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@tibianchini

Tiago Bianchini Fidalgo
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Público
Resposta de @tibianchini
Li um livro chamado "A Abadessa", de Alexandre Azevedo (ed. Baobá) que é uma ficçao sobre Um fato histórico narrado por várias vozes: o assassinato da abadessa Joana Angélica de Jesus, às portas do Convento da Lapa, em 1822. Numa conversa com o leitor, essa prosa roseana mistura personagens e acontecimentos reais e fictícios e constroem um texto fluído e envolvente, que levam o leitor à São Salvador do século XIX. Vale a pena, pela linguagem e pelas diferentes visões do fato histórico
há 1 ano
#desafio 365 dias

Dia 19 - Fale sobre um livro que narre fatos históricos.

"O Queijo e os Vermes", escrito por Carlo Ginzburg, foi publicada em 1976. É o único livro que eu li com uma abordagem da micro-história, cuja narração historiográfica parte de indivíduos ou eventos aparentemente pequenos para remontar as crenças e peculiaridades de uma época.

Apesar de parecer, o livro não é ficcional. O autor busca arquivos do Vaticano para remontar a vida de Menocchio, um moleiro italiano do século XVI, que foi julgado pela Inquisição por heresia.

O título "O Queijo e os Vermes" é uma metáfora que o protagonista usa para explicar sua visão do universo: ele acredita que o mundo era feito de uma massa caótica, como o queijo, do qual surgiam os vermes, que ele identificava como anjos. E foram estas ideias nada ortodoxas que levaram Menocchio a ser julgado pela Inquisição.
Público
Resposta de @tibianchini
Gostei bastante do seu estilo. Fantasia assim não é muito a minha praia, então leio pouco desse estilo, mas vou pegar o seu pra ler assim que acabar o que estou lendo 😊
há 1 ano
#Desafio dos 365 dias, dia 15:

(Esse é o texto que posteriormente se tornaria a introdução de Folhas)

Todo dia Shard cuidava de uma ovelha. Uma única ovelha. Todo o resto do rebanho pastava sempre nos mesmos lugares, mas Célia era especial. Todos os dias ela subia a encosta onde comia dos arbustos e lambia o musgo. O cajado, um pedaço velho de madeira encontrado entre os arbustos, era só para ele, que mesmo com o corpo jovem precisava do apoio. Célia não precisava de nenhum incentivo, nem para subir, nem para descer; ela sabia as horas melhor que Shard.
E todos os dias Shard via o grande esqueleto. Todos os dias relembrava a história da grande guerra entre os Titãs e os Deuses. A Ruína, era como as pessoas da sua vila chamavam tanto a guerra quanto o esqueleto. Os pássaros voavam em círculos acima do punho da grande espada usada por Ivandra, deusa das folhas, para dar fim ao combate.
Shard não sabia que Utugash era o nome do titã. Não sabia que suas chamas castigaram o vale por décadas. O povo simples de Seme contava apenas dos titãs, como se fossem todos iguais. Ele não sabia que quem brandiu aquela espada um dia também foi uma simples pastora.
Ela que se perdeu dos pais. Que foi criada entre as árvores. Que aprendeu com o som das folhas como alterar o tecido que forma a realidade. Ivandra, deusa das folhas, nasceu da terra, mortal. E como mortal sentiu as chamas de Utugash. E com sua magia ela se levantou, alta como o titã, desafiadora. As chamas como um chicote estalavam à sua volta, hostes de pássaros horrendos, de osso e fogo, gritavam ao seu redor
Mas sozinha ela enfrentou o inimigo. Uma, duas, três vezes o titã a jogou ao chão com sua imensa força. E três vezes ela se levantou. Uma, duas, três vezes as chamas atacaram seu corpo, e as três vezes ela resistiu. Ivandra viu o fogo consumindo a terra onde cresceu, a terra que protegeu. E com a terra o derrotou.
Das pedras de uma colina formou a grande espada. E nela Ivandra colocou sua essência e poder: que sua vida acabasse, mas que os ossos do titã ficassem para sempre presos nessa terra, para nunca mais renascer. Com uma investida ela derrubou o inimigo, e com um golpe enterrou a espada através do titã no corpo pétreo da montanha.
Em um brilho quente como o sol, Ivandra foi consumida. As chamas de Utugash se foram, e seu corpo absorvido pela terra.

(Continua nos comentários)
Público
Resposta de @tibianchini
Que gracinha! Leve, sonoro, ritmado, perfeito! Parabéns! 😊
há 1 ano
#desafio - 11

Inspirado na minha filha

Menina faceira
Da pele morena,
Seu copo balança
Pra lá e pra cá

Alegre ela dança
Não liga pra nada,
Ciranda de roda
A saia a rodar

Ela olha pro mundo
E se acha pequena
Eu olho pra ela,
e enxergo

O meu mundo
Inteiro.

Jusley Naiane
Público
Resposta de @tibianchini
Mas, sabe, eu sempre achei que meus poemas não tocavam as pessoas. Mas, sempre que os mostro ou público, recebo mensagens tão profundas!... Continue sempre escrevendo. Aquele poema pode não me tocar hoje, mas tocará a minha amiga. Algum outro poema seu não a tocará, mas tocará a mim. E, talvez, seu poema não me diga nada hoje, mas amanhã irá cair a ficha... A gente nunca sabe. Mas acontece o tempo todo. E que bom que é assim! 😊
há 1 ano
Vivo questionando o motivo de certas escolhas
Mas no fundo, sei que não posso controlar tudo
Essa minha intensidade de querer tudo ao mesmo tempo
Muitas vezes limita seguir os meus sonhos
Escrevo para libertar sentimentos
Nem sempre faz sentido para os outros, mas no meu coração toda palavra grita.

Tempestade ✍️
Público
Resposta de @tibianchini
Eu entro nas lojas e as atendentes perguntam: "O senhor está procurando algum modelo específico?" "Não, moça, entrei só pelo ar-condicionado, mesmo..."
há 1 ano
Porque estamos em um calor de 30° em sp e sem chuva? Eu quero fazer um video com um look charmoso mas nesse calor NÃO DÁ! Inclusive, quero fazer esse vídeo pra fazer a propaganda do meu livro vendido aqui pela Literunico.
Público
Resposta de @tibianchini
Intimista não. Mas tenho que contar uma coisa: Tenho 45 anos quando tinha 5 ou 6, adorava um livro chamado "Faz-de-Conta", da autora Mirna Pinsky. Eu lia tanto o livro que decorei praticamente o livro todo. 30 e tantos anos se passaram. Meu menino mais novo tinha em torno de 8 ou 9 anos, e eu resolvi comprar esse livro pra ele ler - comprei uma edição mais nova, é claro. Ele tirou do plástico e veio ler pra mim. Eu lembrava palavra por palavra do livro - inclusive, palavras que haviam na primeira edição, que foram tiradas nas versões novas... Não sosseguei até comprar a 1ª edição, a que eu tinha quando criança...
há 1 ano
O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
16 - Consegue lembrar detalhes sobre algum livro cuja narração é mais intimista?

#Link365TemasLivros
Público
Resposta de @tibianchini
😳 Não posso ler isso na frente das crianças... (Mas tá lindo)
há 1 ano
Banho Premium

Tiro a roupa,
Num ritual sacro.
Solto os cabelos
Para lavá-los.

Afago minha pele,
Em frente ao espelho.
Apalpo meu corpo,
Sinto meus seios.

Cansada, esbravejo
Mentalmente contra
o que vejo.
Mas, sigo pro banho,
Preciso do meu asseio.

Ligo o chuveiro,
Molho o corpo todo primeiro.
Meus cabelos, molhados
Ultrapassam a cintura,
Em comprimento.

Ensaboada e nua,
Enquanto o creme
Faz efeito,
Relaxo com a duchinha
Apontada para o meu grelo.

Relaxa e goza, minha amiga!
“Isso sim é um banho premium”.

MarU

#
Público
Resposta de @tibianchini
Uau! Isso é ótimo! Parabéns, e que 2025 seja ainda melhor! 😊
há 1 ano
Fechamos o balanço até 2024!
"Noites em Claro" vendeu 63 livros em versão impressa
"Perdições" foram 8 impressos e 10 digitais + 704 páginas lidas no KU
Vamos continuar sonhando e esperando que mais leitores entrem em contato com nossa obra.
Agradeço de coração todos que compraram os livros, mais ainda aqueles que comentaram, avaliaram e ajudam na divulgação.
Somos pequenos, mas temos muito orgulho do que já entregamos!
Feliz 2025 para todos os amantes da literatura e da poesia!
Público
Resposta de @tibianchini
Que lindo! Imaginei que seria algo como o encontro de Jorge Luis Borges com ele mesmo, mas foi algo muito, mas MUITO mais bonito! Parabéns!
há 1 ano
#desafio 365 dias

Dia 16 - Perguntas

Um dia me lançaram duas perguntas: 1. Se a criança que você era te visse/conhecesse hoje, o que ela provavelmente te perguntaria? 2. Se você encontrasse com a criança que você já foi, que pergunta faria a ela? Delas, nasceu o texto a seguir.

Aproximei-me.

Ela estava sentada em um canto estratégico da sala: se alguém por ali circulasse, não a veriam, mas, entre os braços da poltrona, dava para ver o desenho animado na tela. Observei por poucos instantes e decidi ir embora, pois não havia nada mais ali para mim. Dei de costas e foi quando ela me surpreendeu:

— Por que você não é bailarina?

Questionou-me de modo inocente. Me enraiveci. Tornei em sua direção, querendo explodir em gritos. Me contive um pouco e respondi com outra pergunta:

— E por que você não sai desse canto?

Ela se assustou e desatou a chorar. Me senti mal por isso, pois eu sabia toda a história. Agachei-me à sua altura e lhe estendi a mão.

— Vamos passear.

Fomos até o quintal. Dolores, nosso gato com nome de gata, corria e subia no coqueiro, depois desaparecia entre as plantas. Ficamos em silêncio, até que ela quis saber:

— A gente vai fazer tudo certo?

— Não — eu disse rindo. — Até porque fazer tudo certo é chato. Como acordar cedo.

Ela odiava acordar cedo.

— Desculpa por você não ser bailarina. — Ela conseguiu se expressar.

— Não se culpe. Culpa é um sentimento desnecessário e cristão. Não somos cristãs — me pus de joelhos, para ficar com meus olhos na altura dos dela. — Nós devemos nos sentir responsáveis, mas nunca culpadas.

Eu ainda ia falar mais, quando nossa mãe chamou da cozinha.

— Aproveite-a — eu disse, mesmo sabendo que ela o faria mesmo sem conselhos.

— Ela vai ficar com a gente, não é?

— É. Para sempre.

Sylvvia Rubraurora