VANDA A Poesia Interminável · Capítulo 18 de 192
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VANDA

Vanda! Vanda do amor, formosa Vanda,

Macuama gentil, de aspecto triste,

Deixa que o coração que tu poluíste

Um dia, se abra e revivesça e expanda.

Nesse teu lábio sem calor onde anda

A sombra vã de amores que sentiste

Outrora, acende risos que não viste

Nunca e as tristezas para longe manda.

Esquece a dor, a lúbrica serpente

Que, embora esmaguem-lhe a cabeça ardente,

Agita sempre a cauda venenosa.

Deixa pousar na seara dos teus dias

A caravana irial das alegrias

Como as abelhas pousam numa rosa.

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