebo
e escrevo,
me permitindo.
Para todos os efeitos,
sou poeta…
e confundindo,
não me responsabilizo.
Isso é coisa
do eu lírico.
MarU
*Amor e vinho*
Estou vivendo
de amor
e vinho.
Sorvendo
sentimentos ébrios,
degustando
sabores e instintos,
afogando o tédio.
Me embriagando
de ideias loucas…
e saboreando tudo
com água na boca!
Esquecendo
dos problemas,
compondo poemas
e derramando vinho…
dentro da boca.
Meio tonta,
no duplo sentido…
sentindo.
No trançar
das pernas,
traçando o vinho,
transando poemas.
Ruindo
as barreiras
dos pudores,
me permitindo
cair de amores
e pondo a culpa
no vinho tinto
e seus sabores.
Os calores…
o instinto…
Bebo
e escrevo,
me permitindo.
Para todos os efeitos,
sou poeta…
e confundindo,
não me responsabilizo.
Isso é coisa
do eu lírico.
MarU
#Desafio 194
Lápide
Desejo industrializado,
fabricado,
condicionado.
Peles lisas,
músculos saltados,
bocas amplas:
não sabem falar, não.
Cabelos muito lisos,
loiros.
Costelas retiradas,
gorduras aspiradas.
Corpos perfeitos:
insatisfeitos.
Calmantes, estimulantes.
Whey, Monjaro, Ozempic:
depressão, pânico,
suicídio.
Quem são esses,
meus irmãos?
Afastam-se da essência,
não toleram a diferença,
dedos que apontam,
braços que não acolhem.
Vivemos assim
na eterna exposição
da Felicidade que não existe.
Um pano de brilho
sobre o buraco escuro
que devora a alma
de cada um.
E quando já não há corpo
pra sacrificar,
vendem o silêncio.
Decoram o caixão,
Põem o figurino do luto
uma última
encenação.
Crs Ribeiro
Lápide
Desejo industrializado,
fabricado,
condicionado.
Peles lisas,
músculos saltados,
bocas amplas:
não sabem falar, não.
Cabelos muito lisos,
loiros.
Costelas retiradas,
gorduras aspiradas.
Corpos perfeitos:
insatisfeitos.
Calmantes, estimulantes.
Whey, Monjaro, Ozempic:
depressão, pânico,
suicídio.
Quem são esses,
meus irmãos?
Afastam-se da essência,
não toleram a diferença,
dedos que apontam,
braços que não acolhem.
Vivemos assim
na eterna exposição
da Felicidade que não existe.
Um pano de brilho
sobre o buraco escuro
que devora a alma
de cada um.
E quando já não há corpo
pra sacrificar,
vendem o silêncio.
Decoram o caixão,
Põem o figurino do luto
uma última
encenação.
Crs Ribeiro
Eu virei um zumbi
Eu virei um zumbi
Te buscando
Pedindo
Implorando
Atrás de você!
Eu virei um vampiro!
Eu virei um vampiro!
Eu voava pelos teus sonhos
Em teus desejos
Eu ia sugando!
Eu virei um arcanjo!
Eu virei um arcanjo!
Eu enfrentava pecados
Por todos os lados
Ia glorificando
Eu virei um herói
Um herói
Que era salvo por ti!
Um herói
Que sempre é salvo por ti!
Eder B. Jr.
Música criada com o Suno
Eu virei um zumbi
Te buscando
Pedindo
Implorando
Atrás de você!
Eu virei um vampiro!
Eu virei um vampiro!
Eu voava pelos teus sonhos
Em teus desejos
Eu ia sugando!
Eu virei um arcanjo!
Eu virei um arcanjo!
Eu enfrentava pecados
Por todos os lados
Ia glorificando
Eu virei um herói
Um herói
Que era salvo por ti!
Um herói
Que sempre é salvo por ti!
Eder B. Jr.
Música criada com o Suno
Hoje
A alegria está aqui.
Mora aqui, em mim.
Não é estar feliz "apesar de",
Não é estar feliz "quando acontecer"
Nem estar feliz "ainda que".
É ser feliz sem condicional,
Ter um sol interno, a irradiar
Em "Bom dia" e "Obrigado".
Em sorrisos.
Não há derrota.
Há a vontade de viver
Que vira versos diários e intensos.
Há um dia que vira poesia a cada instante.
Hoje, o espelho me sorriu,
Não para lembrar daquilo que não ficou:
Mas para me oferecer um café,
E brindarmos o que permaneceu em mim:
Sonhos. Planos. Sentimento a ser vivido.
Presente.
E hoje, quero ler até cair no riso,
Quero rir até que a inspiração ouça,
E, curiosa, venha estar comigo
Para me incentivar até escrever.
E quero escrever até cansar e ficar satisfeito,
E, então, com tanta vida já escrita,
Me sentar e tornar a ler...
Mas... E se ainda houver cacos no meu coração?
Ah, quero, então, pintá-los em cores vivas
Fazer um vitral no peito,
E deixar que meu sol interior ilumine o meu caminho.
Não caibo mais em métrica nem rima:
Hoje, sou meu próprio amor.
Hoje, sou meu próprio sol.
Meu próprio eu e meu próprio fim.
Em mim.
A alegria está aqui.
Mora aqui, em mim.
Não é estar feliz "apesar de",
Não é estar feliz "quando acontecer"
Nem estar feliz "ainda que".
É ser feliz sem condicional,
Ter um sol interno, a irradiar
Em "Bom dia" e "Obrigado".
Em sorrisos.
Não há derrota.
Há a vontade de viver
Que vira versos diários e intensos.
Há um dia que vira poesia a cada instante.
Hoje, o espelho me sorriu,
Não para lembrar daquilo que não ficou:
Mas para me oferecer um café,
E brindarmos o que permaneceu em mim:
Sonhos. Planos. Sentimento a ser vivido.
Presente.
E hoje, quero ler até cair no riso,
Quero rir até que a inspiração ouça,
E, curiosa, venha estar comigo
Para me incentivar até escrever.
E quero escrever até cansar e ficar satisfeito,
E, então, com tanta vida já escrita,
Me sentar e tornar a ler...
Mas... E se ainda houver cacos no meu coração?
Ah, quero, então, pintá-los em cores vivas
Fazer um vitral no peito,
E deixar que meu sol interior ilumine o meu caminho.
Não caibo mais em métrica nem rima:
Hoje, sou meu próprio amor.
Hoje, sou meu próprio sol.
Meu próprio eu e meu próprio fim.
Em mim.
Valsa
Hum...
Pa...
... Pá...
Hum...
Pá...
... Pá...
Ho...
...je
eu
que...
...ro
ser
só
teu
A...
...mor,
ser
teu
ser...
...vo,
teu
Deus,
teu
Mis...
...té...
....rio:
des...
...ven...
...da-...
... me!
Ho...
...je
só
que...
...ro
dan...
...çar
me en...
...vol...
...ven...
...do
em
Ti,
con...
...du...
...zin...
...do a
ca...
...dên...
...cia
do
nos...
...só a...
...mor.
Que...
...ro
te a...
...mar
e
te a...
...mar
Mais
e
mais,
e
te a...
...mar
sem
pa...
...rar,
a...
...té o
...fim
des...
sa
val...
..sa
que em...
...ba...
...la, e
pro...
...var
que o
meu
cen...
...tro é
Tu.
Hum...
Pa...
... Pá...
Hum...
Pá...
... Pá...
Ho...
...je
eu
que...
...ro
ser
só
teu
A...
...mor,
ser
teu
ser...
...vo,
teu
Deus,
teu
Mis...
...té...
....rio:
des...
...ven...
...da-...
... me!
Ho...
...je
só
que...
...ro
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me en...
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...do
em
Ti,
con...
...du...
...zin...
...do a
ca...
...dên...
...cia
do
nos...
...só a...
...mor.
Que...
...ro
te a...
...mar
e
te a...
...mar
Mais
e
mais,
e
te a...
...mar
sem
pa...
...rar,
a...
...té o
...fim
des...
sa
val...
..sa
que em...
...ba...
...la, e
pro...
...var
que o
meu
cen...
...tro é
Tu.
Me deixa te ler devagar, sem pressa,
Folhear teus silêncios, desvendar tua promessa.
Teu corpo é poema que perfuma o ar,
Com ritmo, melodia e cheiro de mar.
Tua pele é página escrita em desejo,
Teus olhos, dois versos que guardam um beijo.
Me empresta tua história sem fim,
Para eu escrever um crossover em mim.
Me deixa te ler no escuro da sala,
Com os dedos nos traços da tua fala.
Te ler com a boca, com o corpo e com a mão,
Ser tinta, ser verbo, ser tua canção.
Te ler no compasso do teu arrepio,
No sopro ofegante, no toque tardio.
Descobrir teus segredos sem censura,
Beber tua alma na minha loucura.
Folhear teus silêncios, desvendar tua promessa.
Teu corpo é poema que perfuma o ar,
Com ritmo, melodia e cheiro de mar.
Tua pele é página escrita em desejo,
Teus olhos, dois versos que guardam um beijo.
Me empresta tua história sem fim,
Para eu escrever um crossover em mim.
Me deixa te ler no escuro da sala,
Com os dedos nos traços da tua fala.
Te ler com a boca, com o corpo e com a mão,
Ser tinta, ser verbo, ser tua canção.
Te ler no compasso do teu arrepio,
No sopro ofegante, no toque tardio.
Descobrir teus segredos sem censura,
Beber tua alma na minha loucura.
Estrada da Miséria
Tem um futuro muito belo logo à frente, é bem depois, bem depois do rio seco.
Vá, não duvide, sei que o caminho é morto, mas tanta morte vai levar até o ouro!
Mas quando eu piso, sinto o podre na minha sola! Mas quando eu sinto, sinto a morte na minha boca!
Eu dou um passo, dou três passos, e passo ao dobro! Ando mais rápido, mas o ouro tá distante!
Fico confuso, pra onde foi esse futuro? É só mais morte, só mais morto e só mais corpo, é só o seco e o sol sempre escaldante!
E quando eu piso, sinto o podre na minha sola! E quando eu sinto, sinto a morte na minha boca!
Agora eu noto que estou preso nessa estrada e que o futuro era promessa vazia!
Tudo desculpa, desculpa esfarrapada! Tudo mentira pra matar sonso na estrada!
E agora sigo feito um burro sem destino! Sigo perdido nessa estrada da miséria!
E quando eu piso, sinto o podre na minha sola! E quando eu sinto, sinto a morte na minha boca!
E quando morro, pela estrada eu sou deixado.
Tem um futuro muito belo logo à frente, é bem depois, bem depois do rio seco.
Vá, não duvide, sei que o caminho é morto, mas tanta morte vai levar até o ouro!
Mas quando eu piso, sinto o podre na minha sola! Mas quando eu sinto, sinto a morte na minha boca!
Eu dou um passo, dou três passos, e passo ao dobro! Ando mais rápido, mas o ouro tá distante!
Fico confuso, pra onde foi esse futuro? É só mais morte, só mais morto e só mais corpo, é só o seco e o sol sempre escaldante!
E quando eu piso, sinto o podre na minha sola! E quando eu sinto, sinto a morte na minha boca!
Agora eu noto que estou preso nessa estrada e que o futuro era promessa vazia!
Tudo desculpa, desculpa esfarrapada! Tudo mentira pra matar sonso na estrada!
E agora sigo feito um burro sem destino! Sigo perdido nessa estrada da miséria!
E quando eu piso, sinto o podre na minha sola! E quando eu sinto, sinto a morte na minha boca!
E quando morro, pela estrada eu sou deixado.