No peito inflama A chama do Orgulho, Que brilha forte Em cada olhar. É o amor que clama Não se esconde em entulho, Na mostra claro Sem se renegar.
É o caminhar seguro pelas trilhas da vida Onde cada passo É uma decidida conquista. Orgulho é bem mais Que um simples momento, É a afirmação Do contentamento.
Nas famílias, nos lares, Em cada emoção, Orgulho se espalha Sem contradição. É a força do amar Sem restrição, A real liberdade Que celebra a união.
No céu que abraça Nossa diversidade, Orgulho é a voz da comunidade. De batalhas travadas, Triunfos celebrados, De vidas cantadas, Amores declarados.
Orgulho é o amor Que desafia o perigo, Que enfrenta julgamento Mas mantém-se contigo É o gesto que acolhe, A palavra que anima: "Somos todos um, Na luz que ilumina."
Mãos abertas e o coração pleno, Compartilha sem esperar retorno. Generosidade é o gesto mais sereno, Onde a bondade encontra seu conforto
É o pão dividido, o abraço sincero, A dádiva que se multiplica em sorrisos. Generosidade não se importa com mistério A alma simplesmente faz seus compromissos.
O coração em completo ato de altruísmo. A Generosidade nunca se esmorece Sua solidariedade é o abraço ante o abismo, Lugar na vida, onde a humanidade floresce.
A Compreensão chega com olhos gentis, Abraça as falhas, entende os porquês. Para o insano, ela suspira, olha e diz: "Veja mais fundo, além do que se fez!"
Ela é o Sol que derrete o gelo do julgamento, A ponte que liga os corações distantes. O mais inesperado e difícil entendimento Ela se vê nos detalhes mais irrelevantes
Ela compreende o erro como aprendizado. Que ninguém ainda está completo Cria lugar para que exista futuro renovado Onde o respeito é chave do afeto.
A Indignação chega, com ideias fervendo, O fogo da justiça a arder no olhar. Diante da mentira, sente um tormento Ergue-se forte, se recusa a se calar.
Em alto e bom som faz-se ouvida Sua força se opõe ao que percebe de errado. Na luta por direitos, segue destemida O seu sentimento, nunca deixa de lado
Em cada verso, a Indignação faz agir Desperta consciências, incita a razão Sonha que algo bom possa se construir, Onde a equidade se faz de missão
Feito Mercúrio, com asas nos pés A Pressa chega, já se retirando Voa veloz, não vê nem o chão. Tempo urge, sai aceleeando O tic-tac, a pressão, ou revés Foge, escapa... Não dá opção...
Com olhar de lince, a Perspicácia saltou, Desvendando segredos, lendo o não dito No palco do mundo, é quem apresentou O poder de ver o oculto, o infinito.
Não se engana com algum falso brilho, Nem com as sombras que confundem a vista. Sua mente corta o nevoeiro, o empecilho, Revela o que está por trás doutra pista.
Ela sorri decifrando o enigma complexo, Desafia o labirinto com seu próprio jogo. Se cria do pensamento, do seu reflexo É luz que guia, fazendo seu próprio fogo
Treinada para enxergar toda realidade Usa um filtro tênue, dissecando a verdade Cinco sentidos, o mundo visto em detalhes Cores, sons, aromas, texturas, em partes
A Percepção não reage, se assimila Bússola interna, enxergando contraste Intuição e entendimento, quase magia Navega o labirinto da razão numa arte
Ponte entre o feito e o que aconteceria Porta de entrada para o sensorial, A Percepção é o encaixe da parte vazia Reúne em seus braços mais que o essencial
O Desbravamento vêm com sua bota já gasta, Na curiosidade de quem olha o desconhecido, Quando o horizonte se abre, ele não se afasta, Relê o seu mapa, rumo ao descabido
Na coragem se ergue, com olhar de criança Segue as estrelas e as trilhas na mata. Com sede de saber, de pensar com esperança, Não importa com lugar, com hora ou com data
Ele se cria na coragem, na bússola que aponta, O caminho incerto, o que não se acha Desbravamento é o eco que o horizonte desponta A história não escrita, onde o tudo se encaixa.