SONETO A Poesia Interminável · Capítulo 3 de 192
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SONETO

À Julieta dos Santos

Dizem que a arte é a clâmide de ideia

A peregrina irradiação celeste,

E disso a prova singular já deste

Sorvendo dela a divinal sabeia!.

Da “Georgeta” na feliz estreia,

Asseverar-nos ainda mais vieste

Que és um gênio, que te vais de preste

Tornando o assombro de qualquer plateia!...

Sinto uns transportes fervorosos, ledos

Quando nas cenas de sutis enredos

Fulgem-te os olhos co’a expressão dos astros!...

E as turbas mudas, impassíveis, calmas

Sentem mil mundos lhes crescer nas almas...

Vão-te seguindo os luminosos rastros!...

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