MINH’ALMA ESTÁ AGORA PENETRANDO A Poesia Interminável · Capítulo 59 de 192
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MINH’ALMA ESTÁ AGORA PENETRANDO

Por ocasião dos festejos em homenagem ao sexagésimo primeiro

aniversário natalício do eloquentíssimo tribuno sagrado,

Joaquim Gomes d'Oliveira Paiva

Há vultos tamanhos que não

Cabendo no globo, vão quedos

Mas solenes, refugiar-se na campa.

Daí embuçam-se num manto infinito

De glórias?...

Minh’alma está agora penetrando

Lá na etérea plaga, cristalina!

Que música meu Deus febril, divina

Nos páramos azuis vai retumbando!

Além, de áureo dossel se está rasgando

Custosa, de primor, esmeraldina

Diáfana, sutil, longa cortina

Enquanto céus se vão duplando!

Em grande pedestal marmorizado

De Paiva se divisa o busto enorme

Soberbo como o sol, de luz c'roado

De um lado o porvir — Antheu disforme

Dos lábios faz soltar pujante brado

Hosanas! não morreu! apenas dorme.

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