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Brilhando, feito Macabéa O segundo de uma estrela Mas não dela, não inteira Era o clarão que engana Uma explosão que devora E o escuro que proclama
Como supernova, grita, Luz que atrai e consome Um vortex de escuridão Que ninguém sabe ao certo Se faz sem luz ou se esconde Fagulha eterna no vão
O brilho, tua última farsa, Faz do mundo testemunha Enquanto tragava toda arte O que havia de essência Mas quem brilha tão voraz Do que mesmo se compunha?
Por que o mundo engole Fazendo de nós só fagulhas Para iluminar o que some Criando nas almas injúrias A mesa estando já posta: Sendo o caos de que abandona
Que a vida não seja só isso Que a fonte ilumine o caminho, E não o medo de pesadelos Que ofusquemos sem consumir Que sejamos sóis duradouros E não tragédia aos alheios
A estrela sumiu no céu vasto Mas que a morte ocupe o vazio: Nem toda escuridão é ausência Nem toda luz é um abrigo Que sejamos parte do cosmos Além da espera do fim
Após tirar a própria vida, Emma renasce num planeta inferno, cujo elemento que rege a vida de todos é a água. Conforme uma profecia se descobre salvadora daquele mundo composto apenas por mulheres e esse será só o início de sua jornada. O destino retomará seu passado, enquanto ela evolui, desenvolve poderes com os elementos, descobre paixões. Isso tudo, sendo guiada por aventuras entre "deuses" e as mais variadas raças espalhadas pelo Universo. "Fúria das Águas" é o primeiro volume da saga "Universo em Órbita".
A Reciprocidade não foi feita pra ser exigente Ela gosta de ser natural, nunca autoritária Surge do bem e do mal, mas não é solitária Responde ao menor sinal, ou ao mais potente
Se alguém não lhe convida, fica desnorteada Mas entende que na vida, o melhor presente Não é o que se pede, nem está no ausente Mas se faz da ação que sequer era esperada
Às vezes tímida, retraída Às vezes atirada, em disparada Ela se mostra, mesmo escondida Ou desaparece, se exagerada
Um ser etéreo, de fulgor imenso, O Propósito se demonstra intenso, Um guia sábio, em constante tensão, Que nos conduz à uma meta, em vão.
Com manto pesado, e olhar penetrante, Inspirador de sonhos, sempre vigilante, Percorre os caminhos, em busca da luz, Mantém sua chama, à esperança conduz
Todos seus passos são premeditados Com seus sentidos bem conectados Para chegar, com certeza, à razão, E ponderar se valeu a missão.