DA MUNDANA LIDA, EIS QUE CANSADO A Poesia Interminável · Capítulo 57 de 192
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DA MUNDANA LIDA, EIS QUE CANSADO

Minha vida é um montão de ruínas

em árido deserto um abismo de

ais e de suspiros.

Da mundana lida, eis que cansado,

Com a lira toda espedaçada,

A alma de suspiros retalhada,

Cumpre o infeliz seu triste fado.

Ai! que viver mais desgraçado!...

Que sorte tão crua e desazada!...

Quem assim tem a vida amargurada

Antes já morrer, ser sepultado.

Só eu triste padeço feras dores,

Imensas e de fel, sem terem fim,

Envolto no véu dos dissabores.

Oh! Cristo eu não sei se só a mim

Deste essa vida de amargores,

Pois que é demais sofrer-se assim!

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