DA MUNDANA LIDA, EIS QUE CANSADO
Minha vida é um montão de ruínas
em árido deserto um abismo de
ais e de suspiros.
Da mundana lida, eis que cansado,
Com a lira toda espedaçada,
A alma de suspiros retalhada,
Cumpre o infeliz seu triste fado.
Ai! que viver mais desgraçado!...
Que sorte tão crua e desazada!...
Quem assim tem a vida amargurada
Antes já morrer, ser sepultado.
Só eu triste padeço feras dores,
Imensas e de fel, sem terem fim,
Envolto no véu dos dissabores.
Oh! Cristo eu não sei se só a mim
Deste essa vida de amargores,
Pois que é demais sofrer-se assim!