MINH’ALMA ESTÁ AGORA PENETRANDO
Por ocasião dos festejos em homenagem ao sexagésimo primeiro
aniversário natalício do eloquentíssimo tribuno sagrado,
Joaquim Gomes d'Oliveira Paiva
Há vultos tamanhos que não
Cabendo no globo, vão quedos
Mas solenes, refugiar-se na campa.
Daí embuçam-se num manto infinito
De glórias?...
Minh’alma está agora penetrando
Lá na etérea plaga, cristalina!
Que música meu Deus febril, divina
Nos páramos azuis vai retumbando!
Além, de áureo dossel se está rasgando
Custosa, de primor, esmeraldina
Diáfana, sutil, longa cortina
Enquanto céus se vão duplando!
Em grande pedestal marmorizado
De Paiva se divisa o busto enorme
Soberbo como o sol, de luz c'roado
De um lado o porvir — Antheu disforme
Dos lábios faz soltar pujante brado
Hosanas! não morreu! apenas dorme.