Sonho de Maio
Poemas Antigos 007
(Mas acho que perdi a conta...)
(E nem percebi que, sim, estamos em maio... mas esse maio é mais antigo)
**Sonho de Maio**
Um dia me verás com os olhos d'água
transbordando de tristeza minha mágoa,
pra que jamais ela volte a me assustar;
e neste dia, calmo e delirante,
terás em mim o seu melhor amante,
o seu amado, o seu amigo; o homem certo pra te amar.
Sim; me terás inteiro em tua fina
e perfumada pele de menina
onde a saudade já não existe mais;
ora, que se hoje de saudades canto,
amanhã enxugarei teu pranto,
pra que não voltes a chorar jamais.
Tola sina, vaga de certeza;
se não encontro hoje em tua frieza
um só motivo que me faça desistir
de afagar os teus cabelos morenos,
e me ajoelhar ante os pés pequenos;
o que me resta apenas é prosseguir
a clamar pelo amor que eu sei que existe,
e se hoje, ao dizer não, me deixas triste,
não me entristece mais porque te adoro;
e diante de tão fútil negação
perceberás que não adianta dizer não
se mesmo sabes que dentro de ti 'inda moro.
Talvez por isso seja eu tão renitente
em alcançar de alguma forma o beijo ardente
que dos teus lábios me parecem seduzir;
para que mesmo depois de o Sol se pôr
possa provar com carinho o teu sabor,
e que a doçura em mim possa refletir
o teu olhar, que por mim irá brilhar,
e mais e mais, quando em meus olhos se inspirar.
E que a Lua, nesta madrugada quente,
venha roubar desta tua luz maravilhosa
com reverência, pra que brilhe, majestosa,
iluminando o nosso céu eternamente.
E se, por ora, idolatrando-te destarte,
Lhe paire a dúvida de que sempre irei amar-te,
não cegue os olhos com injúria tão cruel:
apenas deixe transparecer na retina
que és minha musa, minha inspiração divina;
és minha aura; és minh'alma; és meu céu.
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Eliz Leão
O Triste Soneto da Rosa
(Poemas antigos 008)
Não sei se já postei esse, estou me perdendo nas contas.
Toma. Esta rosa é tua.
Achei-a, pobre, jogada
No meio do canto da rua;
Embaixo de tua sacada.
Nem todo conto é de fada;
Nem toda noite tem Lua;
Aceite-a, sem dizer nada:
Toma; esta rosa é tua.
E será sempre esta rosa,
Tão singela e gloriosa,
Que fará você lembrar
Que, junto com esta flor,
Eu te dei o meu amor
Pr’a tentar te conquistar.
(Poemas antigos 008)
Não sei se já postei esse, estou me perdendo nas contas.
Toma. Esta rosa é tua.
Achei-a, pobre, jogada
No meio do canto da rua;
Embaixo de tua sacada.
Nem todo conto é de fada;
Nem toda noite tem Lua;
Aceite-a, sem dizer nada:
Toma; esta rosa é tua.
E será sempre esta rosa,
Tão singela e gloriosa,
Que fará você lembrar
Que, junto com esta flor,
Eu te dei o meu amor
Pr’a tentar te conquistar.
Vou compartilhar um poema da Hilda Hilst, mas antes disso, vou contar uma história sobre mim, um pouco longa, até chegar lá, espero que tenham paciência e achem interessante.
Há 24 anos, passei no meu primeiro vestibular. Cursei Relações Internacionais na Unesp em Franca, no interior de São Paulo.
Em 2008, passei na UFOP e cursei Administração à distância, num pioneiro curso do tipo, na época.
Em 2012, passei na USP em Letras e depois de 3 anos de curso, com algumas matérias trancadas...
... parei definitivamente para conciliar trabalho e a vida de pai.
Ontem, sem nunca mais ter tido nenhum contato com esse tipo de lógica, voltei a prestar um vestibular.
A prova da Univesp, para voltar a cursar Letras, me causou uma sensação muito forte de voltar no tempo e ao mesmo tempo ter um contexto completamente diferente.
Mesmo com a sensação cada vez mais crescente da desvalorização do curso superior, que me fez até começar a escrever "Placa de Proibido Estacionar" que conta...
... a história de um morador de rua com doutorado, num futuro onde nenhum conhecimento humano é mais válido e tudo pode ser substituído por dispositivos, porém, numa sociedade em crise absurda com disparidade de acessos, eu ainda insisto em acreditar que vale a pena o saber e o retransmitir....
Espero que gostem do poema que esteve nessa prova, que vou postar a seguir.
Há 24 anos, passei no meu primeiro vestibular. Cursei Relações Internacionais na Unesp em Franca, no interior de São Paulo.
Em 2008, passei na UFOP e cursei Administração à distância, num pioneiro curso do tipo, na época.
Em 2012, passei na USP em Letras e depois de 3 anos de curso, com algumas matérias trancadas...
... parei definitivamente para conciliar trabalho e a vida de pai.
Ontem, sem nunca mais ter tido nenhum contato com esse tipo de lógica, voltei a prestar um vestibular.
A prova da Univesp, para voltar a cursar Letras, me causou uma sensação muito forte de voltar no tempo e ao mesmo tempo ter um contexto completamente diferente.
Mesmo com a sensação cada vez mais crescente da desvalorização do curso superior, que me fez até começar a escrever "Placa de Proibido Estacionar" que conta...
... a história de um morador de rua com doutorado, num futuro onde nenhum conhecimento humano é mais válido e tudo pode ser substituído por dispositivos, porém, numa sociedade em crise absurda com disparidade de acessos, eu ainda insisto em acreditar que vale a pena o saber e o retransmitir....
Espero que gostem do poema que esteve nessa prova, que vou postar a seguir.
Quem pudera imaginar
Quem ousaria sonhar!
Aquele amor,
Tão simplesmente,
Que acontece na alma da gente.
Tem empatia, tem coração,
Tem doer, que nunca sentiu,
Mas, se na tua alma sangra,
Sangro eu e inflama.
Mas tem estender, de mãos e abraços.
Tem presença, mesmo de longe.
Tem permanência.
Tem gostar de graça.
Tem conversa que é cura.
Tem sorriso em meio às lágrimas.
Porque tudo que é ela, é força.
Força, que por vezes perdemos,
E doamos uma à outra.
Tem fé, em si mesma.
Tem olhar que acolhe.
Tem certeza.
Quem podia imaginar,
Que ao se aproximar
O outono da vida,
Tanta flor, floresceria.
Eliz Leão
#festadascalcinhas
Quem ousaria sonhar!
Aquele amor,
Tão simplesmente,
Que acontece na alma da gente.
Tem empatia, tem coração,
Tem doer, que nunca sentiu,
Mas, se na tua alma sangra,
Sangro eu e inflama.
Mas tem estender, de mãos e abraços.
Tem presença, mesmo de longe.
Tem permanência.
Tem gostar de graça.
Tem conversa que é cura.
Tem sorriso em meio às lágrimas.
Porque tudo que é ela, é força.
Força, que por vezes perdemos,
E doamos uma à outra.
Tem fé, em si mesma.
Tem olhar que acolhe.
Tem certeza.
Quem podia imaginar,
Que ao se aproximar
O outono da vida,
Tanta flor, floresceria.
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a constelação dos seus olhos
cassiopeia, andrômeda, órion
palha frente a teus olhos
astro tanto, ensolara
erige esmeralda onde passa
teus olhos
põem terra abaixo
qualquer sonhada divindade
divinos
sirvo a eles
servo
os observo e adoro
feito quem adorna um panteão.
cassiopeia, andrômeda, órion
palha frente a teus olhos
astro tanto, ensolara
erige esmeralda onde passa
teus olhos
põem terra abaixo
qualquer sonhada divindade
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sirvo a eles
servo
os observo e adoro
feito quem adorna um panteão.
Um Coração que pulsa
Há um desejo que me aperta, qual um calo,
Mas me calo,
Pois sangram-me as setas que este desejo me lança,
Qual uma lança.
Me deixo morrer, e contra esta paixão em luto
Eu luto
Pois devo trilhar a estrada do sentir
Sem ti.
És, enfim, de outro. A decência, qual uma cobra,
Me cobra;
E sei que, a esta derrota, tarde ou cedo,
Eu cedo.
Mas, em devaneios, beijo teus lábios e sinto teu gosto
E gosto,
E te rasgo o peito e te mordo e te deixo presa
Em minha presa.
Tolo que sou; meu amor ainda nada
No Nada.
E, sem poder correr a ti, qual um rio,
Eu rio,
Farto de me esconder em cantos,
Me encanto,
E, por fim, meu corpo, em chamas,
Te chama.
Há um desejo que me aperta, qual um calo,
Mas me calo,
Pois sangram-me as setas que este desejo me lança,
Qual uma lança.
Me deixo morrer, e contra esta paixão em luto
Eu luto
Pois devo trilhar a estrada do sentir
Sem ti.
És, enfim, de outro. A decência, qual uma cobra,
Me cobra;
E sei que, a esta derrota, tarde ou cedo,
Eu cedo.
Mas, em devaneios, beijo teus lábios e sinto teu gosto
E gosto,
E te rasgo o peito e te mordo e te deixo presa
Em minha presa.
Tolo que sou; meu amor ainda nada
No Nada.
E, sem poder correr a ti, qual um rio,
Eu rio,
Farto de me esconder em cantos,
Me encanto,
E, por fim, meu corpo, em chamas,
Te chama.
#Link365TemasLivros 129 - Fale sobre um livro que trate de doenças infecciosas.
Ah, "A Dança da Morte", de Stephen King! Fui atrás de resenhas e fiquei fascinada com o que encontrei. O livro é uma verdadeira epopeia pós-apocalíptica, onde um vírus mortal dizima 99% da população mundial. O que sobra são sobreviventes divididos entre duas forças opostas: o bem, representado pela centenária Mãe Abigail, e o mal, encarnado pelo enigmático Randall Flagg.
O que mais me chamou atenção nas resenhas foi a profundidade dos personagens e a forma como King constrói a tensão ao longo das mais de mil páginas. A história começa com o avanço implacável da doença, que se espalha de maneira assustadoramente realista. Depois, os sobreviventes embarcam em uma jornada cheia de desafios, sonhos misteriosos e um inevitável confronto entre as forças opostas.
Muitos leitores destacam que o livro é extenso e detalhado, o que pode ser um desafio para quem não gosta de narrativas longas. Mas, ao mesmo tempo, essa riqueza de detalhes torna a experiência ainda mais imersiva. A batalha entre o bem e o mal é intensa, e King não poupa descrições impactantes.
Ah, "A Dança da Morte", de Stephen King! Fui atrás de resenhas e fiquei fascinada com o que encontrei. O livro é uma verdadeira epopeia pós-apocalíptica, onde um vírus mortal dizima 99% da população mundial. O que sobra são sobreviventes divididos entre duas forças opostas: o bem, representado pela centenária Mãe Abigail, e o mal, encarnado pelo enigmático Randall Flagg.
O que mais me chamou atenção nas resenhas foi a profundidade dos personagens e a forma como King constrói a tensão ao longo das mais de mil páginas. A história começa com o avanço implacável da doença, que se espalha de maneira assustadoramente realista. Depois, os sobreviventes embarcam em uma jornada cheia de desafios, sonhos misteriosos e um inevitável confronto entre as forças opostas.
Muitos leitores destacam que o livro é extenso e detalhado, o que pode ser um desafio para quem não gosta de narrativas longas. Mas, ao mesmo tempo, essa riqueza de detalhes torna a experiência ainda mais imersiva. A batalha entre o bem e o mal é intensa, e King não poupa descrições impactantes.
Gosto muito de quem me gosta
sou recíproco
amo o reflexo da alma
quem ri é rico
quem abraça acolhe
quem beija é amor
essa é minha religião
e não vai mudar
mesmo que decidam
que o mundo não é lugar para o amor
Edu Liguori
sou recíproco
amo o reflexo da alma
quem ri é rico
quem abraça acolhe
quem beija é amor
essa é minha religião
e não vai mudar
mesmo que decidam
que o mundo não é lugar para o amor
Edu Liguori
O simples ato de existir
Com sua pura autonomia.
Traça sulcos pela terra
Como uma sedenta fera.
Brota, rasgando tudo pela frente
Com seus dedos tementes.
E com uma gota suave,
Breve chuva, faz irrigar forte,
E cresce a flora, com bravura.
Colorindo calçadas,
Cantos de prédios,
Saindo pelas pedras.
Enfeitando a visão de qualquer criatura.
Dando abrigo quando cresce a todos os seres viventes.
Passarinhos, pequenos roedores.
E nutrem além de tudo, com frutas e suas sementes.
Além de dar ar fresco
Ao mundo inteiro,
Vida intermitente.
E ela que não precisa de nada, nós que somos seus dependentes.
Eliz Leão
Com sua pura autonomia.
Traça sulcos pela terra
Como uma sedenta fera.
Brota, rasgando tudo pela frente
Com seus dedos tementes.
E com uma gota suave,
Breve chuva, faz irrigar forte,
E cresce a flora, com bravura.
Colorindo calçadas,
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Saindo pelas pedras.
Enfeitando a visão de qualquer criatura.
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Passarinhos, pequenos roedores.
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Ao mundo inteiro,
Vida intermitente.
E ela que não precisa de nada, nós que somos seus dependentes.
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