MÃE E FILHO A Poesia Interminável · Capítulo 74 de 192
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MÃE E FILHO

Às mães desamparadas

Jesus, meu filho, o encanto das crianças,

Quando na cruz, de angústia espedaçado,

Em sangue casto e límpido banhado,

Manso, tão manso como as pombas mansas;

Embora as duras e afiadas lanças

Com que os judeus, tinham, de lado a lado,

Seu coração puríssimo varado,

Inda no olhar raiavam-lhe esperanças.

Por isso, ó filho, ó meu amor — se a esmola

De algum conforto essencial não rola

Por nós — é força conduzir a cruz!...

Mas, volta ó filho, pesaroso e triste.

Se a nossa vida só na dor consiste,

Ah! minha mãe, por que morreu Jesus?...

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