#Desafio 030
E foi ontem…
Bela, era ela:
chuquinha
batom vermelho
joelho ralado
saia ao vento
sorriso solto.
A mais doce menina
mão na minha
pula num pé
rola com o Stopa
chama de pulguento
mas o aperta no peito.
Corre, salta, escorrega
chega em casa
terra na pele .
Banho longo
sabonete espuma
o dia nas pernas.
Jantinha quente
pijama macio
chupeta
dedo no cabelo.
Me abraça
vira, apaga.
Quem me dera
quem soubera
guardar o tempo
num bolso qualquer.
Crs Ribeiro
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Tiago Bianchini Fidalgo
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Inspiração Enterna
Pessoal, quem já chegou na página 48 do segundo livro do clube, O Alienista, já pode comentar o que está achando, já criei o tópico lá!
#Desafio 29
*Epílogo*
No palco da vida,
Não interpreto o papel principal.
Não sou a protagonista,
Talvez coadjuvante.
Me falta a luz que irradia ao norte.
Me falta o ar que inspira aos fortes.
Me falta a água, que sacia a sede.
Me falta o alimento, que mata a fome do inocente.
Tanto, que me falta… Sou tão falha!
Mas, ao mesmo tempo, sou tão grata!
Estou saindo de cena.
O teatro já está vazio,
O espetáculo acabou.
As cortinas se fecharam,
E a luz se apagou.
Não há mais público na plateia.
Já apresentei o “grand finale”.
Não ouvi o som das palmas,
Só as portas a se fecharem.
Com reverência, me despeço de vocês,
Respeitável e adorável público.
Foi muito bom me apresentar
pela última vez.
Obrigado!
MarU
*Epílogo*
No palco da vida,
Não interpreto o papel principal.
Não sou a protagonista,
Talvez coadjuvante.
Me falta a luz que irradia ao norte.
Me falta o ar que inspira aos fortes.
Me falta a água, que sacia a sede.
Me falta o alimento, que mata a fome do inocente.
Tanto, que me falta… Sou tão falha!
Mas, ao mesmo tempo, sou tão grata!
Estou saindo de cena.
O teatro já está vazio,
O espetáculo acabou.
As cortinas se fecharam,
E a luz se apagou.
Não há mais público na plateia.
Já apresentei o “grand finale”.
Não ouvi o som das palmas,
Só as portas a se fecharem.
Com reverência, me despeço de vocês,
Respeitável e adorável público.
Foi muito bom me apresentar
pela última vez.
Obrigado!
MarU
Às vezes, na escrita, faço um caminho que parece ser inverso. Em vez de pesquisar antes, escrevo livremente. Depois começo o processo de pesquisa e vou adequando os detalhes da história à realidade mais concreta. Acho que isso funciona porque trabalho mais com o psicológico dos personagens e com um fluxo mais livre de escrita. Como funciona seu processo?
Feliz é o sol, que toca a sua pele
Feliz é a água, que banha teu corpo
Feliz é o vento, que te acaricia o rosto
Mas e eu? Eu sou feliz, acordei denovo
Só pra te conquistar, aos poucos.
Jusley Naiane
Bom dia!
Feliz é a água, que banha teu corpo
Feliz é o vento, que te acaricia o rosto
Mas e eu? Eu sou feliz, acordei denovo
Só pra te conquistar, aos poucos.
Jusley Naiane
Bom dia!
#Desafio 26
*Querer*
Queria ser tocada,
Como quem tem muita vontade.
Queria ser amada, de verdade.
Queria sentir adrenalina,
Como quem faz, pela primeira vez, algo na vida.
Queria viver a nostalgia, antes que seja tarde.
Queria parar este momento,
Desafiar as leis da física e da lógica.
Criar uma fenda no tempo,
Para viver uma outra história.
Queria poder sair sem rumo, daqui,
Encontrar no caminho tudo
Que sempre sonhei e nunca pude conseguir.
Queria o querer, em reciprocidade,
Viver como se os sonhos fossem verdade.
Queria e quero, porque sou poeta:
Sonhadora, romântica assumida.
E querer é poder, dentro da minha poesia.
MarU
*Querer*
Queria ser tocada,
Como quem tem muita vontade.
Queria ser amada, de verdade.
Queria sentir adrenalina,
Como quem faz, pela primeira vez, algo na vida.
Queria viver a nostalgia, antes que seja tarde.
Queria parar este momento,
Desafiar as leis da física e da lógica.
Criar uma fenda no tempo,
Para viver uma outra história.
Queria poder sair sem rumo, daqui,
Encontrar no caminho tudo
Que sempre sonhei e nunca pude conseguir.
Queria o querer, em reciprocidade,
Viver como se os sonhos fossem verdade.
Queria e quero, porque sou poeta:
Sonhadora, romântica assumida.
E querer é poder, dentro da minha poesia.
MarU
Meu novo conto se chama Restos.
Será o primeiro narrado em primeira pessoa e vou precisar me empenhar mais, pois acho esse tipo de narrativa difícil. É fundamental, nesses casos, a gente separar a narradora de quem a gente é. Lorena não pode ser Carla.
Conto mais sobre a história depois.
E vocês? Como é a experiência de vocês na escolha do narrador?
Na imagem, um trechinho!
Será o primeiro narrado em primeira pessoa e vou precisar me empenhar mais, pois acho esse tipo de narrativa difícil. É fundamental, nesses casos, a gente separar a narradora de quem a gente é. Lorena não pode ser Carla.
Conto mais sobre a história depois.
E vocês? Como é a experiência de vocês na escolha do narrador?
Na imagem, um trechinho!
SÓ
Dormir e sonhar
só
para te alcançar
Acordar,
só
para te amar.
Sou só,
mas só
tenho você.
O todo e
o nada
a me pertencer.
Jusley Naiane
Boa tarde!
Dormir e sonhar
só
para te alcançar
Acordar,
só
para te amar.
Sou só,
mas só
tenho você.
O todo e
o nada
a me pertencer.
Jusley Naiane
Boa tarde!
Na minha janela
passarinhos
anunciando
o raiar do dia.
Na minha cama
redemoinhos
dos seus cabelos
emaranhados
de amor e chama.
Ela não se engana
só é feliz quem ama.
Jusley Naiane
(Bom dia! )
passarinhos
anunciando
o raiar do dia.
Na minha cama
redemoinhos
dos seus cabelos
emaranhados
de amor e chama.
Ela não se engana
só é feliz quem ama.
Jusley Naiane
(Bom dia! )
#desafio 365 dias
Dia 24 - Poética da Adolescência
Eu me sentia um spam porque era inadequada. Inadequações. Isso é um círculo, você dizia. Eu, quadrada. Eu não sou cult, eu gritava, e você nem ouvia. Inadequada estava escrito em minha testa e eu, sem vergonha, continuava e a te espreitar e aparecia à tua frente como quem não quer nada. Isso é um retângulo! Eu ouvia. Já mudou? Eu perguntava, toda circular, e você se permitia rir esnobe. E era o riso mais lindo, mesmo que fosse ácido.
Eu me sentia um e-mail nunca lido, enviado diretamente à lixeira, porque a isso eu era destinada. Destino. Isso é karma, eu me repetia, mas era a ela que você beijava. Isso é karma, eu sussurrava, mas é ela quem você tem por linda; e eu me resto só, feia nesse espelho. Eu era o desgosto, o démodé em tempos dessas tendências descoladas, de todos esses sapatinhos vermelhos e desses ângulos confusos.
Convenhamos: eu me sinto um moleskine em tempos de blog. Você me olhava, eu fechada, na estante, meu templo. Páginas sem importâncias, guardadas na prateleira mais perto do chão. Sem pedestais. O amor que se perdeu no caminho entre uma folha e outra. Talvez um sarcasmo não compreendido. Eu sequer era real. Inadequada até na ficção, você me diria, se soubesse como.
Dia 24 - Poética da Adolescência
Eu me sentia um spam porque era inadequada. Inadequações. Isso é um círculo, você dizia. Eu, quadrada. Eu não sou cult, eu gritava, e você nem ouvia. Inadequada estava escrito em minha testa e eu, sem vergonha, continuava e a te espreitar e aparecia à tua frente como quem não quer nada. Isso é um retângulo! Eu ouvia. Já mudou? Eu perguntava, toda circular, e você se permitia rir esnobe. E era o riso mais lindo, mesmo que fosse ácido.
Eu me sentia um e-mail nunca lido, enviado diretamente à lixeira, porque a isso eu era destinada. Destino. Isso é karma, eu me repetia, mas era a ela que você beijava. Isso é karma, eu sussurrava, mas é ela quem você tem por linda; e eu me resto só, feia nesse espelho. Eu era o desgosto, o démodé em tempos dessas tendências descoladas, de todos esses sapatinhos vermelhos e desses ângulos confusos.
Convenhamos: eu me sinto um moleskine em tempos de blog. Você me olhava, eu fechada, na estante, meu templo. Páginas sem importâncias, guardadas na prateleira mais perto do chão. Sem pedestais. O amor que se perdeu no caminho entre uma folha e outra. Talvez um sarcasmo não compreendido. Eu sequer era real. Inadequada até na ficção, você me diria, se soubesse como.