A Celebração em meio aos fogos de artifício, Traz euforia de quem festeja uma vitória. Muito mais do que cumprir o seu ofício, Faz a bagunça ser uma gloriosa história
A Celebração é o brinde compartilhado, Segue o som das taças que se encontram. É o sorriso que se abre, iluminado Os dedos em riste aos céus apontam
Ela se cria da união, do abraço no ar Se entrega desde o passo até o salto A Celebração é a festa que não vai acabar, É a vista da Terra do espaço, lá do alto
A Solidariedade vem com mãos estendidas, Generosidade de quem partilha e não evita. Quando alguém clama, ela não hesita, Como fonte que alimenta, refeição dividida.
Solidariedade é o ato que nos une, O abraço de quem vê no próximo um irmão. É a ação que alivia, a vontade que reúne, A bondade que transborda do coração.
Ela se faz na força, no apoio que se dá, O conforto oferecido, a dor que se alivia. Solidariedade é a energia que sempre está lá, A história de quem mais esperança cria.
É a dificuldade que fortifica um elo. A Solidariedade sobrevive e se espalha, Segue vias de compaixão, sentimento belo, Que sem ajudar, também não atrapalha
A Tenacidade encara com firmeza nos passos, Com a determinação de quem não desiste. Quando o desafio se impõe, traz aos braços Como uma corda que se estica, persiste.
Tenacidade é a força que não cede, Segue como arte em pedra esculpida É a vontade que mais nada lhe impede A convicção que se levanta, destemida
Ela se cria na luta, de plena resistência O obstáculo superado, a meta que se alcança. Tenacidade é mais forte potência A história de quem não perde a esperança.
E assim, faz de cada esforço uma vitória. Na Tenacidade cada verso realiza Cria caminhos onde não há mais glória Ao persistir é a fé que se eterniza.
A Indiferença diz não querer ser mais notada, Passos silenciosos, sem peso nem marca O interesse se esvai, emoção apagada, Como uma tentativa do que só se disfarça.
Indiferença é o olhar que nada vê, Segue o curso de um rio sem reflexo. É o silêncio onde a fé não se crê, A ausência que ocupa um espaço anexo.
Ela se cria na omissão, no gesto que não se faz, O cuidado esquecido, o afeto que desaparece Indiferença é a estrada do nunca, jamais A história que nem se conta, fogo que não aquece.
Ela vive envolta de nuvens e neblina. Cria poesia sem palavras ou rima A distância ao sentimento, um vazio que domina É não precisar estar por baixo nem por cima
O Alívio, leve, representante da libertação Desliza com passos de nuvem flutuando. Quando o fardo solta, abre o coração Um céu se clareando, o Sol iluminando.
Alívio é o suspiro que a mente traz, O ritmo da desaceleração, da calma. É o silêncio após o barulho voraz, A calmaria que se espalha pela alma.
Ele se cria a partir do nó que se desfaz, O medo perdido, que simplesmente se esquece. Alívio é o caminho pronto, o passo que satisfaz, A história que continua, sem que nada mais esmorece
Ele busca espaço, respira sob a sombra da paz, O Alívio faz do verso algo que se promete Cria seu próprio conforto, o descanso que apraz, Prepara o espírito para o que se compromete.
O Cansaço quase sem forças para chegar, Veio, ao final, com seus pés arrastando Quando o corpo pesa, a alma quer descansar, Um céu de fim de tarde, se distanciando
Cansaço é o peso nos olhos que o sono trás Segue seu ritmo de um mundo em lentidão É o silêncio que mesmo sem querer se faz A ausência que ocupa o espaço da ação.
Ele se cria na repetição, no gesto que se desfaz, O passo perdido, aquele sonho de quase se esquecer. Cansaço é a trilha que se arrasta, da pressa ao jamais, A história que se pausa, sem ninguém mais querer.
Ele busca parada, descanso embaixo de sombra O Cansaço faz do verso sua cama e se deita. Cria repouso ao sofrimento, o alívio que assombra Espera nova jornada, onde a vida se ajeita.